Por ser fã das práticas esportivas e devido às limitações de atrações deste tipo em nossa capital, costumo freqüentar os jogos do meu time de coração. Gosto de freqüentar tais eventos, porque durante os 90 minutos que compõem uma partida de futebol podemos observar que as diferenças entre o pobre e o rico acabam, todos se encontram no mesmo local e com o mesmo objetivo: vibrar com o gol do seu time; a paixão que envolve os torcedores que choram a cada derrota ou a cada pênalti perdido é de arrepiar e o contraste entre a alegria do vencedor e a desolação do perdedor é instigante.
Porém a magia do futebol foi manchada pela violência, no último dia 14. Após a partida entre Ceará x América-RN no estádio Castelão. Um jovem de 17 anos que saiu de Natal para assistir a partida na capital cearense foi assassinado, supostamente, por torcedores do Ceará. O trabalho em equipe e a união que movem o futebol foram esquecidos e a vida mais uma vez foi derrotada por goleada.
O alvo a ser perseguido não é mais o gol e a vitória e sim a integridade física e a vida do torcedor rival. O esporte uma ferramenta utilizada para valorizar a vida, está sendo interpretada de maneira diferente por certos marginais. É lamentável! Além da família da vítima, quem perde com tudo isso são os freqüentadores de estádios que procuram diversão e não agressão.
Com o aumento da violência, nossas opções de lazer se restringem e ficar em casa torna-se a opção de lazer mais segura. É duro, porém é a realidade. Até quando iremos deixar a violência permanecer vencendo esta partida contra a paz? Espero que possamos virar esta partida o mais rápido possível.
Germano Arraes Firmo

