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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Quando teremos sossego?

A vida na cidade grande é bastante movimentada, diariamente são inúmeros compromissos em nossas agendas. Além de todas as responsabilidades, ainda temos que nos preocupar com problemas que não são de nossa responsabilidade, mas que nos incomoda diariamente.

Estou falando da segurança pública, do temor diário que assola milhares de pessoas. Não se vive mais tranquilamente, não conversamos mais nas calçadas, não andamos com os vidros abertos entre vários outros pontos que compõem a nossa liberdade de ir e vir nas ruas das grandes cidades.


Para escapar destes estresses que existem nas cidades grandes, as pessoas viajam para as praias a procura de paz e sossego. Eu imagino que uma linda praia de uma pequena cidade é um lugar tranqüilo para esquecer os problemas e curtir, sem se preocupar em ser roubado, fechar as portas ou as janelas de casa.


Este fato poderia ser verdade há alguns anos atrás, aliás, eu acreditava nisso até este fim de semana, quando viajei para a praia de Quixaba (praia do litoral leste do Estado do Ceará). Já fui a esta praia inúmeras vezes e considero o local um paraíso de tranqüilidade e beleza. Passei momentos de grande felicidade e sempre fico ansioso para retornar e ficar na beira da praia, apenas relaxando.


Esta viagem não ocorreu como planejei e o meu pequeno paraíso sumiu. No sábado (12/07/08) eu estava na praia e minha namorada resolveu subir para a casa. Quando chega próximo a porta, ela vê um homem sair correndo e achou que era algum transeunte, já que o terreno é aberto e as nossas experiências anteriores nada tinham haver com qualquer tipo de roubo.


Quando ela chegou mais perto, viu que a porta estava aberta e o ladrão (podemos chamar o transeunte agora de ladrão) pegou a chave que a gente sempre deixa em cima do telhado, abriu a porta e roubou todo o dinheiro da minha carteira.


No primeiro momento eu fiquei pasmo com o acontecimento, mas logo depois comecei a pensar aonde e quando eu teria sossego nessa vida. Só quando morrer? Nem a 180 km de distância das grandes metrópoles, em uma praia tranqüila é possível viver sem medo? Pensei muito em ir embora, mas não queria estragar o fim de semana. Adivinhe qual foi a solução? Colocar um segurança para passar a noite vigiando a casa e nunca sair de lá sem ter alguém para olhar.


Um local que era especial se tornou mais um local de roubo para as pessoas que querem ganhar a vida da maneira mais fácil. Consegui passar o resto do fim de semana parcialmente tranqüilo, mas ficou a seguinte dúvida: quando e aonde poderemos sossegar sem ter medo de deixar uma simples porta aberta?



Tiago Becker

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Análise de conjuntura e esse trainee

Já são quase doze meses de Programa Trainee, contando a partir do momento que nos reunimos com as gestoras do programa (Ana Claudia, Gloria Molinari e Fabíola), no Gran Marquise Hotel às 13 horas do dia 06/08/2007. Foi neste dia que fiquei sabendo sobre a prestação de contas (debate sobre os livros lidos no mês) e a análise de conjuntura (análise sócio-econômica do mundo).

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A primeira prestação de contas foi uma novidade, duas pessoas foram sorteadas para resenhar os livros e se saíram muito bem. Após a discussão sobre os livros, iniciamos a análise de conjuntura com a presença do Sr. Eduardo Leite (Superintendente Incorporadora) e do Dr. Hugo Nery (Diretor de Operações). Eu iniciei o debate falando sobre as eleições no Paquistão, mas logo fui indagado sobre os impactos que este fato poderia ocasionar ao mundo. Fiquei branco e logo percebi que não poderia apenas ler uma notícia, mas sim analisá-la, levando em consideração todas as variáveis que circundam o fato.

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Foi uma lição dura, já que escutei inúmeras vezes durante o dia a mesma frase: não venham para cá e “joguem” os fatos sem nenhum conhecimento sobre o mesmo. Alguns trainees se saíram bem, mas eu senti um grande “baque”. Percebi que era totalmente leigo sobre política econômica regional, nacional e mundial, ou seja, se não estudasse muito, continuaria sendo um profissional com uma grande deficiência. A incapacidade de entender o mundo ao meu redor, de saber como a área de atuação na qual estou inserido vem se comportando no mercado e quais são as suas perspectivas.

