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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Revolta, Choque e Emoção

Novamente voltamos ao assunto de violência, infelizmente não tem como escapar dele. Domingo, dia 27 de julho, fui ao aniversário de 1 ano de um parente. A festa, ocorrida em um buffet infantil, transcorria perfeitamente até que escuto 3 tiros.
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Logo em seguida vejo as pessoas se movimentando desesperadamente, todas buscando alguma forma de se proteger. Foram minutos de verdadeiro terror, em que a incerteza dos fatos me deixou com uma angustia indescritível e eu só conseguia pensar onde estavam todos da minha família.
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Logo começaram a chegar as primeiras informações. Os assaltantes queriam entrar no buffet, mas como o segurança tinha reagido, eles tinham matado-o. O desespero tomou proporções ainda maiores.
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Minutos depois o caos estava armado. Viaturas da ronda, carro da perícia, ambulância, imprensa e curiosos. Dentro do buffet a alegria e a beleza da festa cederam lugar à revolta, ao choque, à emoção e, principalmente, à incredulidade.
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Um homem morto. Difícil acreditar nisso. Mais difícil ainda é acreditar que episódios como esse vem acontecendo com uma freqüência cada vez maior, e cada vez mais perto de nós. Dedico este texto em homenagem a ele, um rapaz de 26 anos, com uma filha de apenas 2 meses, que saiu de casa para trabalhar e acabou morrendo para nos proteger.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Até quando?

A morte de inocentes por policiais militares vem se tornando notícia cada vez mais freqüente na vida de milhões de brasileiros. A última ocorreu na terça-feira, quando um administrador de empresas, vítima de um seqüestro relâmpago, foi morto ao final de uma perseguição policial, após ter o carro atingido por ao menos dez tiros disparados por policiais militares.

Essa frequência absurda com que operações desastrosas da PM vêm ocorrendo leva a sociedade a uma grande questão: Quem são os culpados? Uma dúvida que provavelmente permancerá causando revolta, pois dentre as milhares de contradições existentes nos depoimentos das pessoas envolvidas não se chega a nenhuma conclusão.

Diante de todas essas consecutivas tragédias, é verdade que os culpados não podem ficar impunes, porém, a minha dúvida é outra, o que fazer para mudar esse cenário? Será que treinamento é suficiente ou é preciso também uma mudança de mentalidade ou, quem sabe, uma maior penalidade por parte da “justiça” desse país, se é que podemos chamá-la assim.

A verdade é que, hoje em dia, a prioridade claramente não é a preservação da vida. Enquanto isso, inocentes vão pagando por bandidos, vidas vão sendo roubadas e famílias destruídas por ações inconseqüentes de “nossos defensores”.
Jaqueline Barsi

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Antes tarde do que nunca

O governo decidiu endurecer as penas aos irresponsáveis que insistem em dirigir depois de consumir bebidas alcoólicas. A lei da tolerância zero, aplicada sobre o consumo de álcool para quem dirige, tem causado grande polêmica e dado margem para diferentes interpretações.

Antes, um motorista podia ter até 0,6 gramas de álcool por litro de sangue, o equivalente a dois copos de cerveja. Após a implementação dessa lei, os motoristas flagrados excedendo o limite de 0,2 gramas de álcool por litro de sangue devem pagar uma multa de R$ 957 e ter a habilitação suspensa por um ano. Vale ressaltar que esse valor é atingido por quem bebe uma única lata de cerveja ou uma taça de vinho.

Quem for apanhado pelo bafômetro com mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue, marca alcançada após o consumo de três latas de cerveja, corre o risco inclusive de ser preso.

Exagero? Você pode pensar assim... Mas, para ser sincera, em casos como esses quando existem vidas em jogo, é melhor pecar por excesso de exagero do que por falta dele. Enquanto isso, espero para ver o dia em que existirá nesse país a lei da tolerância zero para a fome, miséria e corrupção. Essa já passou da hora, mas como diz o ditado, “antes tarde do que nunca”.

Jaqueline Barsi

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O tempo voa

Todas as manhãs quando acordo, o primeiro pensamento que me vem à cabeça são as responsabilidades que terei durante aquele dia...logo, o segundo pensamento é a vontade de dormir mais um pouco, mas como isso não é possível, procuro me planejar para conseguir realizar todas as tarefas dentro do tempo disponível.

