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terça-feira, 22 de julho de 2008

A FORÇA DOS ALIMENTOS

Quando o assunto é economia, petróleo, inflação e taxa de juros ganham espaço, tirando o sono de muitos empresários e economistas. Tais fatores, atualmente, ocupam boa parte dos espaços da mídia, seja ela escrita ou falada. Contudo, eles não são novidades. Muitos brasileiros ainda têm pesadelos com a inflação que dominou o país no final dos anos 80 e início dos anos 90; a crise do petróleo em 1973 ainda está viva na mente dos economistas mais antigos e a taxa de juros sempre foi uma ferramenta eficaz na política monetária de grandes potências.

Porém, outro fator vem roubando a cena na conjuntura econômica mundial. Tal fator está bem mais próximo de nós. Ele está tanto na mesa do nosso café da manhã, como no nosso almoço diário. Este fator é o alimento. Atualmente, a contínua e generalizada elevação nos preços dos alimentos tem preocupado os agentes econômicos no mundo todo e no Brasil não pode ser diferente. Nunca na história a soja, o milho e o trigo foram tão valorizados.

As causas apontadas por especialistas são diversas, entretanto algumas merecem destaque. O crescimento chinês proporcionou um aumento no número de emprego, fazendo com que muitas pessoas que passavam à margem do consumo passem a demandar mais; a produção do milho para a produção de etanol pode ser considerada outra causa para tal inflação; no Brasil, o aumento da renda e os programas assistencialistas, também, possuem uma parcela de culpa. Como podemos observar, da Ásia à América latina a inflação dos alimentos exerce uma grande influência.

Diante dessa situação, os principais comandantes mundiais estão buscando alternativas para vencer essa batalha contra os aumentos dos preços. Alguns vêm obtendo sucesso, enquanto outros colecionam fracasso: Cristina Kirchner é a prova disso.

Independente da região do planeta, a solução para resolver este problema é aumentar a produção de alimentos através de investimentos no setor agrícola. Porém, enquanto tal situação não é resolvida, só nos resta torcermos para que nossos gestores possam resolver esta “indigestão” o mais rápido possível.

Germano Arraes

terça-feira, 8 de julho de 2008

Um país dos Zé Ninguém

Para a maioria dos jovens, a noite de sexta-feira é sempre uma boa oportunidade para sair com os amigos ou com a namorada. Porém, desde que entrei no programa de trainee da Marquise não faço mais parte deste grupo. Minha sexta a noite tornou-se caseira, já que todo sábado às 7 horas da manhã tenho que está de pé e pronto para mais um treinamento do programa.

Na última noite de sexta em casa, aproveitei para assistir o programa Globo Repórter, já que a chamada deste despertou minha atenção. Durante o programa foi triste constatar que em pleno século XXI um país considerado emergente, como o Brasil, possui filhos que não sabem nem o dia em que nasceram, pois o mínimo que um cidadão pode ter, eles não têm: uma simples certidão de nascimento.

Num país de Marias, Josés e Antônios foi triste perceber que temos muitos “Zé Ninguém” espalhados de norte a sul. Pessoas que muitas vezes só deixam o anonimato em dois em dois anos. Além disso, foi triste observar que crianças nascidas na miséria e sem perspectivas futuras não possuem nem o direto de serem consideradas brasileiras.

É lamentável!

No entanto, a irrelevância do povo brasileiro não termina na porta do cartório. Basta olhar para as imensas filas nos hospitais públicos, o descaso com a educação e a violência diária que nos cerca.

Diante desse quadro que se desenha, chego a seguinte conclusão: eu não sou Germano, você não é Maria e ele não é João, somos um bando de “Zé Ninguém”. Pelo menos perante os olhos desses alguéns que comandam este país.

Germano Arraes

terça-feira, 24 de junho de 2008

Violência até no esporte

Considero-me um apaixonado por esporte. O trabalho em equipe e a imprevisibilidade do futebol me atraem. A dinâmica do basquete me distrai. A velocidade e as estratégias da formúla 1 me instigam. Isso demonstra que o esporte é bem mais do que um simples duelo entre possíveis perdedores e vencedores. O esporte é uma arte que vai além das quadras e das pistas e toma conta das nossas emoções.

