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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Saber escutar e aprender

Impressionante como é difícil escutar. Impressionante como a nossa opinião é sempre a mais clara, a certa, a que deve ser ouvida. Impressionante como a dificuldade de ser aprendiz está muito mais relacionada à dificuldade de se colocar na posição de receptor, está no parar, calar e ouvir...

Hoje se fala tanto em problemas de comunicação, de diálogo. A maioria restringe o dialogar apenas ao falar o que se pensa para o outro ou conseguir expor suas razões e opiniões numa fala entre pessoas. Para muitos, dialogar mais parece um duelo de idéias expostas mutuamemte, o momento de apresentar sua verdade absoluta, individual e única. Não se pára para pensar que o problema da comunicação, do diálogo, está na dificuldade de ouvir, no não saber escutar.

Tudo bem, eu sei que é difícil parar, mas você já parou para pensar que a dificuldade de calar e ouvir pode influenciar diretamente no aprendizado?

Por um exagero de agitação, de inquietação e um excesso de razão perde-se a oportunidade de ouvir uma opinião expressa um pouco mais contida, perde-se a idéia que preferiu calar a ter que disputar a vez em discussões escandalosas.

Também tem o caso das pessoas que “se fazem” ouvir, que se passam por aprendizes e ouvintes, mas que no fundo não internalizam o que escutam, que não se abstraem da posição de defesa, de contra-argumentação. Esses, certamente, perdem grandes chances de um aprendizado mais profundo, perdem a tentativa de enxergar uma sugestão de um ângulo mais diferenciado ou perdem a chance de encontrar saídas e soluções para dúvidas e problemas ofuscados por opiniões inconsistentes.

Fico lembrando do livro “O Monge e o Executivo”, de James Hunter, em que Jonh pratica seu poder de escuta e o diálogo exercitado no mosteiro com os outros personagens fez crescer sua confiança, sua liberdade e o reconhecimento de diferentes necessidades que possuía. Ele também aprendeu a dispor para o outro mesmo não gostando, mesmo nao concordando com as opniões, mas sabia sua vez de se posicionar.

O Programa Trainee é uma destas oportunidades “de mosteiro”, de exercitar a escuta e aperfeiçoar nosso aprendizado. Existem várias situações de feedback´s, de discussões de análise de conjuntura, de temas diversificados, de cases, de discutir estratégias... mas ainda existe a dificuldade de escuta, de receber a informação completa.

É ... é difícil parar, é difícil calar, é difícil ouvir.


Luana Marques

quarta-feira, 9 de julho de 2008

7ª Maratona Pão de Açúcar – Eu fui!

Sempre ouvi falar que quem corre a primeira maratona nunca esquece. Aliás, todas as primeiras vezes de nossas vidas são inesquecíveis. Primeiras palavras, primeiros passos, primeiro beijo, primeiro emprego, primeiro carro... Da mesma forma, a primeira maratona. Tive essa sensação no domingo passado, dia 06 de julho de 2008, na 7ª Maratona Pão de Açúcar.

Como vida de trainee só tem graça se for cheia de atividades, desde janeiro eu comecei mais uma atividade que tem feito toda a diferença para a minha disposição: a corrida. Eu e a Livinha, outra trainee, acordávamos 03 vezes por semana as 5:00 da manhã para treinar com nosso grupo. Era maravilhoso! Começar o dia com esta atividade é muito motivante. Porém, como adorei a nova atividade e nossos horários são muito variáveis, acabei deixando os horários fixos do grupo e passei a treinar em horários mais alternativos, de acordo com minha rotina de trabalho e estudos. Mesmo não obedecendo as 03 vezes por semana, não deixei de treinar...

Os treinos continuavam sendo em grupo. Acho que é interessante a sensação de superação em conjunto, de nos motivarmos quando dá preguiça ou quando aparece alguma limitação. Você sente um cansaço, mas não pára porque o outro está do seu lado. Você sente uma dorzinha, quer ir caminhando, mas acaba se superando para não dar margem para o outro caminhar também. Essa sensação de esforço em equipe acabou sendo reforçada com a experiência da maratona. Éramos 08 membros na equipe, de diferentes níveis de capacidade física e ninguém profissional, que tínhamos o desafio de correr 5km e 200m (cada membro), num período menor que 05 horas (tempo que desclassificaria a equipe).

Parece um desafio simples, mas é cheio de significados. Estava acostumada a correr no máximo 05 quilômetros. Estava acostumada com uma corridinha leve, sem competição, nem preocupação com o tempo. Estava acostumada com o mesmo percurso, quase todo plano da Av. Beira-mar, com aquele ventinho e a vista da praia. Estava acostumada com a corridinha agregada ao simples lazer...

Daí, deparo-me com o percurso da Maratona de 05 quilômetros e 200 metros, num percurso todo heterogêneo, unindo subidas, descidas, unindo percursos cheios de prédios e cheio de outros corredores... Deparo-me com a questão do tempo, com a questão da competição entre as equipes, com a superação dos limites do meu corpo, com a motivação de equilibrar meu ritmo e não parar para caminhar.... Deparo-me com a corrida unida à competição.

Mas que competição saudável! Adorei a sensação! Finalizar a prova, mesmo que não tenha sido entre primeiros; ganhar medalha pelo desempenho; ter finalizado o percurso sem caminhar nenhum trecho e ter feito em um tempo que eu nunca tinha atingido; sentir o gostinho de trabalho em equipe... É tudo muito bom! Pena que a maioria das maratonas acontecem aos sábados e nós temos treinamentos de 08:00 as 18:00 em quase todos. Mas aí, sempre que eu puder tentarei participar. A sensação é indescritível!

Na próxima que tiver de grupo, seria muito interessante participar com os trainees. Mais uma saga dos trainees marquise, mais um desafio em equipe!

Luana Marques

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Arquiteta pensando como engenheira


Há alguns posts atrás, publiquei um texto que falava da minha aproximação com a HP e a convivência com os números que têm sido bem mais constantes no meu dia-a-dia. Hoje, venho escrever basicamente o que o título sugere: meu sangue de arquiteta vem se diluindo e se misturando com o dos engenheiros.

Ai ai, é duro assumir isso, mas é a verdade! Na última vez que encontrei meus amigos da faculdade, que hoje são excelentes arquitetos, eles previram exatamente esta realidade: “Enquanto nós estivermos discutindo conceitos e projetos, a Luana estará se preocupando com os números e as viabilidades”.

Pois é, tenho que entregar aqui para vocês, não consigo mais visualizar o projeto desvinculado dos números. “Será que isso é mal de incorporador? E de engenheiro-incorporador?” Mal ou não, cá estou eu sendo contagiada...

