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terça-feira, 15 de julho de 2008

Falta de mão-de-obra qualificada

Dia 20 de julho de 2008, eu li no jornal que o município de Santa Quitéria - Ceará terá três unidades mineradoras para extração do fosfato no valor de US$ 342 milhões e outra de US$ 35 milhões para o beneficiamento do urânio.

Após a leitura desse artigo fiquei contente com notícia, pois será uma ótima fonte de renda para o município devido ao pagamento dos royalties da futura mineradora. No entanto, o problema da falta de mão-de-obra qualificada com a chegada da mineradora, siderúrgica e refinaria poderá se agravar no Ceará.

De acordo com o coordenador de Intermediação de Profissionais do Sine/IDT, Antenor Tenório, a oferta de vagas não acompanha o crescimento da população economicamente ativa.

Ele contou que, em 2007, das 73.730 pessoas colocadas no mercado de trabalho no Ceará pelo Sine, 15% tinham o Ensino Médio completo ou incompleto. “Isso mostra que existe mercado para este público”, disse. “Para que a participação melhore é preciso que o jovem busque qualificação. Os cursos técnicos são uma boa opção num país carente deste tipo de profissional, muitas vezes menosprezado”.

Na ordem, os setores que mais demandam vagas são serviços, indústria, comércio e construção civil. Do total das 95.728 vagas captadas pelo Sine, no ano passado, 9% contemplam o perfil de profissionais com o Ensino Médio. Eles correspondem a 17,43% do total de cadastrados pelo Sine, que é de 158.356 pessoas.

Martonne Filho

Fonte:
http://www.diariodonordeste.com.br/

terça-feira, 24 de junho de 2008

Violência até no esporte

Considero-me um apaixonado por esporte. O trabalho em equipe e a imprevisibilidade do futebol me atraem. A dinâmica do basquete me distrai. A velocidade e as estratégias da formúla 1 me instigam. Isso demonstra que o esporte é bem mais do que um simples duelo entre possíveis perdedores e vencedores. O esporte é uma arte que vai além das quadras e das pistas e toma conta das nossas emoções.

Por ser fã das práticas esportivas e devido às limitações de atrações deste tipo em nossa capital, costumo freqüentar os jogos do meu time de coração. Gosto de freqüentar tais eventos, porque durante os 90 minutos que compõem uma partida de futebol podemos observar que as diferenças entre o pobre e o rico acabam, todos se encontram no mesmo local e com o mesmo objetivo: vibrar com o gol do seu time; a paixão que envolve os torcedores que choram a cada derrota ou a cada pênalti perdido é de arrepiar e o contraste entre a alegria do vencedor e a desolação do perdedor é instigante.

Porém a magia do futebol foi manchada pela violência, no último dia 14. Após a partida entre Ceará x América-RN no estádio Castelão. Um jovem de 17 anos que saiu de Natal para assistir a partida na capital cearense foi assassinado, supostamente, por torcedores do Ceará. O trabalho em equipe e a união que movem o futebol foram esquecidos e a vida mais uma vez foi derrotada por goleada.

O alvo a ser perseguido não é mais o gol e a vitória e sim a integridade física e a vida do torcedor rival. O esporte uma ferramenta utilizada para valorizar a vida, está sendo interpretada de maneira diferente por certos marginais. É lamentável! Além da família da vítima, quem perde com tudo isso são os freqüentadores de estádios que procuram diversão e não agressão.

Com o aumento da violência, nossas opções de lazer se restringem e ficar em casa torna-se a opção de lazer mais segura. É duro, porém é a realidade. Até quando iremos deixar a violência permanecer vencendo esta partida contra a paz? Espero que possamos virar esta partida o mais rápido possível.

Germano Arraes Firmo

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Que país é este? II

No dia 26 de janeiro de 2008, eu li nesse blog o comentário do nosso colega Germano que relatava o roubo do seu veículo. Esse triste fato se repetiu ontem com uma colega de trabalho. Eu estava indo almoçar e vi o seu carro arrombado, ela aos prantos ligando para o seu marido.

Instantaneamente lembrei-me do post do Germano e que também não podemos mais ter segurança em nenhum momento do dia ou da noite.


Roubar os veículos na cidade de Fortaleza está se tornando algo banal?


Até quando temeremos os três infinitos minutos nos cruzamentos da cidade esperando o próximo assalto?


Andar de carro blindado será o próximo passo?


No comparativo entre os anos de 2000 e os dados de janeiro a setembro de 2007, o número de veículos furtados ou roubados cresceu 151% no Estado. Há sete anos, eram registradas 32,08 ocorrências para cada 100 mil habitantes. Até setembro, o ano de 2007 registrou 80,46 casos para 100 mil pessoas.


Em números brutos, a diferença entre o número de crimes em 2000 e em 2006 é mais gritante. Há sete anos, 2.380 veículos foram furtados ou roubados no Ceará. Em todo o ano de 2006, foram 7.451 registros, número três vezes maior. De acordo com o titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), Romério Almeida, o número de carros furtados é elevado, mas a quantidade destes bens recuperados é igualmente grande. Em boa parte dos casos, explica o delegado, os itens levados são aros, som, pneus e o kit de gás natural veicular (GNV). Em outras ocasiões, os carros e motos acabam sendo utilizados para crimes e abandonados posteriormente. "Nos casos dos cilindros de gás, já sabemos que eles são levados para o Rio Grande do Norte e revendidos por lá", destaca.