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Esta incapacidade se transformou em vergonha naquele dia e depois se tornou uma grande vontade em entender sobre o assunto. Lembro-me que comecei a estudar, mas não entendia nada, aos poucos eu fui entendendo alguns conceitos, siglas, acontecimentos do passado para entender o futuro, lendo sobre política monetária, tentando estudar um pouco de tudo. Atualmente, eu continuo sentindo muita dificuldade, mas me sinto mais confiante. Vejo uma evolução, mas percebo que ela ainda esta engatinhando e continuará assim por um bom tempo.

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Eu comecei do zero e apenas há um ano estudo o assunto. Sempre peço orientação e vejo nesta prática uma maneira de me desenvolver. Passei a gostar de conversar sobre o assunto e espero que um dia a análise de conjuntura faça parte do meu dia-a-dia.

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Tiago Becker

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Já foi um desafio, agora vem outro

Caros leitores, em breve a segunda edição da Revista Insight chegará a suas mãos. Um trabalho realizado por onze trainees, com a missão de trazer matérias e artigos interessantes e que agreguem conhecimento.

A atividade é essencial para a nossa formação, já que trabalho em grupo e competências individuais são necessárias para a realização de um trabalho com qualidade.

Na primeira edição, além do trabalho em grupo, eu tive um aprendizado excelente, que foi trabalhar na formação do evento de lançamento da revista. Os leitores que foram ao evento devem se lembrar do debate enriquecedor sobre as Políticas de Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará.

A definição do tema e a escolha dos candidatos foi um trabalho difícil, pois queríamos um debate rico em informações e com pessoas experientes. Eu e o meu amigo Daniel tivemos a responsabilidade de convidar os possíveis debatedores para o evento, que foi uma tarefa árdua, já que estamos falando de pessoas com uma agenda cheia durante o ano todo. A nossa habilidade em se comunicar foi testada, a nossa forma de se apresentar, postura e percepção tiveram que ser usadas, pois estávamos conversando com pessoas importantes e também estávamos como representantes do Grupo Marquise.

O nosso trabalho foi realizado com êxito e o debate saiu quase como planejado, pois dois dias antes do evento, o Sr. Mauro Filho teve que cancelar a sua participação. Foi um aperreio, pois já estávamos nervosos e ainda acontece isso. Eu e o Daniel recebemos a notícia e ficamos pálidos, sem esboçar qualquer reação. Esta foi uma lição importante, pois temos sempre que estar preparados para os imprevistos. Para a nossa felicidade, o Sr. Mauro Filho indicou outro debatedor, o Sr. Marcos Holanda, que foi em seu lugar e desempenhou o papel com maestria.

O debate foi um sucesso. Ainda bem e agora acho que vou ficar um bom tempo sem realizar esta atividade novamente. Não foi isso que aconteceu e nesta segunda edição eu estou novamente organizando um debate, mas dessa vez será uma matéria para a revista, o formato será em mesa redonda e o tema, eu não posso dizer. É segredo, só irão saber quando receberem a revista.

O desafio é muito grande, embora com um pouco mais de experiência. O evento será realizado terça-feira (17/06/08) e o “friozinho na barriga” já esta aparecendo. Mas espero que dê tudo certo, os participantes são profissionais brilhantes e irão gerar um debate enriquecedor para os senhores. E dessa vez, espero que não ocorra nenhum imprevisto, mas se houver, já existe um plano “B”.

Boa semana para todos!

Tiago Becker

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O símbolo do futebol cearense está ferido

No dia 17/05/2008 (sexta-feira) eu e milhares de pessoas presenciamos algo vergonhoso para o Ceará e para o Brasil. Neste dia o time do Fortaleza enfrentou o Paraná pela série B do Campeonato Brasileiro, no maior e mais moderno estádio do estado do Ceará, o Estádio Governador Plácido Castelo, conhecido popularmente e carinhosamente como “Castelão”. No ranking dos maiores estádios do Brasil, o “Castelão” se encontra na nona colocação.

O episódio vergonhoso foi a situação precária do gramado do estágio, eu não estou falando de alguns pontos faltando grama ou grama muito alta, estou falando de crateras que surgiram no meio do campo e que precisaram ser preenchidas com areia para que pudesse haver o jogo. As crateras surgiram devido ao grande volume de chuva, que é característico desse período do ano. O sistema de escoamento da água não suportou a intensidade e acabou acontecendo um grande problema no gramado.