Como o dia tem 24 horas e eu procuro dormir pelo menos 7 horas por noite, me restam 17 horas. Com as aulas da faculdade que ocupam 4 horas pela manhã e 2 horas pela noite, as segundas e quarta-feira, me restam 11 horas. No estágio, são mais 5 horas de trabalho durante a tarde e então, ao sair, depois das seis horas da noite, procuro resolver as pendências que me restam, estudar para as provas da faculdade, ler os livros do programa, fazer as resenhas, resolver pendências da revista, ir para a academia e jantar porque ninguém é de ferro.

Ao final do dia, quando às 24 horas parecem ter voado e eu estou morta de cansada, vem aquela vontade que o meu dia tivesse um pouquinho mais de tempo. No entanto, enquanto meu desejo continua sendo apenas um desejo, só me resta fazer um bom uso do meu tempo, pois, como diz o ditado, “time is money”, portanto, ele deve ser muito bem aproveit....ZzzzZZzzz...
Jaqueline Barsi

terça-feira, 3 de junho de 2008

Meu estágio na Marquise

Faz um tempo que não escrevo sobre minha jornada na Marquise. Ultimamente tive a oportunidade de conhecer pessoas brilhantes e diversos setores, onde pude aprender um pouco sobre a rotina de trabalho dos funcionários na Matriz. Desde que cheguei ao escritório passei pela Contabilidade, Financeiro, Recursos Humanos e nessa semana estou no setor de Tecnologia da Informação.

A diversidade entre as áreas proporciona um crescimento único e enriquecedor em cada momento. Aprender na prática é muito mais envolvente que na teoria, não desmerecendo a faculdade de administração, mas nada se compara à vivência e experiência da prática no ambiente de trabalho.

Além disso, esta sendo importante conhecer o “clima de trabalho” que faz parte do dia-a-dia das pessoas. Além dos processos e atividades de cada setor, existem outros conhecimentos também essenciais a serem aprendidos. Observar as lideranças e os liderados em sua rotina é uma tarefa diária que nos ensina sobre comportamento, postura e relacionamento.

Aprender, observar, refletir, absorver, enfim...tirar lições sobre tudo o que se passa ao meu redor tem tornado essa experiência profissional gratificante e tem me ensinado que o crescimento de hoje nos ajuda a sermos pessoas melhores no amanhã.
Jaqueline Barsi

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Como você enxerga nosso blog?


Nosso blog é uma forma de nos comunicarmos com vocês, leitores, diariamente. É importante que essa comunicação seja uma via de mão dupla. Só assim poderemos saber se estamos conseguindo atingir nosso objetivo. A maioria das pessoas utiliza o blog como um diário pessoal, nós o utilizamos não só como um diário, mas também como um desabafo, uma reflexão e como uma forma de trocarmos opinião e transmitirmos conhecimentos que estamos adquirindo na vida pessoal e profissional ao longo dessa jornada dentro da escola Marquise.

A intenção do nosso blog é transmitir informações úteis e diversas que possibilitem aprendizado e reflexão aos leitores de forma leve e objetiva. Aqui você encontrará diferentes tipos de temas, com linguagens e pontos de vista diferenciados. O blog é escrito diariamente por 11 “cabeças pensantes” que procuram informar a vocês um pouco sobre nosso dia-a-dia, mas também conteúdos sobre administração, arquitetura, engenharia, economia, infra-estrutura, entre outros temas.

Nosso objetivo é alcançar e manter o maior número leitores que se identifiquem com os assuntos e a linguagem por nós utilizada. Espero que essa breve leitura de hoje seja encarada por vocês como uma oportunidade de feedback de todos com relação ao nosso blog, seja sobre a estrutura, o conteúdo ou a linguagem, as opiniões de vocês são importantes e nos enriquecem. Como você enxerga nosso blog?

Jaqueline Barsi

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Para reflexão

Estudo revela que 15,7% dos moradores de rua vivem de esmola no Brasil, segundo pesquisa feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O levantamento entrevistou 31.922 pessoas em 71 cidades, com mais de 300 mil habitantes. Um estudo como esse nos mostra o quanto somos complacentes com toda a situação de miséria que atinge milhares de brasileiros diariamente.