Por ser fã das práticas esportivas e devido às limitações de atrações deste tipo em nossa capital, costumo freqüentar os jogos do meu time de coração. Gosto de freqüentar tais eventos, porque durante os 90 minutos que compõem uma partida de futebol podemos observar que as diferenças entre o pobre e o rico acabam, todos se encontram no mesmo local e com o mesmo objetivo: vibrar com o gol do seu time; a paixão que envolve os torcedores que choram a cada derrota ou a cada pênalti perdido é de arrepiar e o contraste entre a alegria do vencedor e a desolação do perdedor é instigante.

Porém a magia do futebol foi manchada pela violência, no último dia 14. Após a partida entre Ceará x América-RN no estádio Castelão. Um jovem de 17 anos que saiu de Natal para assistir a partida na capital cearense foi assassinado, supostamente, por torcedores do Ceará. O trabalho em equipe e a união que movem o futebol foram esquecidos e a vida mais uma vez foi derrotada por goleada.

O alvo a ser perseguido não é mais o gol e a vitória e sim a integridade física e a vida do torcedor rival. O esporte uma ferramenta utilizada para valorizar a vida, está sendo interpretada de maneira diferente por certos marginais. É lamentável! Além da família da vítima, quem perde com tudo isso são os freqüentadores de estádios que procuram diversão e não agressão.

Com o aumento da violência, nossas opções de lazer se restringem e ficar em casa torna-se a opção de lazer mais segura. É duro, porém é a realidade. Até quando iremos deixar a violência permanecer vencendo esta partida contra a paz? Espero que possamos virar esta partida o mais rápido possível.

Germano Arraes Firmo

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Coração de Ferro

Não costumo assistir aos canais da televisão aberta brasileira, pois considero seus conteúdos, na grande maioria das vezes, fúteis. Entretanto, o programa, Aprendiz da Rede Record, tem despertado minha atenção e o tenho acompanhado com bastante freqüência. Através deste, tiro lições para o meu dia-a-dia corporativo no Grupo Marquise.

No último programa, na última quinta-feira (05), uma das participantes desistiu do desafio de se tornar sócia do empresário, Roberto Justus, por não conseguir arcar com o preço elevado da saudade do seu filho. Diante deste fato o empresário respondeu: “Para ser meu sócio tem que ter coração de ferro”.

Não é apenas o futuro sócio do Roberto Justus que deve possuir um coração de ferro. Como trainee e aspirante a executivo, eu tenho sofrido isto na pele. Datas comemorativas e feriados já se tornaram dias úteis; sair com os amigos? Nem pensar, pois as atividades são inúmeras; as horas ao lado dos meus parentes diminuíram e até comemorar meu próprio aniversário ficou difícil. Diante dessa situação, já me questionei inúmeras vezes se é possível viver e dar resultado numa companhia simultaneamente.

Pois é caro leitores, ser sócio de alguém num novo negócio ou assumir um cargo de liderança numa grande companhia é o objetivo de muitos, porém o caminho até lá é bastante árduo. Reconheço que emoções e o lado afetivo são importantes e essenciais, mas em certos momentos não combinam com o resultado corporativo. Concordo com Roberto Justus, para cruzar a linha de chegada desta grande caminhada é essencial ter um coração de ferro.

Germano Arraes Firmo

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Tem solução para o trânsito?

Tirar-nos do sério, mudar o nosso humor, ocupar várias horas das nossas programações diárias e, claro, tornar-nos mais estressados. Qual é o agente detentor de tamanho poder sobre nós? Só basta sairmos de casa para o trabalho, ou do trabalho para a faculdade, para perceber que este agente é o trânsito.

É notório o crescimento econômico brasileiro. É Investment Grade de um lado e expansão do crédito de outro. E os preços do commodities? Lá nas alturas. O que é bom para nossa economia, já que somos grandes produtores destas, como a soja e o minério de ferro. Porém, o fenômeno do crescimento brasileiro, que não chega a ser um chinês, deixa rastro na precária infra-estrutura brasileira. E o trânsito é uma das vítimas, produzindo efeitos econômicos e ambientais negativos.

Num desses engarrafamentos, que enfrentamos diariamente nas “horas de rush”, e diante do ócio que nos envolve durante tais momentos, resolvi ponderar um pouco sobre os efeitos negativos produzidos pelo trânsito. Sei que não são poucos, mas vale a pena citar alguns.

