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terça-feira, 11 de março de 2008

Perdas Necessárias

Este é o título de um livro difícil de ler, porque diz muitas verdades que desafiam o senso comum. E esta vivência - a das perdas necessárias - foi realidade nossa durante este início de Março.

Em uma só semana ficamos sem três trainees - Ruben, Carlos Eugênio e Catarina. Já havíamos perdido Manoela no início do programa, pois seu projeto pessoal - o casamento - chocou com as exigências do programa, já que o noivo fora transferido para São Paulo. Sentimos, lamentamos a ida dela, mas o que dizer quando o coração fala mais alto?? Vá, Manu, seja feliz!!

E por motivos diversos, em uma semana o desligamento destes três jovens brilhantes, porém com energias e baterias voltadas para outros propósitos. Houve na verdade confluência de objetivos, em que a decisão difícil da Marquise de desligá-los coincidiu com a auto-percepção deles - não dá para levar o Programa como uma atividade paralela, e se ele não é o foco, o desligamento foi a saída mais honesta para todos.

Caros, vocês nos farão falta. O jeito calado do Ruben, que lhe fez merecer o apelido de Silent Ruben, a serenidade do Carlos Eugênio, a incondicional disponibilidade em ajudar da Catarina - só para citar uma característica de cada. Mas estamos serenos, cientes de que estas perdas serão absorvidas como um aprendizado valioso, para todos nós, os que ficam e os que se desligam.

São as tais perdas necessárias...
Gloria Molinari




Post de despedida

Caros leitores, nós três infelizmente não fazemos mais parte do Programa Trainee Marquise. Apesar desse clima de despedida, queremos manter a lembrança não das perdas e dos motivos que nos fizeram optar por deixar o programa, mas dos ganhos que obtivemos enquanto participávamos dele e que iremos levar durante toda a vida.

Queremos lembrar da evolução que tivemos através das habilidades e atitudes, de todo o conhecimento que foi adquirido sobre atividades antes desconhecidas, do hábito da leitura (esse sob duras penas!), de estarmos sempre atentos ao que acontece ao nosso redor no âmbito mundial, nacional e local, do trabalho em equipe, da criação de um negócio (Revista Insight Empresarial) e, sem dúvidas, lembrar também das amizades que cultivamos durante esses meses, afinal, fazíamos parte de um grupo bastante unido.

Falando em cultivar, sabemos que tudo o que aprendemos e ainda iremos aprender fazem parte apenas do começo de nossas carreiras, onde estamos plantando o que queremos colher no nosso futuro profissional. Com certeza, o Programa Trainee Marquise foi uma etapa importante dessa semeadura que, apesar de curta, certamente nos trará retornos satisfatórios.

Queremos agradecer à Marquise por nos proporcionar todo esse aprendizado, aos tutores que nos receberam com disposição para ensinar e a vocês, leitores desse blog, que sempre nos deram atenção. Fica aqui o nosso "muito obrigado"!
Carlos Eugênio, Catarina Guimarães e Ruben da Cunha

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Diversidade de serviços

Não restam dúvidas quanto à importância do setor de serviços para o bom funcionamento de uma economia. Imaginem o que seria da China sem o serviço de transporte de matérias-primas e escoamento de sua produção mundo afora, ou como nossa vida seria muito mais difícil sem distribuição de energia, coleta de lixo e telefonia. Será que conseguiríamos abrir mão dos serviços mais básicos que hoje já fazem parte da nossa rotina, como entrega de medicamentos em domicílio, restaurantes e lava-jato?

Muita discussão existe sobre o que prevalece, se os serviços só existem para que um produto chegue ao consumidor, ou se os produtos são apenas instrumentos para a prestação de serviços. O que importa é que quanto mais desenvolvida é uma sociedade, maior é a quantidade de serviços demandados e ofertados. Vejam o caso dos Estados Unidos: 80% dos postos de trabalho estão neste setor, mesmo sendo um país notadamente consumista de produtos manufaturados. É a prova da relevância desse tipo de atividade.

Dois motivos podem explicar esse fenômeno. Primeiro: na Era Industrial, a oferta de empregos nas fábricas levou muitas pessoas a trabalharem nesse setor e, com a modernização das plantas industriais, com a máquina ocupando o espaço do homem, a oportunidade de emprego migrou para a prestação de serviços, além da necessidade natural causada pelo desenvolvimento, que fez surgir novos serviços e que outros fossem aprimorados. Segundo: as tendências sociais norte-americanas, como o envelhecimento da população, o aumento da quantidade de pessoas solteiras e o corre-corre característico das grandes cidades, juntas, aumentaram a demanda por serviços cada vez mais indispensáveis e enraizados na cultura americana.

