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terça-feira, 24 de junho de 2008

Violência até no esporte

Considero-me um apaixonado por esporte. O trabalho em equipe e a imprevisibilidade do futebol me atraem. A dinâmica do basquete me distrai. A velocidade e as estratégias da formúla 1 me instigam. Isso demonstra que o esporte é bem mais do que um simples duelo entre possíveis perdedores e vencedores. O esporte é uma arte que vai além das quadras e das pistas e toma conta das nossas emoções.

Por ser fã das práticas esportivas e devido às limitações de atrações deste tipo em nossa capital, costumo freqüentar os jogos do meu time de coração. Gosto de freqüentar tais eventos, porque durante os 90 minutos que compõem uma partida de futebol podemos observar que as diferenças entre o pobre e o rico acabam, todos se encontram no mesmo local e com o mesmo objetivo: vibrar com o gol do seu time; a paixão que envolve os torcedores que choram a cada derrota ou a cada pênalti perdido é de arrepiar e o contraste entre a alegria do vencedor e a desolação do perdedor é instigante.

Porém a magia do futebol foi manchada pela violência, no último dia 14. Após a partida entre Ceará x América-RN no estádio Castelão. Um jovem de 17 anos que saiu de Natal para assistir a partida na capital cearense foi assassinado, supostamente, por torcedores do Ceará. O trabalho em equipe e a união que movem o futebol foram esquecidos e a vida mais uma vez foi derrotada por goleada.

O alvo a ser perseguido não é mais o gol e a vitória e sim a integridade física e a vida do torcedor rival. O esporte uma ferramenta utilizada para valorizar a vida, está sendo interpretada de maneira diferente por certos marginais. É lamentável! Além da família da vítima, quem perde com tudo isso são os freqüentadores de estádios que procuram diversão e não agressão.

Com o aumento da violência, nossas opções de lazer se restringem e ficar em casa torna-se a opção de lazer mais segura. É duro, porém é a realidade. Até quando iremos deixar a violência permanecer vencendo esta partida contra a paz? Espero que possamos virar esta partida o mais rápido possível.

Germano Arraes Firmo

terça-feira, 27 de novembro de 2007

“GOOOOOLLLLL!!!!”

É incrível como o esporte consegue contagiar, emocionar, motivar e agregar pessoas de classes sociais diferentes, que talvez nunca tenham se visto antes mas que, na hora de comemorar o GOLAÇO do seu time do coração, se tornam “imediatamente” comuns umas às outras.

Na minha casa fui pioneira em ir ao estádio de futebol assistir jogos, meu pai mesmo nunca foi para o estádio ver um jogo por opção... Nem mesmo um Fla-Flu no Maracanã conseguiu convencê-lo. Eu sempre que ia pro estádio contava da energia que se sente nas torcidas, e acho que ninguém conseguia captar o que eu tava falando!!! Heheee

Idependente de qual esporte seja, uma torcida energiza tanto jogadores quanto a própria torcida. E eu particularmente, acho muito triste relacionar esporte à violência, tragédia, insegurança ou vandalismo.

“Cada macaco no seu galho”... Cada um torce pelo seu time, a disputa entre torcidas deve ser saudável e não de vida e morte. E a ida ao estádio deve ser lazer e não motivo de preocupação tanto para os que vão quanto para aqueles que ficam à espera dos torcedores “fanáticos”. E os perigos são grandes: violência, instabilidade estrutural, imprudência dos motoristas nos trajetos de ida e volta, etc.

Como uma ex-atleta de voleibol “frustrada” (segundo meu ex-técnico, eu era uma excelente jogadora, se estivesse no banco de reservas torcendo pelas outras - Rsrsrsss) assistir um jogo ao vivo ou na TV me traz a lembrança da adrenalina que se sente quando se entra “em campo”.

Então, caros leitores, cultivemos o espírito esportivo em nossos corações, mantenhamos viva a idéia de ESPORTE = SAÚDE = BEM ESTAR = VIDA! Torçam para o vosso time que eu torço para o meu... E se for dizer que meu time perdeu lembre que na VIDA se perde mas também se ganha e é exatamente isso, essa oscilação, essa instabilidade estável, que nos atrai tanto NELA!

Uma ótima semana!
Catarina Guimarães