Ocupando o primeiro lugar nesse pódio automotivo vem a emissão de CO2, contribuindo para o aquecimento global. Logo em seguida, na segunda posição, está o tempo que ficamos nestes congestionamentos, contribuindo para o grande desperdício do valorizado combustível e para a perda de produtividade, já que poderíamos estar produzindo. No último degrau desse pódio vem o pior e mais doloroso efeito: os danos às pessoas e às propriedades, causados por acidentes de trânsito que geram um grande custo social.

Pois é caros leitores, cada vez mais o trânsito é um grande indicador de que o Brasil encontra gargalos para o seu crescimento. O que fazer para mudar este cenário?

Uma seguradora americana, Progressive, nos mostra uma solução cara, porém viável. Através de uma espécie de GPS ela monitora os carros de seus clientes e proporciona um bônus para aqueles que circulam menos. Não deixa de ser uma forma de desestimular o fluxo de veículos.

Outras soluções podem ser estudadas, como diminuir ou até mesmo extinguir o IPVA e criar um imposto variável de acordo com os km rodados por cada veículo. Sua viabilidade pode até ser duvidosa, mas não custa nada ser analisada. O importante é tentar brecar este caos que envolve o trânsito.

Bom. As soluções podem ser diversas, basta sairmos da zona de conforto e procurarmos alternativas. Apenas dessa forma poderemos pegar a avenida do desenvolvimento e diminuir a influência desses “quebra-molas” estruturais que diminuem a velocidade do nosso crescimento.
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Germano Arraes

terça-feira, 4 de março de 2008

Príncipe não vai à guerra?

Quem disse que príncipe não vai à guerra? No âmbito empresarial já escutei comentários que estão relacionados com esta indagação, tais como o chefe não vai ao chão da fábrica, o chefe fica apenas no escritório sentado em uma cadeira confortável, dentre outros que afirmam a falta de comprometimento das lideranças.
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Esta semana uma reportagem me chamou a atenção e me fez pensar sobre estas afirmações. O príncipe Harry, neto da rainha britânica Elizabeth II, foi servir o exercito do seu país no Afeganistão, como um soldado britânico qualquer, mesmo sabendo de todos os perigos que enfrentaria, sendo alvo de ataques terroristas que forçaram sua volta precoce para a Inglaterra. Durante a reportagem, o príncipe se mostrou bastante satisfeito e disse: “É uma oportunidade única de me sentir uma pessoa comum igual a todas as demais”. Esta atitude do príncipe me fez ponderar sobre o fato e trazê-lo para o âmbito organizacional, questionando as frases citadas no início deste texto.
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Se aproximar das pessoas e diminuir o abismo existente entre os cargos de liderança e os cargos operacionais são dois dos grandes desafios enfrentados por todos os executivos que estão em cargos de liderança.
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Para aqueles líderes que ainda estão atrelados ao modelo tradicional de gestão no qual o foco é apenas o produto, estas atitudes ainda são encaradas com bastante ceticismo. Porém, no modelo de gestão atual em que as pessoas e os seus valores são prioridades, estas ações tomadas pelo príncipe Harry tornam-se regras e vantagens competitivas.
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Portanto, o grande líder, acima de tudo, deve ser um “guerreiro” e procurar diminuir as diferenças entre seu cargo de supervisor e os cargos operacionais dos seus colaboradores. Desse modo, ele poderá identificar as necessidades dos seus funcionários e evitar “guerras” desgastantes.
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Germano Arraes Firmo

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Fortaleza a terra da luz? Sim, mas Não para todos.

É assim que muitos fortalezenses e turistas denominam esta cidade por ela ser iluminada pelo sol na maioria dos 365 dias do ano e por possuir belas praias. Apelido este que atrai muitos turistas, principalmente do sul do país, para visitar as belas praias fortalezenses, aproveitar o sol e as belezas que a capital cearense possui.

Mas nem todo cearense é iluminado por esta “luz” que energiza a capital do Ceará. Cheguei a esta conclusão após conhecer a maioria dos bairros de Fortaleza e as favelas (favela Edson Queiroz, favela do pau fininho, dentre outras) que compõem a capital cearense, durante o meu estágio no tráfego da ECOFOR. Observei a grande desigualdade social existente entre os bairros nobres da capital e os bairro periféricos. Muitos podem dizer que isso não é novidade, porém você olhar pela televisão é bastante diferente de você adentrar nestas localidades e presenciar a realidade desta parcela da população cearense. É chocante.