O Brasil segue esse ritmo, e com um fator a mais, nunca teve uma economia muito baseada na indústria. Hoje contratamos com muita naturalidade serviços jamais imaginados. E tem mais, a qualidade e adequação às expectativas dos clientes nunca foram tão cobradas como atualmente. Esse é o fruto da inovação (não posso deixar de lado a criatividade do brasileiro) e do processo de desenvolvimento pelo qual o país está passando.

Ruben da Cunha

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Fazendo algo diferente

Todo ano esse diálogo se repete:

- Vai para onde no carnaval?
- Para um retiro!
- Retiro???

Pois é, as pessoas estão acostumadas a fazer sempre as mesmas coisas, e quando alguém faz algo diferente todos acham estranho. Como estou vivendo um momento no qual tudo gira em torno do meio empresarial, isso me levou a pensar em como muitas empresas não fazem questão de inovar e tentar produtos ou métodos diferentes.

No ambiente corporativo, quem não inova fica pra trás, mas quem sempre busca soluções criativas está um passo à frente da concorrência. Seguir tendências não torna uma empresa inovadora, e sim copiadora, mas copiar modelos pré-determinados pode ser mais perigoso que andar na contramão de todos.

No caso do retiro, tenho em mente que é o melhor lugar para o meu carnaval, para o de outra pessoa pode não ser. O importante é estar sempre atento às necessidades individuais e momentâneas e tentar supri-las, caso contrário seria como atirar no escuro, buscando coisas de que não preciso.

Fiquemos então sempre inconformados com nossa situação atual, buscando sempre mudar, e para melhor. Tenhamos cuidado apenas para não mudar apenas por mudar, e para não fazer mudanças desnecessárias, o que nos deixa vulneráveis.

Ruben da Cunha

domingo, 20 de janeiro de 2008

Nosso Sábado

Muitas pessoas aproveitam o Sábado para passear, curtir uma praia, sair com os amigos ou até resolver algumas pendências remanescentes de uma semana corrida. Para nós, Trainees Marquise, esse dia deixou de ser utilizado para lazer e passou a ser preenchido com cursos, prestação de contas dos livros que lemos, análises de conjuntura e até com reuniões a respeito das nossas atividades em grupo. No começo era um sofrimento, acordar cedo, não poder chegar tarde em casa na sexta à noite, além da inveja dos amigos e familiares por poderem viajar, curtir o final de semana, e nós não.

Mas tudo isso vale a pena, especialmente pelos cursos que já tivemos até agora. Negociação, Contabilidade, Finanças, Marketing,... além dos muitos outros que virão pela frente. É uma grande oportunidade de ter uma formação completa e de adquirir conhecimentos dos mais variáveis, por exemplo: em que lugar as estudantes de Arquitetura têm a oportunidade de serem treinadas em Finanças? E os de Engenharia em Gestão de Marketing? Todos esses treinamentos fazem parte de um programa de formação de líderes e capacitação para a tomada de decisões nos mais diversos âmbitos.

Todo esse esforço, as noites mal dormidas, os finais de semana perdidos, o cansaço, fazemos tudo isso em virtude de um desejo maior, a busca pelo crescimento profissional e pessoal. O lazer e a vida social ficam comprometidos por enquanto, visando um futuro promissor que nos aguarda. Aliás, ele espera por todos, basta que nos preparemos a tempo para alcançá-lo.

Ruben da Cunha

sábado, 5 de janeiro de 2008

Atenção: 513 chamando!

Atualmente estou no setor do Tráfego da Ecofor e pude passar um dia inteiro operando o rádio de comunicação entre a base, os fiscais e os motoristas. Percebi que, apesar de simples operação, a prática e a familiarização com o equipamento são essenciais para levar bem esse trabalho no qual os operadores se revezam 24 horas por dia para manter em ordem a comunicação entre as partes.

A primeira transmissão de rádio no Brasil ocorreu no nosso centenário da Independência, em 7 de Setembro de 1922, com um discurso do então presidente Epitácio Pessoa. Hoje, 85 anos depois, apesar de não assustar mais tanta gente, é uma ferramenta incrível que continua sendo amplamente utilizada na polícia, nas frotas de táxi, equipes de segurança e também… na limpeza urbana.