Compaixão, pena, culpa, medo... Sejam quais forem os motivos que nos levam a abrir a carteira para dar dinheiro a um desconhecido, o fato é que estamos sustentando vidas a cada esmola que damos. Mas não somente vidas, ao agirmos dessa forma, estamos sustentando a idéia de que viver a custa dos outros seja mais fácil do que trabalhar pelo próprio sustento.

Que tipo de esperança resta aos que pedem esmola? Todos merecemos uma vida digna, mas as oportunidades não são iguais para todos. Cruzar os braços esperando o improvável ou estender as mãos para pedir ou dar esmolas não é buscar, nem dar oportunidades, pois isso não vai mudar essa situação.

E que outras atitudes podemos tomar para mudar tal cenário? Talvez a primeira seja criarmos consciência de que a pobreza não será mudada com atitudes imediatistas. É necessário muito mais do que boas e fáceis intenções. É necessário um compromisso com os valores de igualdade social, uma política econômica adequada, um setor público eficiente e responsável no uso dos recursos que recebe da sociedade e uma sociedade comprometida com a responsabilidade de justiça social no longo prazo.

Jaqueline Barsi

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Como anda a sua inteligência emocional?

Gostaria de compartilhar com vocês a leitura de um livro excelente chamado “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman. Ao ver o título o interesse não me despertou, mas ao longo da leitura, o envolvimento com o assunto é inevitável.

O livro aborda questões sobre quociente intelectual e quociente emocional. Sua teoria nos mostra até que ponto devemos permitir que a emoção interfira em nossos comportamentos e atitudes e como adequá-las à nossa realidade.

Em qualquer relacionamento, seja ele pessoal ou profissional, devemos respeitar as diferenças e saber lidar com os limites das pessoas. Muitas vezes a impulsividade toma conta de nós e agimos antes de pensar e depois nos arrependemos de nossas atitudes. Só que não podemos voltar no tempo, então, para que o arrependimento não tome conta de nós, podemos aprender a equilibrar emoção e razão em nossas relações.

Essa leitura imperdível nos mostrar que tanto a impulsividade, como outras formas de expressar os sentimentos podem e devem ser equilibradas. O livro nos mostra que não devemos ser vítimas de nossas emoções. Temos total poder para controlá-las através da inteligência emocional.

A autoconsciência e o autocontrole são fundamentais em nossas vidas para que tenhamos um bom relacionamento interpessoal e para que saibamos estabelecer relações humanas verdadeiramente significativas e duradouras.

Jaqueline Barsi.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Onde iremos chegar?

“Eu resolvi começar a matar... Daí eu não parei mais”, conta o rapaz.

O que leva um adolescente de 16 anos a assumir a morte de 12 pessoas?
“Ele aperta o gatilho com extrema facilidade e parece até que ele não tem noção do que é uma morte”, afirma o delegado Enizaldo José Plentz.
“A polícia afirma já ter provas do envolvimento dele em seis assassinatos. A última vítima do adolescente foi Elúcio Miranda Ramires, de 39 anos, morto na segunda-feira passada com 20 tiros. O comerciante teria proibido a entrada dele em um bar.”

Ao ver essa reportagem no domingo no programa Fantástico transmitido pela Rede Globo uma série de perguntas me veio à cabeça...
Onde esse mundo vai parar?
O que um ser humano é capaz de fazer?
Em quem se pode confiar?
Onde estão os valores das pessoas, a ética, o moral, o respeito ao próximo, o respeito à vida? Quais são os limites?
O que são as causas?
Quem são os culpados?
Quem será a próxima vítima?

Assassinatos, guerras, violência, estamos indo de mal a pior. Como será a geração de nossos filhos, netos e bisnetos? Será que eles poderão viver a beleza da vida como diz a música de Gonzaguinha...
“Eu fico com a pureza da resposta das crianças... É a vida, é bonita... E é bonita...”

Será que a vida ainda será bonita para eles?