Nestes bairros marginais, é notória a falta de saneamento e de condições básicas para se ter uma vida saudável e “iluminada”. Casas, que mais parecem casinhas de bonecas, abrigam famílias enormes, crianças brincam peladas por não possuírem uma blusa para se cobrirem, dentre outros fatores que comprovam a crueldade da nossa realidade.

Um ditado popular prega que “O sol nasce para todos”, mas depois desse estágio no tráfego da ECOFOR, que me possibilitou conhecer esta realidade até então conhecida apenas por jornais e pela TV, percebi que na capital cearense este ditado não é aplicável. Nesta, o sol é restrito apenas a uma minoria e aos turistas.
Será isso justo?

Ai fica a grande questão. O que deve ser feito para tirar parte da população cearense desta penumbra? Antes de citar o governo como resposta, vamos pensar no nosso papel como cidadãos, pois só nós podemos tornar nossa cidade uma terra da luz não só para turistas e sim para todos que nela habitam.

Germano Arraes Firmo

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Passo a Passo

Vinte. Este número representa a quantidade de livros lidos por mim até agora durante esses cinco meses de programa de trainee da Marquise. Pouco? Para quem costumava ler em média doze por ano, esse número pode ser considerado bastante expressivo.

Os livros são muitos e os aprendizados diversos. Aprendizados estes que abrangem ciências até economia. Dentre todos estes livros, gostaria de destacar o livro a “A semente da vitória” do preparador físico, Nuno Cobra. Apesar de ser auto-ajuda, este livro me proporcionou uma lição que gostaria de dividir com todos vocês, leitores.

Além de falar sobre qualidade de vida, saúde e força de vontade (temas presentes na maioria dos livros auto-ajuda), o autor prega que devemos sair da inércia e vencer nossos desafios, relacionados à qualidade de vida, passo a passo até atingirmos nossos objetivos.

Porém, não é só no quesito qualidade de vida que devemos ir etapa por etapa para atingirmos o topo. Nós, trainees, temos este exemplo no nosso dia-a-dia já que estamos, como diz o Nuno Cobra, na fase da caminhada (primeira etapa) aprendendo temas, como comunicação, liderança, disciplina, criatividade, dentre outros que são considerados básicos por muitos executivos que se consideram “velocistas” nestas áreas, mas que na prática muitas vezes não os praticam de forma adequada. Mas com certeza esses tipos de executivos não agüentarão a corrida empresarial por muito tempo e ficarão para trás, já que temas comportamentais como os citados acima são necessários a qualquer carreira de sucesso.

Nós, trainees, moldamos passo a passo nossos comportamentos e conhecimentos para atingirmos o nosso objetivo de nos tornarmos grandes executivos. Como diz Nuno Cobra, uma longa caminhada sempre deve começar com um pequeno passo, ou seja, devemos começar devagar para chegar longe. É dessa forma que encaro esse programa a cada dia que passa.

Hoje, estou na fase da caminhada para que amanhã esteja em um ritmo mais acelerado. Os primeiros passos compõem a base para que eu possa suportar a caminhada inteira e não tropece na reta final.

Germano Arraes Firmo

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Limitações.

Elas, sem sombra de dúvida, são temidas por muitos, mas devem ser encaradas por todos. Na minha concepção, elas podem ser divididas em dois tipos: as físicas que são facilmente perceptíveis, embora muitas vezes não tenham soluções e as comportamentais que são um pouco mais trabalhosas de serem identificadas, mas podem ser combatidas.

Independente de serem físicas ou comportamentais, o primeiro passo para obter sucesso em qualquer âmbito da vida é reconhecer nossas limitações e procurar superá-las. Então, não devemos desprezá-las ou pensar que elas são intransponíveis. Elas existem e nos impedem de desenvolver todo o nosso potencial. Devemos tomar as medidas corretivas necessárias para não deixar que elas impeçam a realização de nossos sonhos e objetivos.