Nas últimas semanas, vivenciei duas situações que eu pude constatar isso. A primeira delas foi uma proposta de masterplan para um dos nossos terrenos em negociação, apresentado por um escritório de arquitetura muito bom aqui de Fortaleza. O projeto era inovador, autêntico, bem representado e encantava aos olhos de qualquer cliente. Mas tinha um detalhe: a área construída proposta não atingia nossos números. Esse foi um motivo suficiente para o projeto desencantar aos nossos olhos e não ser aceito, mesmo com todo grau de originalidade, de boas idéias e bons conceitos. Não era viável! E eu concordei totalmente.

O outro exemplo foi de uma apresentação de conceito para algumas tipologias de edificações, para um outro empreendimento nosso. As idéias muito boas e os espaços maravilhosos, com nenhum exemplo semelhante aqui no Ceará. Porém, a apresentação me impacientava, justamente porque os números (nesse caso) ultrapassavam nossas áreas previstas e porque eu pensava no retrabalho para viabilizar as propostas do projeto com as condições ambientais, de topografia e legislação locais, já que o arquiteto é de São Paulo e conceituou sem esse embasamento.

Pois é, hoje posso afirmar que meus olhos já não se encantam apenas por boas idéias e bons projetos. Acredito que seja mais inteligente e mereça mais méritos, quando o arquiteto consegue tornar esses conceitos viáveis, construíveis. A boa idéia só é realmente comprovada como boa, se consegue se tornar realidade.

Que pensamento pragmático! Pois é, e eu sou quase uma arquiteta!


Luana Marques

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Qual o segredo do sucesso?

Bem, foi exatamente esta pergunta que foi feita ao superintendente de Incorporação da Construtora Marquise durante o lançamento do empreendimento Atlantis Beira-mar na quinta-feira da semana passada, dia 05 de junho de 2008. A apresentadora aspirava saber o diferencial da empresa e dicas que Eduardo Leite pudesse transmitir ao mercado imobiliário. E ele respondeu de forma discreta que caso o revelasse, deixaria de ser segredo.

Eu respondo da mesma forma, mas gostaria de acrescentar um diferencial a esta resposta: o trabalho em equipe.

No negócio “Incorporação” é indispensável a vivência de trabalho compartilhado. É importantíssima a boa relação entre desenvolvimento do produto, comercial, marketing, relacionamento com clientes e jurídico. Além disso, é fundamental a boa relação entre Incorporadora, projetistas e fornecedores, pois o fruto deste trabalho em equipe é transparecido no produto e impacta diretamente no cliente.

O lançamento do produto ao mercado imobiliário dura horas, poucas. Mas a preparação do produto dura meses, dependendo do produto, anos. E exige um trabalho focado e multidisciplinar. O empreendimento soma projetos, orçamentos, idéias... soma criatividade, técnica, valores... pessoas, prazos, custos e V.G.V.

Hum...V.G.V!

O evento foi impecável e, na verdade, é sempre o momento mais visado, a apresentação do empreendimento ao mercado. É o espetáculo, esperado pela mídia, pelos corretores e investidores...

...E foi pelo evento que as últimas semanas foram intensas, que trabalhamos até mais tarde, ajeitando os últimos detalhes...

...Foi pelo evento, que a equipe se fortaleceu, se uniu ainda mais para que tudo saísse impecável...

E saiu! Trabalho intenso, preocupação com os detalhes, compromisso e força de vontade somados e o resultado não poderia ter sido diferente: empreendimento foi lançado e 70% vendido logo no primeiro dia!

Sucesso da equipe! Esse é o segredo.
VISITE O STAND E APARTAMENTO DECORADO:
Av. Beira-mar 2120

Luana Marques

sexta-feira, 23 de maio de 2008

A Arquiteta e a HP 12C

É, os tempos mudaram. Não posso mais me contentar com a simples e velha calculadora de somar, subtrair, multiplicar e dividir. Os tempos são outros e as atividades são bem mais complexas.

Sou estudante de arquitetura da UFC, contemporânea de um currículo modificado, cujas disciplinas já não contemplam cálculos tão abstrusos que exigem extensos raciocínios com HP´s. Meu histórico escolar apresenta poucas disciplinas que precisaram, ao menos, de calculadoras científicas.

É, os tempos mudaram. Quando escolhi o curso de arquitetura um dos pré-requisitos era o gosto pelo cálculo (física, por exemplo, era disciplina específica para passar no vestibular), mas entrei exatamente na mudança de currículo e a expectativa pelo cálculo, pelo raciocínio numérico, ficou restrita em poucas disciplinas como de cálculo de estrutura ou resistência de materiais.

Fora da faculdade, nos estágios e experiências profissionais, também não cheguei a necessitar, no kit sobrevivência, de nenhuma calculadora HP. A simples e velha calculadora sempre resolveu meus problemas.

É, mas como falei, os tempos mudaram, e a arquitetinha aqui tem precisado cada vez mais se familiarizar com a tal da HP. E tem apanhado bastante... Desde que começou o Programa Trainee a presença da HP é cada vez mais próxima e necessária, tenho gostado de descobrir suas façanhas.

Comecei a ver a HP com outros olhos no Programa Trainee. Fui apresentada para ela, de forma mais aprofundada, (porque antes eu pegava, ensaiava alguma coisa e não saía nada fundamentado) nas aulas dos cursos de matemática financeira e contabilidade financeira. E, óbvio, que me assustei com tantos comandos e equações. A partir daí, vivenciando os estágios internos na Incorporadora, não deu outra, a HP faz parte da vida de todos. Quando é esquecida em casa, sempre tem alguém para socorrer nesse caso de vida ou morte, afinal são inúmeros cálculos de viabilidades, preços de vendas, índices, pagamentos, comissões ... que a simples e velha calculadora não resolve.

Semana passada, em um desses esquecimentos, fui a convocada para providenciar a tal da HP e quem disse que eu tinha?! Toda tranqüila, falei: “Olha, vou pedir aqui para alguém, afinal não tenho.” Foi quando fui surpreendida com um enorme: “O quêêêê?! Você não tem uma HP?”. Nesse momento me senti literalmente uma E.T.

É, os tempos mudaram, as atividades são bem mais complexas e não posso mais me contentar em pedir emprestado uma HP. Se antes eu estava acostumada com minhas experiências profissionais e minhas disciplinas sem necessitar do uso da HP, hoje não posso mais ficar indiferente a ela. Já está anotado nas minhas pendências: comprar HP 12C, é um pré-requisito profissional, é questão de sobrevivência.

Luana Marques

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Dúvida e Gratidão. Mãe e Economia.