O que posso fazer é alimentar a esperança. O medo e a revolta não resolvem os problemas do mundo, posso deixar essa herança: a esperança! É ela quem liberta. O medo é cúmplice e eu não posso desanimar!

Prefiro acreditar que o mundo pode ser diferente. A começar por mim. Não posso deixar que a beleza da minha vida esteja nas mãos de outrem...

Jaqueline Barsi

segunda-feira, 17 de março de 2008

Saiba mais sobre os trainees

Aos sábados, alguns vão a praia, outros aproveitam para descansar, dormir ou praticar um esporte, enquanto os trainees da Marquise também se exercitam, só que de um modo um pouco diferente. Estou me referindo ao exercício do pensamento, do raciocínio, da interpretação, do diálogo, da crítica, da escuta, da postura e da fala.

Esse final de semana houve a prestação de contas dos livros do mês, momento em que os trainees são sorteados, um para cada livro, para expor sua interpretação e visão crítica com relação à leitura. Além disso, em outro momento, também somos sorteados para fazermos uma apresentação sobre um tema aleatório, de escolha de cada um, sendo que somos filmados e analisados pelo grupo. A intenção é que sejamos treinados para ter uma maior fluência e postura profissional diante do público. Outra atividade que nos agrega um grande conhecimento, é a conjuntura econômica, momento em que os trainees junto aos tutores analisam fatos e acontecimentos do Mundo, Brasil, Ceará e Fortaleza seguindo essa ordem.


Momentos como esses são muito ricos, pois a troca de conhecimento é intensa e o aprendizado é contínuo, em todos os aspectos. Somos treinados com relação a tudo que se espera de uma liderança, não somente habilidades técnicas, mas também as comportamentais, importantes para todo líder.

O crescimento, diferente do que as pessoas pensam, vai muito além do desenvolvimento profissional. O programa nos proporciona um auto-conhecimento que nos leva a um profundo crescimento pessoal.

O trabalho em equipe, a leitura, as discussões e o conhecimento nos amadurece a cada dia que passa, nos ensina a lidar com diferenças, a respeitar limites, a aprender com erros, a superar dificuldades, a ajudar aos outros e a aprender a sermos seres humanos realmente mais humanos.

Jaqueline Barsi

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Origem e Curiosidades do Carnaval

Nada mais propício do que falar sobre o carnaval nessa data. Essa tão famosa festa, além de muita alegria, dança, música, bebida, fantasia e curtição, tem várias curiosidades. Saiba um pouco mais sobre a origem do carnaval e algumas curiosidades dessa data tão comemorada por nós brasileiros.

O carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar que tem suas origens na antiguidade e recuperadas pelo cristianismo, que começa no dia de Reis e acaba na quarta-feira de cinzas, às vésperas da quaresma. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale" dando origem ao termo "carnaval".

Para alguns pesquisadores o carnaval tem raízes históricas que remontam aos bacanais e aos festejos similares em Roma. Outros historiadores relacionam o carnaval às celebrações em homenagem à deusa Ísis ou ao deus Osíris, no Antigo Egito. Uma outra corrente acredita que a festa iniciou-se com a adoção do calendário cristão

O carnaval como conhecemos hoje em dia, com máscaras, fantasias, carros alegóricos e desfiles, surgiu em Veneza. Foi lá que a festa tomou essas características atuais. Somente em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde, foi que surgiu o carnaval brasileiro O primeiro registro de baile no Brasil é de 1840.

Desde então, o carnaval passou a ser um dos feriados favoritos com comemorações em todo o país, onde multidões aproveitam essa festa com muito entusiasmo e descontração. Essa paixão brasileira por essa data tem um motivo, carnaval é sinônimo de alegria, e isso, nunca é demais.

Jaqueline Barsi

Fontes: http://www5.estrelaguia.com.br/bin/paginas/686.php
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carnaval

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Trabalho em Equipe

Cada vez mais o trabalho em equipe é valorizado nas empresas. Isso porque possibilita a troca de conhecimentos, reúne habilidades, estabelece relações de cooperação e ativa a criatividade das pessoas.

Trabalhar em grupo é desafiador; é difícil conciliar opiniões diversas, aceitar as diferenças, estar aberto a críticas e sugestões. Para superar esses obstáculos, é necessário que se estabeleça uma estratégia, objetivos definidos e uma comunicação eficaz.