No feriado de natal, devido à minhas limitações de ir à academia, resolvi assistir o filme de um finado pianista, cantor de música soul e um ícone da música gospel, chamado Ray Charles. Quem imaginaria que um menino cego desde os sete anos de idade, órfão na adolescência e de uma infância paupérrima pudesse se tornar um grande pianista (um ídolo mundial) e ter sua vida transformada em um filme.

Enfim, todas estas limitações, sendo a maior delas a física e sem solução (a cegueira), não foram capazes de brecar o sucesso de Ray Charles, pois este possuía os antídotos contra qualquer limitação: força de vontade e superação.

Às vezes, por conta de limitações bem menores que as enfrentadas por Ray, desistimos de nossos objetivos. Com certeza, durante o ano de 2007 deixamos de cumprir algumas metas e colocamos a culpa em nossas limitações. Lembre-se: elas existem, mas são superáveis. Então, em 2008 vamos procurar vencê-las e atingir as metas que deixamos pendentes em 2007.

Afinal de contas, a força de vontade humana é mais forte do que qualquer limitação.

Germano Arraes Firmo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Professores

Na vida temos diversos professores, existem aqueles que marcam e outros que passam despercebidos. Mas o que é ser um professor para você leitor? Para mim, professor é todo aquele indivíduo que o possibilita enxergar algo que, até então, você não enxergava, ou seja, o professor é aquele que proporciona um crescimento para o seu aprendiz, tanto na vida pessoal como na vida profissional. Professor não é só aquele que coloca uma equação matemática na sala de aula para ninguém da turma entender.

No meu estágio no DLU (Departamento de Limpeza Urbana) de Aquiraz, posso considerar que tenho cerca de 20 professores e deste montante mais de 50% são coletores que não possuem nem o ensino fundamental completo. A outra parte é composta por motoristas e fiscais.

Não se assustem amigos. Por mais incrível que pareça, essas pessoas que não sabem fazer uma operação de divisão e multiplicação me ensinaram coisas que professores da faculdade com seus mestrados, doutorados e MBA não conseguiram me fazer enxergar, demonstrando que na vida complicamos aquilo que é simples.

No meu cronograma de Job Rotation, do programa de trainee, possui estágios com todos os gerentes ou encarregados de departamentos (tutores) da Marquise, mas não existe nenhum tutor com o cargo de coletor ou motorista, até entendo o porquê. Mas sem dúvida alguma, estes foram tão importantes quanto todos os gerentes com que já estagiei até agora, pois eles me ensinaram coisas que só a simplicidade de cada um permite ensinar.

Com certeza todos que compõem a equipe de Aquiraz, sejam eles coletores, motoristas ou fiscais, foram professores que marcaram meu processo de aprendizado na Marquise. Proporcionaram-me aprendizados que transcendem o ambiente organizacional, como saber ouvir mais.

E para quem acha que é vergonhoso aprender com alguém que tenha menos conhecimento técnico do que você estará desperdiçando uma grande oportunidade de ser uma pessoa mais sábia, pois em certas ocasiões a experiência vale mais que o conhecimento técnico.

Sem dúvida alguma os conhecimentos acadêmicos transmitidos por competentíssimos mestres e doutores nas universidades são fundamentais, mas não podemos nos prender, somente, a eles. Devemos procurar aprender com outros tipos de professores, como fiz em Aquiraz.

Germano Arraes Firmo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Nosso companheiro imprevisto

Na segunda-feira passada, em mais um dia de estágio no DLU (Departamento de Limpeza Urbana) de Aquiraz, fui fazer um rápido trabalho no aterro daquele município. Assim que cheguei lá, o carro em que estava sofreu uma pane mecânica e fiquei no “prego”, tornando minha rápida visita em um longo período de 4 horas.

Para não ficar parado, aproveitei e fui à sala da administração do aterro e tive uma aula de como este funciona. Descobri como é feito o escoamento do chorume, como os canos são ligados para possibilitarem um escoamento ideal, conheci a função de uma lagoa de estabilização e o processo de pesagem dos caminhões. Nunca pensei que iria aprender tanto após um imprevisto como este, ou seja, o “prego” valeu a pena.

Por mais que exista um planejamento bem definido, os imprevistos acontecem e sempre nos acompanharão, tanto na vida profissional como na vida pessoal. Mas sempre temos que lidar com eles da melhor forma possível, tentando tirar algum proveito da situação e tomando as medidas corretivas necessárias para que não se repitam.