Alguém já parou para pensar por que mãe não pega doença de filho?
Por que tudo que a gente faz ou dá para a mãe ela sorri e acha lindo?
Por que ela parece tão forte, mesmo quando estamos super fragilizados?
Por que ela sempre está presente?
Sempre se preocupa?

Por que mãe é assim, hein?! Nós não entendemos. Ficam as dúvidas e a gratidão.

Acredito que a combinação de dúvida e gratidão é bastante responsável pelo movimento do consumo nessa época do ano, do dia das mães, que intensifica tanto as vendas nos meses de Abril e Maio.

No Brasil, o dia das mães é celebrado no segundo domingo de Maio, desde 1932, a partir de um decreto assinado por Getúlio Vargas. A economia, desde então, agradece a gratidão dos filhos (agradece a gratidão?! Parece repetitivo, mas é verdade). A data é considerada a segunda mais importante no calendário do comércio. A primeira é o Natal, ou seja, acima das mães, só Deus.

No ano de 2008, o cenário é bastante otimista. Uma pesquisa realizada pela Centralização de Serviços de Bancos S/A (Serasa) com 1.010 executivos do setor varejista de todo o País, por exemplo, indica que 54% esperam aumento do faturamento na comparação com a mesma data no ano passado.

Para justificar a boa perspectiva sobre o dia das mães de 2008, as opiniões se dividem. Há quem atribua ao ambiente macroeconômico favorável, com crescimento da economia, aumento da renda e do emprego; já outros respondem pelo aspecto microeconômico, por comercializarem produtos relativos à data e por investirem em propaganda, promoções, variedade e lançamentos de produtos.

É incontestável o forte poder que a imprensa exerce datas comemorativas como esta. A propaganda se infiltra de tal forma na relação divina e paradoxal que há entre mães e filhos e atinge de forma brutal o consumidor. São preços imperdíveis, inúmeras facilidades de pagamentos, estabelecimentos funcionando em horários extras, premiações... Tudo para facilitar as compras e proporcionar o melhor presente para a pessoa mais importante das nossas vidas... Aquela que nos faz combinar dúvida e gratidão!

No fim das contas, sem dúvida alguma, a mãe que mais agradece é a Economia!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Feriado? Quando? De que? Quanto?

Ai foi mais um feriado...

...e tantos brasileiros folgaram o trabalho e a escola sem ao menos conhecer a razão. Muitos começam o ano com calendário na mão contando a quantidade de feriados para planejarem o que fazer nestes dias de folga, mas o motivo não importa. O que vale é saber que é feriado e pronto!

Será que o calendário brasileiro tem muitos feriados? E será que os feriados só possuem o lado bom da folga? Será que homenagear o mártir da Inconfidência Mineira, por exemplo, não tem nenhum outro impacto além de escolas, empresas e comércios vazios?

O calendário brasileiro possui oito feriados nacionais fixos. Em Janeiro, dia 1º é a Confraternização Universal; em Abril, dia 21 é o dia de Tiradentes; no dia 1º de Maio, é o dia do trabalho; em Setembro, dia 07 é a Independência do Brasil; em Outubro tem o dia 12 como homenagem à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida; em Novembro tem dois, dia 02 é o dia dos Finados, e dia 15 é a Proclamação da República; o último feriado fixo é o Natal, no dia 25 de Dezembro.

E ainda têm os feriados móveis, como Páscoa, Carnaval, Corpus Christi e algum aniversário da cidade....

O calendário brasileiro de 2008 será o ano com maior número de dias úteis desde o início da década. Em 2007, por exemplo, dos 365 dias do ano, 250 foram úteis. Em 2008, serão 254 dias. A grande maioria dos feriados nacionais cairá nos sábados e nos domingos, principalmente no segundo semestre (Imagino alguém dizendo: “Que coisa chata, hein?!”)

Mas analisemos o lado da economia... Um ano com menor quantidade de feriados permite ao brasileiro trabalhar mais e a economia funcionar com mais vapor. A trajetória da economia é diretamente influenciada pelo calendário. Estes dias de trabalho terão reflexo na indústria e no comércio interno e externo. Só em exportações e importações, espera-se um fluxo de US$ 5 bilhões a mais.

Existem sim setores que não param nunca, nem nos feriados, como as indústrias de siderurgia, papel e celulose e a produção de petróleo. Mas a maior parte da economia desacelera sim. (Ora, se nós mesmos desaceleramos com um feriado, imagine a economia). Aliás, no Brasil, alguns setores produtivos dependem da data do Carnaval, por exemplo, e preparam seus projetos para depois da data festiva, normalmente março e abril, que é quando o brasileiro começa a participar mais ativamente no consumo.

Para economistas, “muito feriado é coisa para país rico”, mas a verdade é que muitos brasileiros vivem em função dos feriados e já começam o ano a procura dos feriadões para planejar o que fazer. E não posso julgar... Aliás, quem não gosta de viajar? De organizar as pendências que não dá no corre-corre do dia-a-dia? De descansar?

Porém, o que não sabemos é que um diazinho de feriado tem grandes impactos sim. Um especialista em Comércio Exterior, José Augusto de Castro, leva em conta uma média diária, de US$ 500 milhões em exportações. Isso só em exportação, imagine quanto custa, no total, um feriado para a economia do Brasil?

Luana Marques

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Tudo é uma questão de comunicação!

Você já parou para pensar como todo tipo de relacionamento é complicado? Quem não passou por dificuldades com o marido, com os filhos, com a namorada, o professor, o chefe, com alguma equipe? E você já se perguntou se o problema não teria sido comunicação?

Apesar da intensa evolução em tecnologia e em conhecimento, há uma problemática que não depende muito dos meios, uma combinação que para ser bem sucedida depende mais de nós mesmos: relacionamento e comunicação! Esta combinação exige um eterno aprendizado.

Quando você enfim conseguiu aprender a conviver com a mãe, por exemplo, precisa aprender a conviver com a namorada e a sogra. E não pense que a receita é a mesma, elas são extremamente diferentes! Você descobriu o segredo de lidar com os filhos? Pois é, caso tenha alunos ou netos, as facetas que aprendeu já não serão as mesmas. Você desenvolveu o conhecimento acadêmico? Não quero ser chata, mas não é tão simples atuar numa empresa apenas com o seu potencial intelectual, lá também existem as pessoas. Então, caro leitor, o desafio dos relacionamentos só acaba quando sua vida acaba. Afinal, você não está sozinho nesse mundo!