É um equipamento relativamente barato, de fácil operação, que não gera reclamações às operadoras de telefonia (conseqüentemente menos dores de cabeça) e que tem sobrevivido ao rápido avanço tecnológico que estamos vivendo hoje em dia. E o efeito?... Ainda está para surgir um equipamento tão prático e rápido que o substitua.

Queria aproveitar a ocasião e elogiar a equipe do rádio da Ecofor pela versatilidade exigida e pelo comprometimento com que essa atividade é executada, não podendo desgrudar um minuto sequer do comunicador. Essa ferramenta tem auxiliado bastante a operação e a comunicação entre os funcionários. Copiou?

Ruben da Cunha

sábado, 22 de dezembro de 2007

Retrospectiva

Menos abrangente, porém, para nós trainees, não menos importante que as retrospectivas que as emissoras de TV fazem religiosamente no último dia de cada ano, relembrarei nossos preciosos e fiéis leitores da experiência que vivemos este ano desde o mês de Agosto.

Até agora se passaram menos de 5 meses desde o início do Programa Trainee, mas tão intensos que nem parece tão pouco tempo. Todos os livros que lemos, as formações comportamentais, atividades desenvolvidas, os setores do Job Rotation, conhecimentos adquiridos e a união gerada entre o grupo fazem esses 5 meses parecerem um ano inteiro! No início me disseram que eram necessárias duas características importantes para me dar bem no programa: Foco e Imersão. E era verdade (os outros 14 não me deixam mentir)! Foram tantas realizações, coisas que eu nem me imaginava capaz de realizá-las.

O importante para atingir as metas estipuladas é dar o primeiro passo, não precisa ser tão longo, mas a decisão seguida da atitude e da continuidade leva ao sucesso. Nós demos nosso primeiro passo rumo ao futuro profissional, é verdade que muito brusco para alguns, mas não impossível. Espero que vocês que fizeram metas espetaculares para 2007 e não conseguiram atingi-las não desanimem, ainda teremos vários reveillons pela frente para reorganizar os objetivos e também vários anos para tentar alcançá-los, mas tente não deixar para depois, realize agora!

Para você que, em 2007, conseguiu atingir todas as metas estabelecidas no final de 2006, parabéns! Mas não fique na mesmice. Estipule metas mais ousadas, ou até algumas mais simples, mas não fique parado, seja uma pessoa melhor. Para você que não alcançou, reveja suas metas. Emagreça aqueles quilinhos. Estude mais no próximo ano. Pratique aquele esporte. Cresça profissionalmente. Faça aquele curso. Troque de carro. Passe mais tempo com a sua família. Faça aquela viagem. É possível. Desculpem-me a redundância, mas para começar, basta o primeiro passo.

Ruben da Cunha

sábado, 8 de dezembro de 2007

Provas X Trabalhos

Há duas semanas começou a bateria de provas para o encerramento do semestre na faculdade, e tem sido um sufoco conciliar as atividades da graduação com as do Programa Trainee. Isso porque alguns professores, achando pouco, decidiram solicitar trabalhos no lugar das tradicionais e temidas provas, o que complicou minha vida, devido à quantidade de resenhas, relatórios e atividades da revista com prazo apertado (e ainda dizem por aí que estamos loooonge do nosso limite!). Mas o objetivo aqui não é esse, e sim verificar se as “atuais” formas de avaliação de desempenho são eficientes.

No meu caso, atualmente, tem sido muito mais fácil prestar bem atenção às aulas, estudar um pouco e tudo (ou quase tudo) se desenrola na hora da prova. Mas até que ponto os professores conseguirão avaliar se serei um bom Engenheiro, se não observam meu comportamento, minhas atitudes, o trabalho em equipe, a tomada de decisões e outros fatores que mostram a real capacidade de um profissional? Não estou dizendo que conhecer a técnica não é importante, mas ela sozinha não me tornará um excelente profissional.

As provas escritas não conseguem mostrar essas características importantes, apenas avaliam o desempenho acadêmico, e até a técnica fica um pouco comprometida se levarmos em consideração que muita coisa é apenas “decoreba”. Se hoje me fizerem algumas perguntas das provas de 2 ou 3 semestres atrás, certamente muita coisa não saberei responder de bate-pronto, talvez outras saberei apenas de longe do que se trata.