Nós, trainees, estamos passando por diversos treinamentos, tanto no estágio interno como na formação comportamental. Mas existem treinamentos que teremos apenas em situações do nosso dia-a-dia, como foi o meu na segunda-feira. Treinamentos estes não possuem hora nem local definidos, acontecem quando menos esperamos.

Fica a lição de que uma situação adversa e fora do normal (imprevisto) é uma grande oportunidade de crescimento. Cabe a nós identificar a oportunidade e buscar o aprendizado.

Germano Arraes

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Onde fica o Brasil?

Tal pergunta pode ser encontrada em qualquer teste do Ensino Fundamental de tão básica que é. Mas, uma pesquisa do instituto IPSO realizada em nove regiões metropolitanas pedia que os entrevistados localizassem o Brasil no mapa-múndi. A pesquisa constatou que 50% dos brasileiros não sabem onde pisam. Deste montante 2% pensam que o Brasil está localizado em terras argentinas, 3% acham que o Brasil fica na África e outros 29% optaram em não responder. E depois os americanos é que não sabem Geografia.

O resultado desta pesquisa mostra como a senhora brasileira, chamada Educação, anda esquecida por nossos políticos que estão mais preocupados com a jovem CPMF.

O Brasil (candidato a potência econômica mundial juntamente com Índia, Rússia e China) tem planos arrojados, como o biodiesel e aumentar o seu PIB em 4,5%. Mas antes de darmos passos largos como estes, deveríamos nos voltar um pouco para questões básicas, como a Educação, para que nossos passos sejam mais firmes. Esta pesquisa não envergonha somente aqueles que a responderam e sim a todos nós brasileiros.

Ah! Espero que daqui para 2014, quando uma delegação de futebol européia ou americana estiver embarcando para a copa do mundo não chegue à Argentina após perguntar a um brasileiro: onde fica o Brasil?

Germano Arraes.
Fonte dos dados da pesquisa: Revista Veja – 7 de novembro.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Cirque du Soleil


Durante a manhã do sábado passado ocorreu mais uma formação comportamental para os trainees da Marquise. É amigo, está pensando que vida de trainee é moleza? O assunto da reunião era disciplina, tema este que deve constar no dicionário particular de qualquer executivo seja ele iniciante, como nós (trainees), ou experiente.

Nossa coordenadora, Glória Molinari, apresentou o documentário do espetáculo “Alegria” do Cirque du Soleil (circo fundado no Canadá e responsável pela renovação da arte circense), para demonstrar a importância da disciplina na vida dos artistas que o compõem.

Durante o vídeo, o depoimento de uma contorcionista me chamou a atenção. Ela dizia que nasceu com o talento de fazer todas aquelas extravagâncias com o seu corpo, mas que seu sucesso dentro do circo se devia aos 16 anos de treinamento ininterruptos. Este depoimento demonstra que talento e disciplina devem andar sempre juntos, pois uma pessoa talentosa sem disciplina acaba não obtendo o sucesso esperado.

A importância da disciplina não é a única lição que este vídeo proporciona a quem o assiste. Inovação, criatividade e empreendedorismo são características que também estão inseridas nas atividades deste negócio multimilionário que é o Circo do Sol, características estas igualmente indispensáveis para qualquer empresa.

Germano Arraes

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Liderança do século XXI e o seu verdadeiro norte.

Caros leitores, o tema de hoje, liderança, é bastante debatido tanto no ambiente empresarial como no ambiente acadêmico. Quem de vocês ainda não tem opinião formada sobre este tema? Líder autocrático, democrático e servidor são exemplos atuais de liderança discutidos em salas de reunião e de aula.

Na entrevista de Bill George, ex-CEO da Medtronic, à revista HSM Management, ele define um novo tipo de líder para o século XXI baseado em seu livro True North. Para George, o líder deste século deve seguir seu verdadeiro norte, seus valores, sua história de vida.

Segundo Bill George, o líder despreparado é aquele que diante de uma situação de pressão perde seu verdadeiro norte, ou seja, ignora seus valores. Além de valores, o novo líder deve possuir o estilo de gestão by Walking Around que busca estabelecer um contato mais direto com seu subordinado (caminhando por toda organização), visando desenvolvê-lo para cargos de liderança, ou seja, o sucessor deve vir de dentro da organização.