Todos temos necessidades de nos expressarmos. Seja o que sentimos, o que pensamos, o que desejamos. Engraçado perceber, por exemplo, que perto dos 12 meses de vida é que uma criança consegue balbuciar as primeiras palavras. E mesmo antes disso, ela já utiliza outra ferramenta para se expressar: o próprio corpo. Existe a necessidade de se fazer entender. Outro detalhe é a importância da escuta. É incrível como as pessoas não param para pensar que o diálogo fica comprometido pela dificuldade de ouvir. As pessoas também não sabem ouvir!

Os problemas de comunicação são intangíveis, com causas desconhecidas e conseqüências incalculáveis. Erros de fala, erros de entendimento... As falhas da comunicação geram desajuste de foco e de objetivos, desperdício de energia e desgaste. As empresas têm sofrido bastante com o mal chamado comunicação.. Estudiosos como o guru empresarial norte-americano Peter Russell chegou a dizer que atualmente cerca de 90% dos problemas das empresas giram em torno da comunicação (da ausência dela).

Percebo uma relação muito importante entre comunicação, relacionamento e valores. Sem respeito, humildade, preocupação com o outro e comprometimento, todas as ferramentas para melhorar problemas de diálogo serão desgastantes. Não só na empresa, mas na sociedade como um todo.

É necessário calar para ouvir. É fundamental saber acolher críticas e reconhecer erros. É imprescindível ter percepção de conjunto, de visão sistêmica e de espírito de equipe. É importante que as pessoas tenham determinação e se comprometam com os objetivos claros, que tenham consciência de onde estão aplicando energia.

Muitas equipes se desfazem... Muitos casamentos se desfazem... Muitas amizades se dissolvem... E quase sempre a causa é a comunicação. Culpa do emissor, sim! Do receptor, também! De quem detecta o problema e não tenta resolver. De quem ouve o problema e acha que não é com você. De quem não se compromete com o aprendizado e a melhoria. É preciso aprender a falar e como falar. É preciso saber ouvir.

A base do desgaste é a comunicação. Mas a comunicação desgasta a essência que é a confiança. E a confiança é a base de tudo. E tudo é uma questão de comunicação!

Luana Marques

quarta-feira, 5 de março de 2008

Muralha da China – Brilhante resposta!

Sábado, dia 01 de Março, inauguramos, ou melhor, eu inaugurei, uma nova ferramenta de avaliação dos trainees (era sorteio e imaginem vocês como tenho sorte de ter sido a primeira selecionada). Na verdade, é uma avaliação e uma oportunidade de aprendermos a nos apresentar em público, de reconhecermos nossos deslizes e vícios na hora de falar para uma platéia. Tuuudo pelo aprendizado!

Teremos, então, duas apresentações a cada sábado sobre temas diversos. Os trainees primeiro se preparam para a apresentação, depois são sorteados (surpresa), em seguida apresentam sob os olhos atentos do público e de uma câmera (essa é a pior parte, mas tuuudo pelo aprendizado!) e, por fim, passamos pela avaliação de todos. É bem interessante!

Aproveitei a oportunidade para enriquecer o conhecimento. Principalmente pela importância da conjuntura, de conhecermos aspectos do mundo, dos países; aspectos históricos, ecômicos, sociais... Pesquisei e explanei sobre a China:

- Um dos países que mais cresce no mundo, no contexto econômico, industrial, financeiro - uma potência mundial;

- Uma das mais antigas civilizações do mundo (com cerca de 4000 anos);

- Terceiro maior país do mundo (depois da Rússia e do Canadá);

- País de maior população de todo o planeta (com mais de 1.300 milhões de habitantes);

- País que sediará os Jogos Olímpicos de 2008 (Pequim);

Dentre várias curiosidades importantes do país, achei muito interessante conhecer mais detalhes sobre a Muralha da China ou Grande Muralha, um marco no território chinês, uma impressionante estrutura de arquitetura militar, construída a partir de 220 a.C., na China Imperial.

É comum termos a idéia de que a Muralha é uma estrutura única. Na realidade, foram unidas várias secções de fortificações anteriormente construídas, formando um sistema de defesa estratégico contra as invasões provenientes do norte. São diversas muralhas construídas por várias dinastias, unificadas para o fortalecimento da defesa.

A Grande Muralha extende-se por cinco mil quilômetros de leste a oeste no norte da China. Sua construção durou 200 anos, com o trabalho de cerca de um milhão de homens, com a utilização de pedras, tijolos, plantas, terra..., com a execução de paredões com altura média de 7,5m, além de elementos como pontes, torres de vigilância e fortes.

A idéia da construção da muralha surgiu de uma necessidade de defesa da época para os chineses. A necessidade gerou uma resposta brilhante, uma obra que já foi transformada em símbolo da China na década de 1980; depois incluída no Patrimônio Cultural Mundial da Unesco (1987); afirmada, ainda, como única estrutura construída pelo homem a ser vista da Lua (mas tal afirmação já foi desmentida pela Nasa); e hoje é considerada uma das sete maravilhas do mundo e um dos pontos turísticos mais visitados do oriente.

Hoje, a nossa necessidade é de aprendizado. Amanhã (que não é nada distante), precisaremos dar resposta ao que absorvemos. O brilhantismo das respostas, então, dependerá dos esforços empenhados para suprir a necessidade do aprendizado de hoje.

Luana Marques

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Satisfação!!

Caros Leitores,

“É com grande satisfação que os Trainees do Grupo Marquise dividem a experiência do lançamento da Revista Insight Empresarial...”

Pois é, esta frase foi bem presente para nós nessas últimas semanas. Estava contida nos instrumentos de divulgação do evento de lançamento da Revista elaborados pela equipe de marketing. E não pensem vocês que é só um jogo de palavras, entendemos como é a pura verdade! Dividir o aprendizado, o resultado do trabalho de meses do grupo de trainees, um desafio vivenciado com tanto empenho é, realmente, uma grande satisfação.

Ontem, dia 13 de Fevereiro de 2008, aconteceu o lançamento da Revista Insight Empresarial, as 18:30, no Hotel Gran Marquise. E foi com esta satisfação que apresentamos ao Grupo Marquise, aos clientes, parceiros e convidados do evento, o resultado concreto do nosso trabalho em equipe: 5000 exemplares, com 32 páginas de matérias, artigos e publicidade, embebidas da dedicação de cada trainee.

Um projeto apresentado, um rumo desconhecido, um objetivo a ser alcançado... Não teve outra! Planejamento, disciplina e gestão foram ingredientes fundamentais nesta experiência empreendedora. Imaginem vocês: 14 estudantes, não de Publicidade ou Jornalismo, mas quase Engenheiros, Administradores e Arquitetos, desbravando os caminhos de elaboração e viabilização de uma Revista, descobrindo linha editorial, público alvo, tiragem, contatos, custos, qualidade...