Para que o trabalho em equipe produza resultados é preciso que as pessoas sejam pacientes, humildes, compreensivas, participativas, e acima de tudo, saibam ouvir e dialogar, portanto, é importante que o grupo seja coeso e trabalhe em prol de objetivos comuns. Além disso, no trabalho em equipe é fundamental que haja um planejamento e organização.

O motivo pelo qual escolhi esse tema é simples: nos reunimos numa equipe de 14 pessoas para produzirmos uma revista, Insight Empresarial, que será lançada no final desse mês. Passamos por todas as dificuldades inerentes a tarefa; houve dispersão, falta de foco e problemas de comunicação. No entanto, quando estabelecidos prazo e metas, quando definidos os papéis e a liderança de cada equipe: marketing, produção e financeiro, quando estabelecidas reuniões para alinhar as informações e, principalmente, quando os esforços, o querer e a determinação de cada um caminharam na mesma direção, o trabalho passou a fluir naturalmente.

Acredito que quando pessoas capacitadas reúnem todo o seu potencial em torno do mesmo objetivo o sucesso é uma conseqüência. A revista será uma prova disso.

Como diz Vince Lombardi: “Comprometimento individual a um esforço conjunto - isso é que faz um time funcionar, uma empresa funcionar, uma sociedade funcionar, uma civilização funcionar”.

Jaqueline Barsi

domingo, 6 de janeiro de 2008

Alô, Alô. Câmbio.

Neste mês de janeiro estou estagiando no setor de tráfego da ECOFOR. Nos primeiros dias acompanhamos a rotina do operador de rádio. Todas as informações referentes à atividade de coleta são encaminhadas a ele. Ele opera dois rádios, um para se comunicar com os motoristas, outro para repassar a mensagem aos fiscais, além do telefone, que toca constantemente, e o GPS, o qual ele usa para monitorar os caminhões via satélite. A tarefa não é nada fácil, quando rádios e telefone tocam ao mesmo tempo dá uma verdadeira embaralhada na cabeça.

Sempre que os motoristas completam a “carrada”, ou seja, sempre que o caminhão está com a carga completa, a informação deve ser repassada ao operador, caso haja qualquer problema no caminhão referente à manutenção, este também deve ser comunicado, além de informações referentes aos coletores ou motoristas que também são repassadas. O operador entra em contato com o fiscal, e então, ele informa aos motoristas como devem proceder em cada ocasião.

Através do GPS podemos ver a posição e a situação de cada caminhão. Verificamos se ele está parado, se está rodando ou, até mesmo, se ele está com excesso de velocidade. Cada qual aparece com uma cor específica de acordo com a situação.

Tive a oportunidade de operar o rádio, recebendo e repassando informações e procedimentos sempre que necessário. Posso dizer que “atenção” e “positivo” foram as palavras que eu mais falei durante o dia inteiro. O rádio é um verdadeiro treinamento de concentração. É preciso estar sempre atento para ouvir o chamado e entender a mensagem. Dependendo da distância do caminhão, a mensagem pode chegar com bastante ruído, porém, não pode haver dúvidas quanto ao conteúdo da informação.

A comunicação é fundamental para o sucesso dessa operação, em que tempo é um fator de vital importância. Os imprevistos devem ser resolvidos de imediato para não atrasar a produção, não ocasionar horas extras, nem reclamação dos clientes. Saber ouvir, ter paciência e ser objetivo são requisitos básicos para um operador de rádio. Requisitos tão básicos e importantes... mas que faltam para muitos de nós.

Jaqueline Barsi

domingo, 23 de dezembro de 2007

Natal, tempo de reflexão

Universal, abrangente e calorosa. Assim é a festa de Natal que envolve a todos. Uma das mais festejadas celebrações da humanidade, é a maior festa do cristianismo no Ocidente.

Na origem, as comemorações festivas do ciclo natalino vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte.

A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio 1º para o nascimento de Jesus Cristo como uma forma de atrair o interesse da população.

