quarta-feira, 7 de maio de 2008

Tem solução para o trânsito?

Tirar-nos do sério, mudar o nosso humor, ocupar várias horas das nossas programações diárias e, claro, tornar-nos mais estressados. Qual é o agente detentor de tamanho poder sobre nós? Só basta sairmos de casa para o trabalho, ou do trabalho para a faculdade, para perceber que este agente é o trânsito.

É notório o crescimento econômico brasileiro. É Investment Grade de um lado e expansão do crédito de outro. E os preços do commodities? Lá nas alturas. O que é bom para nossa economia, já que somos grandes produtores destas, como a soja e o minério de ferro. Porém, o fenômeno do crescimento brasileiro, que não chega a ser um chinês, deixa rastro na precária infra-estrutura brasileira. E o trânsito é uma das vítimas, produzindo efeitos econômicos e ambientais negativos.

Num desses engarrafamentos, que enfrentamos diariamente nas “horas de rush”, e diante do ócio que nos envolve durante tais momentos, resolvi ponderar um pouco sobre os efeitos negativos produzidos pelo trânsito. Sei que não são poucos, mas vale a pena citar alguns.

Ocupando o primeiro lugar nesse pódio automotivo vem a emissão de CO2, contribuindo para o aquecimento global. Logo em seguida, na segunda posição, está o tempo que ficamos nestes congestionamentos, contribuindo para o grande desperdício do valorizado combustível e para a perda de produtividade, já que poderíamos estar produzindo. No último degrau desse pódio vem o pior e mais doloroso efeito: os danos às pessoas e às propriedades, causados por acidentes de trânsito que geram um grande custo social.

Pois é caros leitores, cada vez mais o trânsito é um grande indicador de que o Brasil encontra gargalos para o seu crescimento. O que fazer para mudar este cenário?

Uma seguradora americana, Progressive, nos mostra uma solução cara, porém viável. Através de uma espécie de GPS ela monitora os carros de seus clientes e proporciona um bônus para aqueles que circulam menos. Não deixa de ser uma forma de desestimular o fluxo de veículos.

Outras soluções podem ser estudadas, como diminuir ou até mesmo extinguir o IPVA e criar um imposto variável de acordo com os km rodados por cada veículo. Sua viabilidade pode até ser duvidosa, mas não custa nada ser analisada. O importante é tentar brecar este caos que envolve o trânsito.

Bom. As soluções podem ser diversas, basta sairmos da zona de conforto e procurarmos alternativas. Apenas dessa forma poderemos pegar a avenida do desenvolvimento e diminuir a influência desses “quebra-molas” estruturais que diminuem a velocidade do nosso crescimento.
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Germano Arraes

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