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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Análise de conjuntura e esse trainee

Já são quase doze meses de Programa Trainee, contando a partir do momento que nos reunimos com as gestoras do programa (Ana Claudia, Gloria Molinari e Fabíola), no Gran Marquise Hotel às 13 horas do dia 06/08/2007. Foi neste dia que fiquei sabendo sobre a prestação de contas (debate sobre os livros lidos no mês) e a análise de conjuntura (análise sócio-econômica do mundo).

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A primeira prestação de contas foi uma novidade, duas pessoas foram sorteadas para resenhar os livros e se saíram muito bem. Após a discussão sobre os livros, iniciamos a análise de conjuntura com a presença do Sr. Eduardo Leite (Superintendente Incorporadora) e do Dr. Hugo Nery (Diretor de Operações). Eu iniciei o debate falando sobre as eleições no Paquistão, mas logo fui indagado sobre os impactos que este fato poderia ocasionar ao mundo. Fiquei branco e logo percebi que não poderia apenas ler uma notícia, mas sim analisá-la, levando em consideração todas as variáveis que circundam o fato.

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Foi uma lição dura, já que escutei inúmeras vezes durante o dia a mesma frase: não venham para cá e “joguem” os fatos sem nenhum conhecimento sobre o mesmo. Alguns trainees se saíram bem, mas eu senti um grande “baque”. Percebi que era totalmente leigo sobre política econômica regional, nacional e mundial, ou seja, se não estudasse muito, continuaria sendo um profissional com uma grande deficiência. A incapacidade de entender o mundo ao meu redor, de saber como a área de atuação na qual estou inserido vem se comportando no mercado e quais são as suas perspectivas.

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Esta incapacidade se transformou em vergonha naquele dia e depois se tornou uma grande vontade em entender sobre o assunto. Lembro-me que comecei a estudar, mas não entendia nada, aos poucos eu fui entendendo alguns conceitos, siglas, acontecimentos do passado para entender o futuro, lendo sobre política monetária, tentando estudar um pouco de tudo. Atualmente, eu continuo sentindo muita dificuldade, mas me sinto mais confiante. Vejo uma evolução, mas percebo que ela ainda esta engatinhando e continuará assim por um bom tempo.

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Eu comecei do zero e apenas há um ano estudo o assunto. Sempre peço orientação e vejo nesta prática uma maneira de me desenvolver. Passei a gostar de conversar sobre o assunto e espero que um dia a análise de conjuntura faça parte do meu dia-a-dia.

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Tiago Becker

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A Revista e a Primeira Disciplina

Nesse sábado, dia 26 de Janeiro, tivemos mais uma prestação de contas dos livros lidos no mês. Achei super interessante a forma como foram conduzidas as discussões a respeito do que havíamos lido nas obras indicadas para Janeiro, no Programa Trainee.

Um dos direcionamentos da Análise de Conjuntura foi relacionar aspectos dos livros que lemos, com a empresa, com os estágios internos e experiências dentro da Marquise. Dentre os livros estava A Quinta Disciplina. Livro de autoria de Peter Senge, aborda as cinco principais disciplinas que precisam ser vivenciadas para garantir o diferencial das empresas.

A primeira delas, que é fundamental porque trata do desenvolvimento do indivíduo, é chamada Domínio Pessoal. É a base para o desenvolvimento da organização, justamente porque o indivíduo é essa célula-base. Tem como fundamento o auto-conhecimento da pessoa, a certeza de suas potencialidades, de seus limites e de sua missão dentro de um contexto. Está atrelado ao reconhecimento da verdade de cada um e potencializa os objetivos e metas de forma mais concreta.

De cara, percebi uma relação desta primeira disciplina com a experiência de desenvolvimento da Revista. Um limite que tenho é a dificuldade de pedir coisas. Qualquer coisa. Até para algo aos meus pais é dificultoso. Sempre quis conseguir tudo do meu jeito e com minhas forças...Mas pedir?!! De jeito nenhum!

Imagina fazer parte da equipe de Marketing e ter que pedir patrocínio para várias empresas?! Foi um desafio! Pode parecer besteira, mas eu estava me rasgando ligando para as empresas, falando com os responsáveis pelo marketing, fazendo toda uma propaganda da Revista, tendo que ligar repetidas vezes... Para mim era um sacrifício!