Éramos marketing, financeiro e produção, sob a liderança de um dos trainees, Iolam Júnior, tentando dialogar o mesmo objetivo: o de tornar a Revista concreta e auto-sustentável. Vivenciamos uma realidade empreendedora intensa, tanto pela revista, como por todas as atividades paralelas exigidas diariamente pelo Programa Trainee. Foi difícil! Mas deu tudo certo, e o evento de lançamento foi a comprovação! Aliás, foi outro desafio beeeem complexo, (Para quê ser fácil? Se fosse fácil, deixaria de ser desafio, não é mesmo?!), cheio de detalhes e imprevistos específicos que jamais imaginaríamos. Outro aprendizado rico para nossas vidas, que engrandeceu o conceito da satisfação de estarmos apresentando a Revista Insight Empresarial.

Satisfação pelo objetivo concretizado, pelo conhecimento adquirido, pelas parceiras alcançadas, pelos erros enxergados e pelos acertos reconhecidos. Satisfação pela experiência vivenciada, pela amizade fortalecida, pelo enriquecimento das discussões adquirido, pelos conselhos ouvidos.

Satisfação pela presença de Marcos Holanda (Presidente do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará - Ipece), Alex Araújo (Superintendente da Fecomércio), Lima Matos (Diretor de Tecnologia da FIEC), Neto Feitosa (Professor e Analista de Valores Mobiliários) e Célio Fernando (Economista e Sócio-Diretor da BFA), apesar de suas agendas corridas. Satisfação pela presença dos que compareceram e por todo apoio dos que não puderam ir. Satisfação por todo tipo de colaboração dividida conosco na experiência Revista Insight Empresarial.

Agora é trabalhar para a próxima edição.

Luana Marques

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A Revista e a Primeira Disciplina

Nesse sábado, dia 26 de Janeiro, tivemos mais uma prestação de contas dos livros lidos no mês. Achei super interessante a forma como foram conduzidas as discussões a respeito do que havíamos lido nas obras indicadas para Janeiro, no Programa Trainee.

Um dos direcionamentos da Análise de Conjuntura foi relacionar aspectos dos livros que lemos, com a empresa, com os estágios internos e experiências dentro da Marquise. Dentre os livros estava A Quinta Disciplina. Livro de autoria de Peter Senge, aborda as cinco principais disciplinas que precisam ser vivenciadas para garantir o diferencial das empresas.

A primeira delas, que é fundamental porque trata do desenvolvimento do indivíduo, é chamada Domínio Pessoal. É a base para o desenvolvimento da organização, justamente porque o indivíduo é essa célula-base. Tem como fundamento o auto-conhecimento da pessoa, a certeza de suas potencialidades, de seus limites e de sua missão dentro de um contexto. Está atrelado ao reconhecimento da verdade de cada um e potencializa os objetivos e metas de forma mais concreta.

De cara, percebi uma relação desta primeira disciplina com a experiência de desenvolvimento da Revista. Um limite que tenho é a dificuldade de pedir coisas. Qualquer coisa. Até para algo aos meus pais é dificultoso. Sempre quis conseguir tudo do meu jeito e com minhas forças...Mas pedir?!! De jeito nenhum!

Imagina fazer parte da equipe de Marketing e ter que pedir patrocínio para várias empresas?! Foi um desafio! Pode parecer besteira, mas eu estava me rasgando ligando para as empresas, falando com os responsáveis pelo marketing, fazendo toda uma propaganda da Revista, tendo que ligar repetidas vezes... Para mim era um sacrifício!

O melhor de tudo foi superar o limite, reconhecer minha verdade e ver a melhor forma de contorná-la em prol de um objetivo que eu tinha - conseguir o maior número de anunciantes e tornar a revista auto-sustentável. A Revista tinha que acontecer, aquele papel tinha que ser cumprido e eu não podia parar na minha dificuldade ou trocar de papel (o que seria mais fácil). O interessante é que do meio para o fim eu já estava mais adaptada à nova função. Já estava exercitando melhor meu poder de negociação, de “pedir”, e de receber (o que é melhor), e inclusive de receber nãos (como aprendizado).

Importante exercitar o Domínio Pessoal em cada um. Mais importante ainda, quando esse desenvolvimento pessoal é aplicado à realização de metas pessoais e, principalmente, de um grupo, de uma organização.

Luana Marques

sábado, 12 de janeiro de 2008

A mudança e o exemplo.

Você já vivenciou situações que mudaram completamente a sua rotina, seu ritmo, e conseqüentemente, mudaram sua relação com as pessoas?

Pois é, no início do Programa Trainee, fomos alertados de que essa realidade aconteceria conosco. Desde então, mudanças têm ocorrido constantemente nas nossas vidas e precisamos reordenar nossas prioridades, principalmente com relação às tarefas a serem cumpridas. Hoje, temos o foco voltado para o aprendizado e a absorção, ao máximo, do que o Programa possa nos oferecer de crescimento pessoal e profissional.

E a relação com as pessoas? Infelizmente, já não temos mais tanto tempo disponível para elas. Temos contado com a amizade, o amor e a compreensão que foram alimentados no processo de vivência pessoal nossa com amigos, familiares, namorados e afins, para reconsiderar nossos “nãos”, nosso mau-humor, nosso estresse e cansaço.

Eu, particularmente, já levei puxão de orelha e já levei sermão. Sofro com brincadeirinhas do tipo: “trainee num pode fazer isso, trainee num pode fazer aquilo” ou “trainee tem que voltar cedo, trainee num pode sair, trainee num deve aquilo outro”. E digo uma coisa: a esportiva é a melhor companheira para essas situações ou, até mesmo, um outro trainee, já que estamos no mesmo barco, e a gente acaba que se entende. Por isso, que trainee anda tudo “em bando”.

Agora, fico impressionada, como tem pessoas que nos surpreendem com exemplos de dedicação e superação diante da nossa falta de tempo para elas. Tenho um exemplo fortíssimo no meu dia-a-dia no qual a pessoa sonda os momentos em que não estará “me atrapalhando” para as conversas da semana; em que inventa pretextos de caminhadas na Beira-mar, caroninhas inusitadas, leituras de jornais e revistas sentando do lado; que faz as refeições nos meus horários totalmente desconexos, só para não deixar de fazer parte da mudança. Pessoas como essas administram melhor as mudanças do que nós mesmos. E tudo isso por quê? Porque somos prioridade para elas.