Será que este modelo de liderança é o ideal para o século XXI ou o modelo mais egocêntrico e autoritário, adotado por Donald Trump e criticado por Bill George é mais eficaz? Acredito que todo estilo de liderança é válido dependendo da cultura organizacional de cada empresa.

Germano Arraes.

domingo, 30 de setembro de 2007

A privatização é um bom caminho?

Com esse título, o leitor pode imaginar que estou querendo voltar no tempo e relembrar a disputa política entre Alckmin e Lula à presidência da República, mas o que me motivou a escrever sobre o tema foram as notícias divulgadas na sexta-feira passada (28/09/2007), as quais davam à Companhia Vale do Rio Doce como empresa mais valiosa do mercado brasileiro, ultrapassando a estatal Petrobras. A mineradora alcançou um valor em bolsa de 286,036 bilhões de reais, ante os 285,333 bilhões da Petrobras. Trata-se do confronto entre uma estatal que, durante décadas, dominou o panorama brasileiro, e uma ex-estatal que, privatizada, alcançou competitividade internacional.

A profissionalização, aquisições estratégicas de outras empresas, como a canadense INCO (a mineradora canadense é grande produtora de níquel, cujo valor saltou de US$ 23 mil para US$ 58 mil a tonelada em menos de um ano), e a possibilidade do preço do minério de ferro subir em 2008 são fatores importantes que ajudam a explicar essa valorização magnífica. A profissionalização permitiu a empresa cortar custos, gerar resultados e ser exemplo de formação de executivos de primeira linha. Quando estatal, a Vale empregava 11 mil funcionários e depois da privatização a empresa emprega 55 mil funcionários, uma grande fonte de empregos para o Brasil.

A Vale deixou de ser “cabide” para nomeações políticas, ao contrário da Petrobras, refém do governo, que com a votação para a renovação da CPMF, cada vez mais recebe nomeações políticas para seus cargos estratégicos. Essa interferência política faz com que o investidor estrangeiro fique receoso em investir mais na estatal brasileira.

Este crescimento da Companhia Vale do Rio Doce pode ser uma forma de diminuir a resistência do povo brasileiro à privatização.

Germano Arraes.

sábado, 15 de setembro de 2007

Esporte é negócio

Caros Leitores,

Enfim chegou o final de semana. Sábado e Domingo significam lazer que nos faz lembrar de esporte. Como é “Massa” acordar cedo no domingo e assistir ao Felipe arrebentando nas pistas da Fórmula 1, relembrando os bons tempos de Ayrton Senna e no final da tarde assistir uma boa partida de futebol. Mas o esporte há muito tempo deixou de ser uma atividade relacionada apenas ao lazer para se tornar um dos negócios mais rentáveis financeiramente.

Nessa semana, ficou exposto o lado obscuro do esporte mundial e brasileiro. Primeiro com o caso de espionagem do ex-funcionário da Ferrari, Nigel Sepney, acusado de passar informações sigilosas da escuderia italiana para sua maior rival McLaren. Na quinta-feira passada, o caso foi julgado por um conselho Mundial coordenado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), na França, e a escuderia inglesa foi, justamente, punida com a pesada multa de US$ 100 milhões e mais a perda de todos os pontos conquistados durante o campeonato.

Já no Brasil, o centro das atenções foi o segundo time mais popular do Brasil, Corinthians, e sua parceira MSI, que estão sendo acusados por vários crimes, como evasão de divisas, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e enriquecimento ilícito. Agora fica uma pergunta para o nosso prezado leitor: Será que a justiça brasileira julgará o caso Corinthians com o mesmo rigor do caso McLaren?
Espero que ela não tome como exemplo o Senado Federal que em sessão secreta, na última quarta-feira, absolveu o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de cassação por quebra de decoro parlamentar a que foi submetido.

Por fim, podemos tirar alguns exemplos do esporte que podem ser aplicados no mundo corporativo, como não utilizar informações de uma organização para obter vantagens em outra, pois podemos crescer por méritos e sempre procurar conhecer melhor nossas parcerias para evitar futuros imprevistos. Já quanto à impunidade brasileira é assunto para postagens posteriores.

Germano Arraes