É uma pena que o verdadeiro significado do natal esteja tão distorcido, pois, a maior preocupação das pessoas nesta época é consumir. Os shoppings ficam lotados e os preços cada vez mais altos. O “amigo secreto” virou a principal atração, enquanto a oração foi posta de lado e a data que celebra o nascimento de Jesus Cristo parece ser somente a festa do Papai Noel.

Ao meu ver, a melhor forma de comemorar o aniversário de Jesus é entre família, pois, considero importante sempre manter unido o elo familiar, que está perdendo referência a cada dia que passa. O Natal, por ser uma data representativa do nascimento de Cristo, é uma ocasião perfeita para a união e reflexão.

Jaqueline Barsi

domingo, 9 de dezembro de 2007

Competição

Um dos aspectos mais marcantes do atual contexto social é a exacerbada competição. Embora essa tenha sido uma característica também de outros tempos, podemos notar que a sua presença é extremamente forte em muitos espaços da nossa vida.

Quando pequenos, ouvimos que o importante não é ganhar, e sim competir. Quando crescemos, a filosofia muda um pouco: descobrimos que também gostamos de ganhar. Até aí, tudo bem. Mas nem todas as formas de competir são saudáveis. A competitividade tem que estar vinculada à ética.

A competição tem seus benefícios: ela estimula a inovação, a eficiência, impulsiona a industrialização e o crescimento. Mas, cuidado, quando praticada em excesso ela pode gerar, ciúme, inveja e corrupção. Eu considero a competição importante, mas, ela deve ter um limite.

Competir faz parte da vida profissional: significa que lutamos por nossos objetivos, não tem nada de errado. Mas para ganhar a competição, não podemos passar por cima de ninguém.

A razão pelo qual eu escolhi esse tema, é porque me considero uma pessoa bastante competitiva, mas, ultimamente, estou aprendendo que a melhor forma de competir, é comigo mesma, dessa maneira tento me superar a cada dia que passa. Muito melhor do que competir com os outros, é cooperar com eles.

Competir não necessariamente é confrontar. Muitas vezes, o mais sábio é regular. Para ganhar uma guerra, o mais importante é saber quais batalhas você tem que ganhar e quais você pode perder.

Jaqueline Barsi

domingo, 25 de novembro de 2007

O Equilíbrio É Vital

São tantas obrigações hoje em dia, tantas responsabilidades. Somos cada vez mais cobrados e temos que nos superar a cada dia que passa. Cada conquista é fruto de um esforço, e quanto maior o esforço, maior é o resultado. Porém cada esforço requer tempo, dedicação e compromisso. E o nosso tempo parece ficar cada vez menor, parece que as horas do dia vão diminuindo à medida que temos mais obrigações.

Para nos dedicarmos de corpo e alma a uma tarefa, estabelecemos prioridades e passamos a nos dedicar às de maior importância. O problema é quando nos dedicamos somente àquelas tarefas, esquecendo de outras essencialidades, como por exemplo, o lazer. Muitos não conseguem equilibrar as obrigações com o lazer, alguns são workaholics, vivem somente para o trabalho.

Para essas pessoas, o estresse é inevitável. Mesmo o nosso humor durante o dia é afetado. Podemos comparar nosso bem estar a uma montanha russa, com várias subidas e descidas.

Para que nossas vidas não se tornem uma montanha russa devemos buscar o equilíbrio. É importante buscarmos momentos de lazer, fazendo algo que nos dê prazer, como uma boa viagem, um esporte, um hobby, um bom passeio, dependendo da vontade de cada um. O importante é nos proporcionarmos momentos tranqüilos para que possamos lidar com o estresse do dia-a-dia, afinal de contas, é a nossa saúde que está em jogo.

Jaqueline Barsi

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

De Tudo Um Pouco


O programa de trainee tem o intuito de formar líderes para o mundo empresarial, mas poucos sabem como essa formação é realmente feita. E como nada se aprende sem a prática, tive que colocar a mão na massa, ou melhor, na graxa.

Este mês estou estagiando no setor de manutenção da ECOFOR, empresa de Limpeza Urbana de Fortaleza. O estágio não é somente ver e acompanhar os mecânicos, soldadores e pintores, mas sim, trabalhar como eles.