Fico pensando que uma das razões para melhor organizarmos nosso tempo e nossa eficiência é a de podermos usufruir também das pessoas. Temos essa necessidade. Nem só de trabalho vive o homem! A mãe que é executiva precisa dar atenção ao filho. O pai que vive viajando precisa participar do crescimento das crianças. O noivo que foi transferido não pode deixar de lado a noiva só por causa da mudança. O amigo de longas datas passou num concurso e logo passa uma borracha na sua memória e não dá mais sinal de vida pro amigo de anos...

Que eu seja a primeira a ouvir...

E possa tomar como exemplo o meu pai, que presente sempre foi, mesmo no cargo de diretoria que já assumiu, mesmo com as viagens e compromissos... e mesmo com os MEUS compromissos e obrigações. Ele se faz presente!

Obrigada pai.

Luana Marques

sábado, 29 de dezembro de 2007

A Soma das diferenças

Você já parou pra pensar como seria bacana uma empresa cheia dos nossos melhores amigos? Já imaginou como seria interessante trabalhar apenas com pessoas que gostamos, com as quais nos damos bem e sabemos conviver perfeitamente?

Pareceria um sonho pra você não ter aquele chefe ou colega de trabalho insuportável, que fica lhe cobrando, e fazer parte de uma equipe de trabalho descontraída, cheia de pessoas bacanas, com inúmeras afinidades?

Quando paro para pensar sobre isso, imagino até que ponto seria interessante trabalhar assim...

Fico pensando onde estaria a riqueza de conviver com diferenças, onde estaria o aprendizado, o crescimento junto com as incompatibilidades que se resolvem e geram tantos frutos bons.

Fico imaginando que tudo seria descontração, que acabariam confundindo assuntos pessoais e profissionais; trabalho e diversão...

Não podemos nos enganar que os conflitos fazem parte da empresa, assim como fazem parte de uma família, por exemplo. Os conflitos são fortes sinais de compromisso e profundidade. Descartam a superficialidade.

Uma empresa sem conflitos de personalidades é uma utopia. A organização é formada por equipes e as equipes são formadas por pessoas. As pessoas são diferentes, reagem de forma distinta em situações diversas e o fazem sob o comando da emoção e não apenas da razão. As pessoas diferem em personalidades, valores, desejos, necessidades, percepções.

O fato é que se torna muito difícil gerenciar pessoas e trabalhar em equipe, mantendo um clima tranqüilo o tempo todo. Um dos agravantes é a visão individualista de alguns, a falta de comunicação e de sinceridade. O segredo está em aprender a respeitar e saber lidar com essas diferenças.

Somados aos egos aguçados, o estresse, a pressão cruel por resultados, a sobrecarga de trabalho, o clima de competição predatória, a insegurança e as ameaças de empregos e críticas depreciativas, agravam o cenário de conflitos pessoais. Daí o surgimento do que há de pior nas pessoas como a inveja, as intrigas e a rudeza.

E eu fico a pensar... Como foram importantes pra mim os conflitos... Como cresci com determinadas críticas e visões tão diferentes das minhas. Como passei a rever meu comportamento só em perceber numa maior produtividade ou num desempenho diferenciado de alguém que costuma trabalhar diferente de mim. Como passei a analisar determinadas reações ou comportamentos meus em função da equipe ou de objetivos e como tenho tentado melhorar determinados pontos fracos...

Acho que o interessante é sempre tentar crescer junto com a equipe. Qualquer posição de comodismo ou de crítica vazia (simplesmente por falar mal do chefe ou de qualquer colega de trabalho), que não leve ao crescimento, vão ser simplesmente palavras vazias que estimulem a insatisfação. Precisamos ver as diferenças como crescimento, como aprendizado!

Luana Marques

sábado, 15 de dezembro de 2007

Data memorável, vida memorável, obras memoráveis.

São cem anos. Um século de encantamento. Um décimo de milênio repleto de realizações. Quase um quinto da idade do Brasil de ricas histórias.

Uma pessoa, anos, um centenário. Um ser brilhante com a marca edificada em diversos países, com o traço refletido em mais de quinhentos projetos.

O traço. O diferencial do arquiteto. Traço rico, cheio de idéias, de conceitos, de sonhos. O traço curvo, marca de Niemeyer. Traço que espanta e surpreende. Traço que se torna projeto, que se realiza em monumento.

Monumentos. Inúmeros. Teatros, edifícios, palácios, residências, templos, que saíram da prancheta. Da prancheta para o terreno, para a paisagem, para o lugar.

Lugares. Diversos. Origem, Rio de Janeiro. Importância, Minas Gerais e São Paulo. Destaque, Brasília. Repercussão internacional. França, Espanha, Portugal...

Arquitetura, traço, projetos, monumentos, lugares, anos. Combinação de aspectos da vida de Oscar Niemeyer. Vida que hoje, dia 15 de dezembro de 2007, completa cem anos.

Como estudante de Arquitetura e Urbanismo, não poderia ficar indiferente a esta data, não poderia deixar de salientar a importância da influência de Niemeyer na minha vida acadêmica, para gerações anteriores e futuras. Um arquiteto brasileiro ilustre, com setenta anos de atuação. Influente como pessoa e como profissional, um exemplo de riqueza e simplicidade. Riqueza de conteúdo, de conceitos, de Arquitetura, de Modernismo. Simplicidade de ato, de essência, de materiais.

Impressionante como seus projetos saem simplesmente, como suas idéias fluem, como é forte o poder de sua intuição, do seu talento. Ainda hoje. Oscar Niemeyer é vivo, cheio de saúde. Além de ousar com suas estruturas de concreto armado, de inovar nas técnicas arquitetônicas, de gerar novas idéias, de pensar desconhecidas soluções, o arquiteto desafia a medicina. Em plena atividade, Oscar não precisa de restrições alimentares nem de hábitos e cuidados excessivos.

Oscar Niemeyer é uma referência internacional, um gênio da Arquitetura. Desses que o mundo é presenteado esporadicamente. Um símbolo brasileiro vivo, eternizado através da herança rica de suas obras, de suas convicções. Obras como o Conjunto arquitetônico da Pampulha, a Catedral de Brasília, o edifício Copan e o Parque do Ibirapuera, o Hotel de Ouro Preto, o palácio do Itamaraty, o Museu de Caracas, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, a casa das Canoas, a sede do Partido Comunista de Paris. Rica herança que o arquiteto deixa para nós. Alguém que fez a diferença. A começar pela idade, cem anos.

Parabéns Niemeyer.

Luana Marques

sábado, 1 de dezembro de 2007

Nada de “deixe como está para ver como fica”. Muda!

