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sábado, 13 de outubro de 2007

O poder da imaginação!

A imaginação humana é em geral muito fértil. Especialmente quando o cenário externo contribui para essa criatividade fantasiosa e excessiva! :-P

Já abordamos aqui o assunto criatividade em toda sua tradução positiva, mas e o lado “obscuro” da nossa criatividade? Aquele que faz pequenas coisas parecerem um bicho-de-sete-cabeças e deixa nossa mente vagar por entre os mais diversos, tolos, sórdidos, temíveis, alegres, rancorosos, simples e complexos caminhos sobre determinadas situações, o que podemos falar dele?

O ser humano por natureza é um bicho desconfiado, ainda mais se envolver algum tipo de perda na situação! Essa perda pode ser material, afetiva, moral... Não importa o gênero, mas sim o resultado incontestável, de devaneio – para não dizer “viagem” mesmo! – , que a possibilidade do surgimento desta sensação desperta na maioria das pessoas. Aí meu amigo a cabeça começa a girar, você imagina “n” situações diferentes, pensa nas conseqüências, no que irá dizer... Aff! Chega cansei! (hahaa). E quando percebe nem sequer se dá conta de como chegou até aquelas idéias malucas de tantas voltas que deu até chegar nelas!!

Quem nunca se viu completamente desconcentrado enquanto deveria estar “ligado” em uma aula, ou conversa? Você deveria fazer aquele trabalho importantíssimo, está com o livro aberto diante de seus olhos e, no entanto, seus pensamentos insistem em desobedecê-lo vagando do norte ao sul, do leste ao oeste de sua cabeça... Quem nunca se viu numa situação assim que atire a primeira pedra! (Não levem a sério!)

Para mim esse é o lado obscuro da criatividade. É quando ao invés de ajudar ela atrapalha sua concentração nas horas mais cruciais dos seus dias. E o pior de tudo é que, ao meu ver, ele é quase incontrolável! Por maior que sejam os esforços para mantêr a concentração parece que pagamos um “ticket” de embarque, porém só de ida meu caro amigo!, com destino ao mundo do nada onde tudo se passa dando voltas e mais voltas na sua cabeça, sem parar. Abriram a porteira e o touro da imaginação, indomado, bufa e galopeia seguro de si domando o toureiro que deveria domá-lo.

É. Preciso confessar que este artigo é o mais puro reflexo de sentimentos particulares... De necessidades pessoais de “domar” e “tanger” no sentido desejado minha criatividade. Entretanto, vejo sua importância, pois ao compartilhá-lo é provável que muitos se identifiquem e que a partir do que leram decidam ter uma relação diferente com sua desconcentração. Ela pode parecer mais displicente do que na verdade é, entretanto é apenas sua criatividade precisando de regras claras e horários definidos como uma criança precisa dos limites impostos pelos pais. Boa sorte e usem a criatividade da melhor maneira possível e façam ela trabalhar para vocês e não contra vocês!

Catarina Guimarães

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Agora é que são elas!

Estamos vivendo hoje um momento propício para as mulheres se afirmarem como capazes de assumir posições de destaque na sociedade. E não estou falando de revoluções, de queimar os sutiãs. São mulheres que estão conquistando seus espaços através da capacitação e ideais definidos. Aos poucos uma nova geração de mulheres está conquistando o poder, fato improvável até pouco tempo.

Hoje temos vários exemplos de mulheres com posições políticas importantes. Angela Merkel (1ª Chanceler da Alemanha), Ellen Johnson (Presidente da Libéria) e Michelle Bachelet (Presidente do Chile) são apenas alguns deles. Nas Filipinas as mulheres ocupam mais da metade dos cargos legisladores.

No Brasil, em 2006, Ellen Gracie Northfleet foi eleita a primeira presidente mulher do Supremo Tribunal Federal. No senado, atualmente elas estão representadas por apenas nove de um total de setenta e um senadores, número que vem crescendo a cada eleição e que tende a aumentar ainda mais.

A lei n°9504 – de 30.09.96, que garante que 30% das vagas nos partidos políticos sejam destinadas às mulheres, não está sendo utilizada por elas, que só ocupam 10% em média. Não é por falta de preparo em assuntos políticos, econômicos ou sociais do país que não há mulheres no poder. Alguns estudos apontam que os principais motivos para a distância entre elas e a política é o medo, a falta de recursos próprios (e de terceiros) e o desinteresse.

Já que no Brasil a maioria das ações sociais e ONG’s são coordenadas por mulheres e geram grandes resultados, muitas das questões sociais poderiam ser resolvidas (ou amenizadas) com o “know-how” dessas guerreiras se elas se dispusessem a assumir posições no Governo. Cabe a nós, eleitores, acabarmos com esse preconceito de que mulher é boa para cozinhar e não para governar.

Ruben da Cunha