Para começar, participamos (eu, o Daniel e o Germano) de um curso de pintura, para conhecer as técnicas e no dia seguinte aplicá-las na prática. Isso mesmo, pintamos um conteiner de lixo. Além disso, participamos de um outro curso, sendo esse sobre pneus, e tivemos a oportunidade de visitar uma fábrica de recapagem de pneus e aprender todas as etapas do processo.

Depois disso, aprendemos a soldar, ou pelo menos, tentamos. Além do calor que aquela roupa de couro faz, manusear o ferro de solda é um grande desafio, confesso que não me saí muito bem.

Essa semana, além da solda, tivemos que fazer a revisão de um caminhão de lixo. Calma, o caminhão estava descarregado e lavado, mas graxa e óleo foram suficientes para sairmos de lá, digamos, não muito limpos.

O estágio tem um pouco de tudo. Quando chegarmos ao setor do tráfego, sei que as coisas não serão muito diferentes. Teremos que acompanhar um dia de coleta no caminhão junto aos coletores, entre outras atividades. Isso sem contar com o cheiro nada agradável do lixo e o calor típico de nossa cidade. Mas são essas atividades básicas as essenciais.

A essa altura muitos devem estar se perguntando: por que uma pessoa treinada para ser futuro líder está fazendo um trabalho braçal? A resposta está na própria pergunta. Justamente porque estamos sendo treinados para sermos futuros líderes. Então, que forma melhor de compreender as atividades deles senão as fazendo? Afinal de contas, são trabalhos como o do coletor, motorista, mecânico, soldador e pintor que movimentam a ECOFOR. Ao final do dia, o suor do trabalho deles e as marcas de graxa em suas roupas são conseqüências do belo trabalho que eles fazem.

Onde estou querendo chegar com tudo isso? Muito simples, sem isso, o aprendizado não teria sido o mesmo. É justamente a importância do conhecimento prático dessas atividades que agregam um valor ao estágio que poucos conseguem perceber. Tudo parece muito simples, mas na realidade não é. Quando tentamos fazer e não conseguimos, podemos enxergar o valor que cada tarefa e cada funcionário tem. Além disso, essas atividades nos ajudam a expandir nossos conhecimentos e conhecimento nunca é demais.

Jaqueline Barsi

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Desigualdade Social

Desde que o Programa de Trainee iniciou, tivemos que ler dez livros e um deles em especial chamou a minha atenção. Sabe aquele livro que te envolve na historia, que você não consegue parar de ler e à medida que o final se aproxima você sente pena pelo fato de que a leitura esta acabando?

Foram esses sentimentos que tomaram conta de mim durante a leitura do romance "A Distância Entre Nós". O livro aborda temas presentes no cotidiano de nossas vidas, como por exemplo, o amor, a solidariedade, a omissão, a injustiça, a impunidade e as diferenças sociais.

O romance, baseado em história verídica, retrata a vida de duas mulheres que vivem em Bombaim, na Índia. Ao longo da história, podemos ver que o caos social está longe de ser uma singularidade do Brasil.

Os problemas de infra-estrutura, má distribuição de renda e aumento da pobreza não estão tendo a atenção necessária. O aumento silencioso do número de favelas nas grandes cidades é um exemplo de que a cada dia que passa a miséria aumenta. Essa migração do campo para a cidade acontece justamente devido as totais faltas de condições de uma vida digna. Na maioria das favelas não existe energia elétrica nem redes de esgoto. Os favelados não recebem incentivos suficientes para sair da condição social em que se encontram. A educação no país é precária, a criminalidade e a violência aumentam em grandes proporções nas cidades industrializadas.

É comum encontrarmos contrastes urbanos na própria cidade de Fortaleza, onde num mesmo bairro nos deparamos com favelas de um lado e prédios luxuosos de outro. Além disso, a cada semáforo que paramos, vemos a pobreza estampada nos rostos das crianças que pedem esmola.

Como podemos mudar esse contraste social e tornar o Brasil menos desigual? Qual é a nossa parcela de culpa nesse contexto?

Essas são as indagações que não podemos calar. Aproveitemos para fazer uma profunda reflexão de como será o nosso papel para ser um agente de mudanças para um mundo melhor.

Jaqueline de Vasconcelos Barsi