Chegando ao fim do ano, o que você poderia definir de mudança vivenciada durante 2007? Conseguiu cumprir as promessas da virada de ano? Conseguiu entrar no curso que queria? Foi atrás de mudar hábitos para ter uma melhor qualidade de vida? E aquele relacionamento que não dava mais, o que você fez?

Pois é, caro leitor, o assunto que vamos abordar hoje é mudança. Aliás, tudo tem conspirado pra que eu fale sobre isso. Primeiro, o aspecto temporal. Mudança de ano. Segundo, por todas as mudanças que ocorreram na minha vida com o Programa Trainee. Nessa semana acabei fazendo uma retrospectiva. Terceiro, porque estou de mudança, literalmente, (eu e minha família estamos deixando o apartamento que morávamos há uns 13 anos, por outro). Por fim, a mudança da cara do Blog. Nosso site passou por toda uma inovação, novas cores, novos detalhes, novos entretenimentos... tudo pela mudança.

E quase caíamos no mesmo erro da maioria das pessoas, o de adiar a mudança. Pensávamos em mudar o Blog apenas na virada do ano aproveitando o próprio contexto de “Ano Novo, Vida Nova”. Mas aí eu te pergunto uma coisa: - Quem disse o tempo ideal para se mudar? – E eu mesma respondo: Nunca é cedo ou tarde para mudar, não há um prazo. Por que amanhã? Por que segunda-feira? Por que em 2008? Aliás, hoje é o dia ideal!

A mudança é o tipo da coisa que as pessoas adoram deixar pra depois. A maioria das pessoas enxerga de maneira defensiva, com temor ou rejeição, especialmente porque junto à mudança é necessário abrir mão de algo que já se está acostumado. Seria ir contra o “natural” das coisas. “Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”.

Pois aí, continuo a lhe dizer... Quem não muda, não cresce! Se não cresce, não está realmente vivendo. E o crescimento exige renúncia, exige perda temporária da segurança, exige mudanças. O crescimento é uma escolha, uma decisão que realmente pode fazer diferença na vida de uma pessoa. E o diferencial pode estar exatamente nessa adaptação ao novo, no desejo de desenvolver um potencial, na busca por estar atualizado, na visão otimista da mudança.

No próprio ambiente empresarial, cada vez mais, as mudanças exigem quebra de paradigmas. As organizações passam por mudanças de cultura, mudanças de negócios, por verdadeiras revoluções. E aí as mudanças exigem reordenar prioridades, redirecionar valores, mudar conceitos de certo e errado, apresentar novos focos de interesse e indicam maneiras diferentes de reagir quando metas não são alcançadas.

E aí quando eu canto: “não precisa mudar, vou me adaptar ao seu jeito...”, hoje eu já penso diferente. Penso que precisa mudar, sim! Todos precisam mudar. Os desafios, as situações inusitadas, as necessidades, as propostas, as empresas, as pessoas não vão se adaptar aos seus costumes, não. De alguma forma você precisa se reciclar. Já era o ditado “deixe como está para ver como fica”.

Luana Marques

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O valor do novo amigo

Quem é o melhor amigo do Trainee?

Quem é aquele que está presente em todos os momentos de sua vida, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença? Quem o acompanha em todos os lugares e a qualquer hora do dia ou (de preferência) da noite?

Quem pensou no livro, acertou! Quem não pensou, não tem idéia do quanto a relação Trainee/Livro tem amadurecido, tem sido alimentada por uma profunda cumplicidade...

Pode parecer um pouco dramático, mas é a pura realidade. São 4 livros que precisamos ler por mês, aproximadamente 1100 páginas, que não nos deixa desgrudar desse novo camarada: o Livro!

Há Trainee que leve o Livro para a praia, para ler no ônibus, nos restaurantes. Há Trainee que nem tem mais se preocupado em xingar o carro da frente quando o sinal abre, afinal ele está aproveitando aqueles minutinhos para ler, então espera o tempo que for preciso. Se o Trainee saía da sala nos intervalos entre uma aula e outra na Faculdade para papear, já era! Agora permanece ele e o Livro esperando bem sentadinhos, dentro da sala, enquanto a aula começa.

O Livro virou um novo acessório das bolsas femininas de Trainees (ainda bem que a moda agora pede bolsas grandes!). Existem os namorados(as) que já têm sentido ciúmes dessa “quase” pessoa nova das nossas vidas. Sem falar nos amigos, que acham que estamos mentindo quando nos chamam pra sair e a resposta é que preferimos o Livro. E os cachorrinhos, os antigos melhores amigos do homem? Agora quem ocupa o cargo é o Livro. Tem Trainee que já conversa com o novo amigo, que dorme por cima dele, que esquece qualquer coisa ao sair de casa, mas o Livro? De jeito nenhum!

Pois é, o Programa Trainee tem nos ajudado a mudar muitos hábitos. O principal deles é o hábito da leitura. Como precisamos conciliar uma série de compromissos, com tarefas, aulas, estágios, reuniões e, ainda, com as 1100 páginas para ler, precisamos aproveitar cada instante.

São incontáveis os benefícios da leitura. Além de o Livro ser a porta do conhecimento, ele estimula a escrita e a fala do leitor. Porém, no Brasil, o índice de leitura ainda é baixíssimo, em média, 1,8 livro por ano.

O que posso deixar de recado, além do testemunho, é o estímulo para aderir ao hábito da leitura. E não me venha com desculpas de que “Eu não tenho tempo!”, acabei de citar inúmeras situações em que se pode aproveitar para ler. No começo, você pode até olhar para o Livro meio desgostoso, desanimado, mas aos poucos você vai se animando com aquele novo companheiro de momentos ociosos e vai reconhecendo o quanto ele lhe faz bem. Comece! Nem que seja com pequenos e aparentemente bobos, nem que seja com revistas, mas comece. Logo, logo, as 1100 páginas serão um detalhe diante do acréscimo de conhecimento.

Luana Marques

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Diga NÃO!

Você é conhecido como alguém extremamente prestativo? Alguém que assume muitas tarefas, que dificilmente diz “não”?

Calma aí! Antes de você responder seu velho e mais corriqueiro “sim”, pense um pouquinho comigo. Se questione...

É interessante dizer “sim” a tudo o que os filhos pedem? É vantajoso dar resposta positiva as tarefas dos outros enquanto você nem concluiu as suas? É rentável aceitar tudo o que os vendedores (por sinal, bastante insistentes) oferecem a você? E dizer “eu vou pensar” para muitos convites que lhe fazem, enquanto você não tem o menor interesse em aceitar, você acha que isso é bom só pra lhe conservar a fama de “gente boa”?

Saiba dizer NÃO! É importante!