O melhor de tudo foi superar o limite, reconhecer minha verdade e ver a melhor forma de contorná-la em prol de um objetivo que eu tinha - conseguir o maior número de anunciantes e tornar a revista auto-sustentável. A Revista tinha que acontecer, aquele papel tinha que ser cumprido e eu não podia parar na minha dificuldade ou trocar de papel (o que seria mais fácil). O interessante é que do meio para o fim eu já estava mais adaptada à nova função. Já estava exercitando melhor meu poder de negociação, de “pedir”, e de receber (o que é melhor), e inclusive de receber nãos (como aprendizado).

Importante exercitar o Domínio Pessoal em cada um. Mais importante ainda, quando esse desenvolvimento pessoal é aplicado à realização de metas pessoais e, principalmente, de um grupo, de uma organização.

Luana Marques

domingo, 16 de setembro de 2007

Vida. Eterna análise de Conjuntura.

Assim como o feedback tem sido algo novo e constante no nosso dia-a-dia, outros aspectos foram introduzidos ou vêm sendo aperfeiçoados na nossa rotina como trainees, e não somente, mas têm sido acrescentados para a nossa vida.

- Alguém sabe o que é Análise de Conjuntura? – Essa foi a primeira pergunta que um dos superintendentes da Marquise nos fez no nosso primeiro encontro que leva o mesmo nome. E saber, saber, a gente até sabe, a gente ouve falar, a gente entende, mas na hora da pergunta não encontrei as palavras certas para definir bem direitinho o que seria. Pois é, e nunca pensei que num sábado à tarde eu fosse me sentir tão pequena...Não no sentido da estatura (que eu já sei que sou), mas no sentido do conhecimento. Começando por encontrar a tal definição na minha cabecinha.

Pois bem, segundo o Dicionário de Direitos Humanos, “Conjuntura inclui o conjunto de circunstâncias e características relacionadas à definição de um determinado contexto, que pode ser pessoal, grupal, social, econômico, técnico, ambiental, institucional, municipal, nacional, por exemplo. Fala-se em Análise de Conjuntura, quando são considerados os elementos, as características e as relações que definem o jogo de forças que determinam uma dada realidade. A conjuntura é o ponto de partida para definição de projetos, intervenções e ações de diferentes naturezas. Conjuntura é a realidade com suas múltiplas determinações internas e externas”.

Esta era a resposta! Mas deu pra entendê-la? Lendo assim, pode até ficar complicado de visualizar com clareza, mas a tradução disso tudo pode ser: “Nada na vida da gente, na nossa cidade, no nosso país, no mundo, acontece de forma isolada, acontece pontualmente”. Esta tradução-resumo explica o “eu me sentir pequena”. Percebi o quanto preciso crescer no meu conhecimento e não enxergar os fatos isolados.

Não adianta eu pegar o jornal e ver as notícias do dia sem analisá-las a longo prazo. Quando uma matéria fala sobre a crise financeira dos EUA, por exemplo, imediatamente preciso recorrer a fatos passados para justificá-la e perceber que conseqüência terá para o Brasil e para o mundo no presente e no futuro. Se a matéria aborda o caso do Senado brasileiro, não posso enxergá-la apenas como fato, faz parte de um contexto político e de um contexto histórico. Se não me importo em conhecer os candidatos à prefeitura da minha cidade e analisar suas propostas, posso ter certeza que o que acontecerá no mandato, de bom ou ruim, interferirá diretamente na minha vida. Assim também, a forma como fui educada e as experiências que vivi quando criança, adolescente, jovem, fazem parte de uma conjuntura, são elementos diretamente relacionados com decisões e atitudes que terei quando adulto.

Esses fatos e dados nem sempre são determinantes. Isso é verdade. Mas todos os elementos se inter-relacionam e se influenciam de alguma forma. A conjuntura poderia ser associada à vida (passado, presente, futuro; nascimento, desenvolvimento, morte). A análise da conjuntura seria o estudo da vida de acontecimentos. A vida seria, então, uma eterna análise de conjuntura, cuja análise não é apenas informação, é ponto de partida para decisões.

Luana Marques