Mostrando postagens com marcador traineesmarquise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador traineesmarquise. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Coração de Ferro

Não costumo assistir aos canais da televisão aberta brasileira, pois considero seus conteúdos, na grande maioria das vezes, fúteis. Entretanto, o programa, Aprendiz da Rede Record, tem despertado minha atenção e o tenho acompanhado com bastante freqüência. Através deste, tiro lições para o meu dia-a-dia corporativo no Grupo Marquise.

No último programa, na última quinta-feira (05), uma das participantes desistiu do desafio de se tornar sócia do empresário, Roberto Justus, por não conseguir arcar com o preço elevado da saudade do seu filho. Diante deste fato o empresário respondeu: “Para ser meu sócio tem que ter coração de ferro”.

Não é apenas o futuro sócio do Roberto Justus que deve possuir um coração de ferro. Como trainee e aspirante a executivo, eu tenho sofrido isto na pele. Datas comemorativas e feriados já se tornaram dias úteis; sair com os amigos? Nem pensar, pois as atividades são inúmeras; as horas ao lado dos meus parentes diminuíram e até comemorar meu próprio aniversário ficou difícil. Diante dessa situação, já me questionei inúmeras vezes se é possível viver e dar resultado numa companhia simultaneamente.

Pois é caro leitores, ser sócio de alguém num novo negócio ou assumir um cargo de liderança numa grande companhia é o objetivo de muitos, porém o caminho até lá é bastante árduo. Reconheço que emoções e o lado afetivo são importantes e essenciais, mas em certos momentos não combinam com o resultado corporativo. Concordo com Roberto Justus, para cruzar a linha de chegada desta grande caminhada é essencial ter um coração de ferro.

Germano Arraes Firmo

sexta-feira, 4 de abril de 2008

1 hora e 50 minutos e a saúde brasileira

O que podemos fazer durante 1 hora e 50 minutos? Assistir ao jogo do nosso time favorito? Ler um bom livro? Fazer uma atividade física? Terminar aquele relatório para entregar ao chefe? As atividades são inúmeras só depende da prioridade de cada um.

Porém, na última terça-feira, 110 minutos do meu dia não foram dedicados a um livro nem ao meu esporte favorito e sim à espera de uma ambulância para socorrer um fiscal da marquise que acabara de sofrer um acidente de trânsito.

1 hora e 50 minutos também foi o tempo que fiquei esperando, na segunda-feira passada, os meus companheiros de estágio interno, Jaqueline e Daniel, para podermos iniciar as atividades diárias. Não pensem que eles são indisciplinados, apenas tiveram que levar um companheiro de trabalho para um hospital, pois este, também, foi vítima de um acidente de trânsito. O resultado foi que ficaram mais de uma hora na espera do atendimento médico.

Absurdo? Falta de respeito? Descaso? Encare estes fatos como quiser, mas acima de qualquer coisa, os fatos narrados refletem a desvalorização do ser humano. É difícil identificar quem é ou quem são os culpados, mas a vítima é fácil: a vida.

Até quando iremos deixar que maltratem o que temos de mais valioso?

Não quero aqui julgar ou criticar os culpados por esta situação em que o nosso país se encontra. Até porque este blog é pequeno e as palavras insuficientes para tal tarefa. Apenas quero alertar a todos que esta situação é mais grave do que imaginamos.

Se sairmos da Rua Dr. Justo Araújo, e da Avenida Perimetral (locais dos acidentes narrados) e formos para a Cidade Maravilhosa, podemos observar que este descaso não é privilégio cearense. O adjetivo que tanto engrandece a segunda maior capital brasileira vem perdendo força para um simples mosquito em pleno século XXI. Não porque o mosquito seja forte e sim porque o sistema de saúde pública brasileiro é fraco. Basta ligar a televisão ou folhear qualquer jornal para presenciar filas enormes de enfermos na esperança de um atendimento médico.

Pois é companheiro, com o agravamento desta situação, fica claro e evidente que cada vez mais só podemos contar com o auxílio divino. Como diz o porteiro do meu prédio: “É só entregar a Deus”. Não sou adepto a esta maneira de encarar os fatos. Até penso que esta imobilidade brasileira é uma das principais causas do caos da saúde pública. Mas inserido num país em que a saúde não é prioridade, só resta uma alternativa: ser cristão, já que ser brasileiro não é a solução.
.
Germano Arraes

sábado, 26 de janeiro de 2008

Que país é este?

Em uma de suas grandes canções, Renato Russo usava a mesma frase que usei na semana passada quando saia do aniversário de um grande amigo meu, em uma churrascaria no bairro Aldeota, e me deparei com meu carro arrombado, sem o som pela segunda vez em menos de quatro meses.

Após me deparar com tal situação, questionei-me: Que país é este em que saímos de casa sem saber se iremos voltar a ver nossa família? Que país é este em que carro blindado agora é questão de sobrevivência? Que país é este em que devemos fechar os vidros de nossos carros e cercar nossas casas com seguranças para não sermos alvos de ações de marginais? Que país é este em que deixamos de comprar algo hoje para que não sejamos assaltados amanhã? Que país é este em que traficantes e assaltantes mandam mais que a polícia?

Bem amigos, este é o pais da impunidade, onde quem é punido, é o trabalhador que com muito sacrifício e luta comprou seu carrinho popular, sua casinha ou seu som automotivo e os perde como se estivesse perdendo uma simples moeda de dez centavos.

Aí fica a grande questão. Quem realmente é injustiçado socialmente? Nós cidadãos, somos ou não injustiçados? Ou isso é transferência de renda, como tanto fala nosso excelentíssimo Presidente da República com suas bolsas famílias?

Quem furta pode até ser considerado um injustiçado social por não ter tido uma escola ou um trabalho para ter uma vida melhor, mas com certeza nós, que estudamos e temos trabalho, também, estamos nesta classe de injustiçados por esta sociedade que é comandada por pessoas incapazes de mudar esta situação.

Na hora do assalto fiquei bastante chocado e abalado por ser o segundo furto em menos de quatro meses. E todos me consolaram: “Germano é assim mesmo, isso acontece”.

Será mesmo que isso é normal? A que ponto chegamos? Até quando iremos ter que conviver com essa situação, com esse conformismo? Que país é este?

Germano Arraes Firmo.