O que deve acontecer realmente é um acompanhamento de perto por parte dos professores, assim como os nossos tutores na Marquise fazem quando passamos pelos setores, avaliando o perfil do futuro profissional por completo e não apenas o conhecimento adquirido. Em uma disciplina da faculdade não temos como alterar uma nota obtida, a não ser deixando para o semestre seguinte, mas as notas de comportamento e atitudes, essas podem ser melhoradas a partir de avaliações bem feitas aliadas à vontade de crescimento.

Ruben da Cunha

sábado, 24 de novembro de 2007

Um olhar crítico


Além de todos os conhecimentos adquiridos que meus colegas trainees já comentaram aqui nesse blog, mais uma habilidade está sendo contruída em nós: a criticidade. Ela é responsável por nos dar uma identidade, pois começamos a analisar os fatos sob uma nova ótica.

Desde o início do Programa Trainee tenho exercitado essa minha capacidade de não ser levado por comentários alheios quando vou assistir a um filme ou ler um livro e sim confiar em minhas próprias percepções. Isso tem gerado em mim até um maior senso de cidadania.

Certo dia, assistindo a um telejornal, me peguei resmungando sozinho: "O que esse cara quer ganhar com isso? Isso não tem nada a ver!" Era um desses sensacionalistas que mostram um problemão quando na verdade é apenas a pontinha de um problema maior.

Não podemos nos deixar levar por qualquer vento de informações e perder a nossa capacidade de indignação. Temos que construir o nosso próprio raciocínio e analisar os fatores desconhecidos ou até escondidos por trás das notícias e produções literárias. Às vezes o óbvio pode não ser a realidade, ela pode necessitar de uma análise mais apurada. Não podemos ter um pensamento mecânico, mas devemos fugir dos modelos pré-concebidos e buscar novas soluções para problemas conhecidos.

Não quero com isso me tornar um revolucionário, apenas quero entender o real "porquê" das coisas (e acho que você deveria fazer o mesmo!). Aqui no blog tem um espaço para você exercitar essa habilidade, o campo de comentários. Utilize-o não apenas para elogiar os textos, mas também para criticar as idéias apresentadas que você discorda, pois estamos abertos a novas idéias. Com certeza ajudará você a formar o seu senso crítico e a nós, enriquecendo nossas discussões. Participe!

Ruben da Cunha

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Endomarketing

Um dia desses li uma frase de Philip Kotler, autoridade mundial em marketing, que dizia o seguinte: “Não faz sentido prometer serviço excelente antes de os funcionários da empresa estarem prontos para fornecer”.

Os colaboradores devem ser os primeiros clientes dos bens, serviços e campanhas de marketing externo. Com todos os funcionários a par do negócio da empresa, motivados, bem treinados, bem remunerados e valorizados em suas profissões, a produtividade cresce significativamente. Com produção elevada e excelência operacional a empresa se torna mais competitiva.

Na área de limpeza urbana podemos notar com facilidade a importância da valorização dos coletores (geralmente esquecidos pela sociedade), motoristas, mecânicos, varredores,... Quando eles recebem inúmeros benefícios, salário em dia, bom ambiente de trabalho e sabem da importância dos seus trabalhos, a motivação é real e a qualidade é percebida pelos clientes.

Todas as ações de endomarketing são dirigidas ao público interno, mas o resultado é gerado no mercado, daí a importância de o pessoal de marketing olhar primeiro para dentro da empresa.

Ruben da Cunha Gonçalves

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Comunicação eficaz

A comunicação interna de uma empresa é algo que não contempla apenas Presidentes e Diretores, mas todos devem estar envolvidos para que os objetivos da corporação sejam alcançados. Não apenas a imagem da empresa perante o público, mas as informações internas também devem ser repassadas de forma clara e transparente para que se obtenham resultados efetivos.

Um dos principais problemas causados pela comunicação ineficiente é a falta de motivação e de envolvimento dos funcionários com a missão da empresa. A ausência de uma “linguagem de gestão” deixa os funcionários perdidos no tempo e no espaço, sem saber o que fazer. O investimento em comunicação interna não necessita ser elevado, na verdade é bem baixo, mas gera um retorno significativo.

Marlene Marchiori, palestrante da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), afirma que apesar de vivermos em um mundo altamente tecnológico, o sucesso de um empreendimento está centrado nas pessoas, que é realmente quem toma as decisões. Os problemas tecnológicos são facilmente resolvidos, basta chamar um técnico, mas problemas de comunicação, esses sim dependem de uma mudança radical na cultura de uma companhia.