Caros leitores, infelizmente eu saio de casa todo dia e rezo um Pai nosso e uma Ave Maria pedindo que nenhum mal me aconteça. Acho que é o único meio que temos para pedir ajuda, pois as autoridades não conseguem resolver a questão da segurança pública.


Martonne Filho


Fonte:

DETRAN-CE

http://www.detran.ce.gov.br/

terça-feira, 8 de abril de 2008

Estado de chuva

Fortaleza! Capital do sol, num estado cujo verão é famoso no mundo todo. Gente de todos os lugares vem conhecer as belas praias, paisagens e passeios do Ceará. Enquanto o Litoral oferece um sol propício ao bronze e o mar para se refrescar, o Sertão é castigado pela seca. O gado morre de fome e sede, e as famílias carecem de cestas básicas e programas assistenciais. Traduz um quadro comum no estado.
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Não nesse ano! Parece que o fenômeno climático deu os braços com São Pedro. Na capital, há um fenômeno de névoa ao amanhecer, os dias são parcial ou completamente nublados, e as chuvas parecem estar longe do fim. Fortaleza não tem estrutura de drenagem adequada para receber tanta água. As ruas alagam, os riachos transbordam, os buracos nas ruas aumentam. Conseqüência: surtos de epidemias características de tempo chuvoso. Estamos entre os estados com maiores números de casos de dengue, além de outras doenças.
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No interior do estado, não é diferente. A paisagem bela decorrente do tempo esconde os problemas gerados pelas precipitações. Além das doenças, a população enfrenta outras situações críticas. Em entrevista ao jornal “O Povo”, o técnico agrícola José Veríssimo de Souza Filho apontou para uma perda de 15% até o momento, ainda crescente. Da mesma forma, a EMATERCE aponta para prejuízos no setor agrícola. A força das chuvas tem derrubado casas, pontes, etc. As cidades mais atingidas são: Lavras da Mangabeira, Aurora e Icó.
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O Governador Cid Gomes garantiu que os agricultores com a safra comprometida em mais de 50% por causa das chuvas terão o benefício do Seguro Safra e que aqueles que tiverem suas casas derrubadas, ter-nas-ão reconstruídas por meio de um programa estadual.
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Para a economia do estado, estimam-se perdas significativas: A fruticultura, que está a todo vapor e carecendo de investimentos para o escoamento (porto do Pecém), pode ser prejudicado; Já o programa do Biodiesel perderá com a baixa na safra da mamona.
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A defesa civil, Ministério da Integração Nacional e prefeituras tentam medidas em conjunto, ainda insuficientes. Fica claro que, embora o país tenha um clima aparentemente ameno, livre de furacões e temperaturas extremas, perduram ícones caracterizadores do subdesenvolvimento.
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Victor

quinta-feira, 13 de março de 2008

Chooove na capital Alencarina!

O inverno no estado do Ceará sempre me chama a atenção, eu, particularmente, passo o ano todo esperando este período. Apesar de amar viver na cidade de Fortaleza, local conhecido como “Terra do Sol”, eu suplico por chuva ou pelo menos um clima agradável, com sombra e uma brisa fresca durante mais da metade do ano. Sei que este período aparece no primeiro semestre, mas sempre de forma bastante irregular. Todo ano é a mesma discussão: esse ano vai ter chuva no Ceará? Acho que não, pois o vento não parou até agora. Tem que chover se não vai faltar água no interior. E por ai a discussão segue sem parar, em rodas de conversa de leigos e, principalmente, entre especialistas.


Outras pessoas também ficam felizes, principalmente os surfistas, já que o mar fica liso e propicia ondas com formações mais regulares. Outro fator é que não é preciso passar protetor solar, pois a segunda coisa que surfista mais odeia depois do crowd (grande número de pessoas no mar) é passar protetor solar.


Como existem as pessoas que gostam, existem também as que não gostam, como os turistas, que vem para a nossa terra a procura de muito sol e água de coco. E os moradores das áreas de risco, que vivem em condições precárias, portanto, qualquer sinal de chuva aumenta o número de doenças e pessoas desabrigadas.


Às vezes me sinto egoísta por pedir tanto pela chuva, já que o sol não vai me fazer mal, mas a chuva irá prejudicar milhares de pessoas. Infelizmente, para estes, parece que São José não dará trégua e o ano, devido ao esfriamento das águas do Oceano Pacífico Tropical, provocado pelo La Niña, mostra uma situação favorável para a estação chuvosa no Ceará. Mas segundo o pesquisador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), José Marengo: “Já aconteceu, em outras ocasiões, de termos o campo favorável e o cenário mudou”. Então ainda não é possível definir se teremos um inverno rigoroso ou não.


Eu fico feliz e espero que a chuva traga apenas coisas boas para a nossa cidade e para o interior, espero que os açudes fiquem bastante cheios, que a agricultura e a pecuária sejam favorecidas e, principalmente, que não haja vítimas da chuva.


Tiago Becker