Respostas negativas são fundamentais para a vida de qualquer pessoa. Pode parecer contraditório, mas existem “não´s” positivos. Tanto na vida pessoal, familiar, como na vida profissional. Não se deve aceitar todas as propostas de trabalho, todos os acordos e negociações, todos os investimentos e todos os pedidos. Antes de tudo é necessário analisar as conseqüências de qualquer “sim”.

Se você tem dificuldades de organizar seu tempo, de não obedecer aos planejamentos já que aparecem tantos trabalhos “extras”, saiba que a habilidade de dizer “não” é vital para economizar tempo no seu dia-a-dia.

Li uma chamada na revista VOCÊ S/A, desta semana, sobre o lançamento do livro O Poder do Não Positivo (Editora Campus/Elsevier) e acabei me inspirando pro post. Espero ter contribuído com algum leitor que se identifica com esse mundo de tantos “sim´s”.

“Só diga NÃO quando não puder dizer SIM, mas se tiver que dizer não, o faça com a mesma tranqüilidade com que diz o sim."

Luana Marques

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Sabor do trabalho em equipe.

Neste sábado, dia 29 de Setembro, comemoramos o primeiro aniversário Trainee, o da Catarina. O dia mesmo foi 26 de Setembro, mas aí, estrategicamente, comemoramos no sábado subseqüente para intensificar a espera e a surpresa. Aposto que ela nem desconfiava... (desconfiava, Cata?)

Foi muito divertido trabalhar em equipe pra conseguir que desse tudo certo. Combinar os preparativos por email, tomando cuidado para o endereço dela não estar contido entre os demais. E teve tarefa pra todo mundo... (menos para ela, claro!).

Uns ficaram incumbidos de comprar os comes e bebes (Olha a interpretação! Foram sucos, água de coco, capuccino...) preocupados em agradar ao máximo o misto de gostos que temos. Outros ficaram responsáveis pela compra do presente, do cartão. E teve os que se empenharam pra festinha ficar a cara da Cata, com a carinha de criança sapeca que ela tem.

Chegamos na Marquise as 7:00 da manhã do sábado pra fazer a decoração. O Rubem foi o intimado a tentar atrasar a chegada da aniversariante (já que ela sempre chega pontualmente). Ele não mentiu, ele blefou, que precisava de sua carona porque estaria sem carro. O “póbi” deve ter sido muito xingado por fazê-la esperar por ele... Enquanto isso, era todo mundo correndo, enchendo balões coloridos, amarrando fitinhas, colando letrinhas na parede, decorando a mesa, comendo bombons... Uma salinha de treinamento pequenina ficou enorme de tanta animação e entusiasmo, tanto na hora do preparo como na hora dos parabéns, onde todo mundo estava de chapeuzinho rosa na cabeça ao som do Balão Mágico. (Trainee se diverte com pouco!)

O Programa de Trainee além de todo o aprendizado que temos vivenciado e o esforço e a dedicação que têm sido exigidos, tem nos proporcionado momentos e nos colocado pessoas que têm dado um sabor diferente pra nós. Mesmo com toda a simplicidade da tarefa, sentimos o sabor do trabalho em equipe e o entusiasmo para que o objetivo fosse atingido, o da surpresa!

Luana Marques.

sábado, 1 de setembro de 2007

Lançamento do Blog

Caros leitores,

Hoje, com muita satisfação, lançamos o nosso Blog com o intuito de compartilhar com vocês a experiência que estamos vivendo como Trainees do Grupo Marquise. É uma oportunidade de trocarmos informações e de tornarmos acessível o nosso aprendizado durante esse tempo.
O Programa de Trainees é mais um sucesso Marquise! Em 2007, completando 10 anos de existência, chega à sua 7ª edição com objetivo de captação e formação de jovens talentos. Para o Programa deste ano, os estudantes precisavam estar cursando: Engenharias Civil, Mecânica, de Produção, Química e Elétrica; Estatística; Administração; Economia; Matemática; Ciências Atuariais ou Arquitetura; além de estarem concluindo em 2008.2 ou 2009.1. Seria, também, necessário conhecimento de Inglês, Informática e disponibilidade de 5h por dia e aos sábados.

O processo seletivo, embasado no conhecimento, nas habilidades e atitudes dos candidatos, foi bastante criterioso. Foi um trabalho realizado pela Gestão de Pessoas (Ana Cláudia, Ludmilla, Fabíola, Cynthia, Aline e Aparecida) com muito empenho e nos transmitia muito vigor. Passada esta etapa, os jovens universitários iniciaram uma fase de intenso investimento no aperfeiçoamento de suas competências técnicas e comportamentais. São feitos, inclusive, treinamentos coletivos e específicos visando estimular o potencial de cada perfil encontrado.

Outro aspecto do programa é a aprendizagem por rotação. Constituída pelos estágios internos, é uma oportunidade de conhecimento de cada departamento e de suas respectivas equipes visando ao aprofundamento na filosofia e estratégia do Grupo. Num período de 01 ano e meio, os Trainees estarão iniciando a sua carreira profissional respaldada em hábitos culturais e profissionais alinhados ao nível de exigência da organização.

Nosso processo de captação foi iniciado em Junho de 2007. Após inúmeros testes, avaliações e dinâmicas, demos o primeiro passo do Programa de Trainees: no dia 06 de Agosto assinamos o contrato com a Marquise e começamos o processo de desenvolvimento dentro da Empresa.

Tem feito parte da nossa formação a leitura de livros e jornais diários, com discussões, resenhas e debates; o acompanhamento de filmes e programas culturais; os cursos in company voltados para a formação técnica específica do negócio e da gestão adotada pelo Grupo; o estágio interno em todos os setores da empresa, visando conhecer os fluxos e procedimentos internos; e a formação de competências pessoais e gerenciais, com o auxílio de uma profissional que tem sido fundamental para a formação de nossas habilidades e atitudes: Glória Molinari.

A partir de hoje iremos compartilhar situações interessantes do nosso dia-a-dia, dividindo com vocês o processo de amadurecimento profissional que estamos vivenciando. Com certeza, não faltarão novidades no nosso Blog. Estamos sempre atualizando os livros que estamos lendo, o executivo do mês (nosso orador naquele período), publicando as melhores resenhas, atualizando imagens, links e várias informações que consideramos relevantes para os nossos leitores.

O Programa de Trainees é uma experiência bastante interessante.Na verdade, é um caminho de duas vias: dos Trainees com a Empresa e da Empresa com os Trainees. Estamos aprendendo com essa troca, a nos conhecer, a nos deixar formar e a crescer! O Programa é realmente um lapidar de talentos e contamos com vocês durante esse processo!

Obrigada pela visita!

Luana Marques