Os diversos setores de uma empresa não conseguem trabalhar isoladamente, são dependentes de informações de outros setores. Essa sinergia só acontece quando há comunicação real entre eles, e faz com que os serviços sejam mais eficientes e torne a companhia mais competitiva no mercado.

Ruben da Cunha Gonçalves

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Agora é que são elas!

Estamos vivendo hoje um momento propício para as mulheres se afirmarem como capazes de assumir posições de destaque na sociedade. E não estou falando de revoluções, de queimar os sutiãs. São mulheres que estão conquistando seus espaços através da capacitação e ideais definidos. Aos poucos uma nova geração de mulheres está conquistando o poder, fato improvável até pouco tempo.

Hoje temos vários exemplos de mulheres com posições políticas importantes. Angela Merkel (1ª Chanceler da Alemanha), Ellen Johnson (Presidente da Libéria) e Michelle Bachelet (Presidente do Chile) são apenas alguns deles. Nas Filipinas as mulheres ocupam mais da metade dos cargos legisladores.

No Brasil, em 2006, Ellen Gracie Northfleet foi eleita a primeira presidente mulher do Supremo Tribunal Federal. No senado, atualmente elas estão representadas por apenas nove de um total de setenta e um senadores, número que vem crescendo a cada eleição e que tende a aumentar ainda mais.

A lei n°9504 – de 30.09.96, que garante que 30% das vagas nos partidos políticos sejam destinadas às mulheres, não está sendo utilizada por elas, que só ocupam 10% em média. Não é por falta de preparo em assuntos políticos, econômicos ou sociais do país que não há mulheres no poder. Alguns estudos apontam que os principais motivos para a distância entre elas e a política é o medo, a falta de recursos próprios (e de terceiros) e o desinteresse.

Já que no Brasil a maioria das ações sociais e ONG’s são coordenadas por mulheres e geram grandes resultados, muitas das questões sociais poderiam ser resolvidas (ou amenizadas) com o “know-how” dessas guerreiras se elas se dispusessem a assumir posições no Governo. Cabe a nós, eleitores, acabarmos com esse preconceito de que mulher é boa para cozinhar e não para governar.

Ruben da Cunha

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Todos Somos Criativos

Você concorda com esse título? Ou seria melhor colocar: Todos podemos ser criativos? Pois todos nascemos potencialmente criativos e desenvolvemos esse potencial no decorrer da vida.

Há cerca de duas semanas pudemos acompanhar o recorde de comentários em uma postagem desse blog. A força do querer, escrito pela trainee Catarina Guimarães recebeu muitos elogios pela criatividade, forma de escrita, e relacionamento dos fatos. A quebra do paradigma de escrever como se fosse uma notícia foi um sucesso e marcou o blog.

Para Cave (1999), a criatividade é a tradução dos talentos humanos para uma realidade exterior que seja nova e útil. Não basta apenas que uma idéia seja nova, também é necessário que ela seja apropriada à situação.

Mas como medi-la? Isso é possível? Será que existe um QC – Quociente de Criatividade? Certa vez o grande físico alemão Albert Einstein citou: “Não sou mais inteligente do que ninguém, sou apenas a pessoa mais curiosa que conheço.”

Grandes são os obstáculos que nos tentam impedir de ter novas idéias, mas que são possíveis de quebrá-los:
- Temos dificuldade em verificar nossa criatividade nos atos simples da vida;
- O grande apego aos paradigmas;
- Tendência a fugir do novo;
- Punimos os nossos erros, ao invés de tentar aprender com eles.

O programa Trainee da Marquise tem sido ao mesmo tempo um desafio e um incentivo à criatividade dos participantes. A leitura de quatro livros por mês, jornais e revistas e a produção de resenhas são um grande passo para o desenvolvimento da criatividade. Os estágios internos nos diversos setores da empresa nos levam a enxergar diferente o que todos vêem da mesma forma. As postagens nesse blog fazem com que divulguemos nossas idéias ao público.

Concluirei esse texto deixando uma frase que nos motive a buscar a criatividade, mesmo que nas pequenas coisas da vida:
“Quando a mente de uma pessoa expande-se ao criar uma nova idéia, nunca mais voltará à sua dimensão original”.
Oliver Wendell Holmes

Ruben da Cunha Gonçalves