O problema já foi resolvido, pelo menos o gramado já foi parcialmente recuperado, mas será que ano que vem, no mesmo período, vai acontecer o mesmo problema? Espero que não, pois como cearense e brasileiro, não quero presenciar outro episódio deste. Estamos prestes a sediar uma Copa do Mundo de Futebol (2014) e o Estádio “Castelão” deve ser escolhido para receber alguns jogos. Apesar de ainda termos seis anos para resolver os problemas, nós perdemos alguns pontos na hora de decidir entre o nosso estádio e os outros. Ainda tem a vergonha que passamos pelo mundo afora, onde as pessoas devem ter perguntado se os seus times iriam jogar naquele tipo de gramado.

Sou carioca, morei na Bahia e estou aqui no Ceará há 14 anos. Toda a minha família nasceu no Ceará, portanto, sou cearense de sangue e de coração. Freqüento o “Castelão” e o Estádio Presidente Vargas (PV) desde 1994, quando tinha 11 anos. Sou um apaixonado pelo futebol e por tudo que o cerca, quero muito ver uma Copa do Mundo, mas até agora não estou vendo nada para que isso ocorra, e pior, não estou vendo nada para melhorar a situação do nosso futebol, que já é carente de investimentos.

O turismo cearense também está nos estádios, mas o que estamos passando para as pessoas de fora é que temos apenas “fogo de palha”, ou seja, iniciamos a reforma do “Castelão” e a deixamos de lado. Estamos mostrando que não priorizamos a qualidade de nossas instalações e que não podemos receber bem os nossos visitantes. Sou cearense com muito orgulho, mas também quero que os nossos representantes façam com que o povo cearense tenha orgulho de morar nesse lindo estado.

Tiago Becker

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Rumo a uma matriz energética renovável

Na última quinta-feira (08/05/2008), o Brasil recebeu uma notícia sobre a situação da matriz energética nacional, levando em consideração a energia elétrica e a veicular. Dados preliminares divulgados pelo Balanço Energético Nacional (BEM – 2007), indicam que a cana ultrapassou no ano passado, pela primeira vez, a energia hidráulica, que esteve em segundo lugar na matriz energética brasileira durante vários anos. A cana agora está atrás apenas do petróleo e derivados.


Os dados mostram que a participação da cana (álcool e bagaço de cana) subiu de 14,5% para 16% e a energia hidráulica caiu de 14,8% para 14,7%. Ambos são dados relativos ao consumo das energias no ano de 2007.


Os especialistas apontam o aumento dos veículos flex como principal responsável pela expansão da cana na matriz, já a produção elétrica por meio da queima do bagaço da cana ainda não é significativa. Mas outro fator pode ser também a disparidade nos investimentos relativos aos setores, já que os investimentos maciços em hidrelétricas foram feitos entre os anos 50 e 70 e, posteriormente, na produção de álcool, na década de 80. Ambos os segmentos fazem parte da matriz energética renovável e são essenciais à segurança energética, portanto, é necessária uma atenção igual aos dois setores.


Com estes dados, o Brasil avança cada vez mais em relação ao resto do mundo, no que se refere a uma matriz energética renovável, ou seja, quase a metade (46,4%) da matriz enérgica brasileira é renovável, enquanto no mundo, a participação da energia renovável se mantém com 12,7%. A participação do petróleo e derivados caiu de 37,8% em 2006 para 36,7% no ano passado, fazendo com o que o Brasil caminhe rumo a uma matriz enérgica renovável.


O nosso país caminha a passos largos para se tornar um país desenvolvido, já que a pouco tempo conseguimos o Investment Grade e, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, temos as três energias que serão a base da matriz energética, o petróleo, a cana de açúcar e a hidráulica, e nas três somos auto-suficientes.


Estou certo de que apenas isso não é o suficiente, mas já é um grande fator para que o nosso país se destaque no mundo. Devemos continuar neste ritmo, pois se continuarmos nesse caminho, um dia teremos um Brasil mais justo, sem tanta desigualdade social.


Tiago Becker

terça-feira, 29 de abril de 2008

A Franqueza

A leitura dos livros deste mês tem sido muito agradável e enriquecedora. Dentre os livros selecionados, o Paixão Por Vencer, do guru dos negócios, Jack Welch, está atraindo a minha atenção. A escrita apaixonada do autor envolve o leitor com uma energia incrível, mostra que o autor gosta do que faz e incentiva a leitura constante.


Um assunto abordado nas primeiras páginas do livro chamou a minha atenção. O autor diz que para uma empresa vencer são necessárias algumas características básicas e uma delas é a franqueza. O autor afirma que este quesito deve existir para gerar debates, incentivar a criatividade, possibilitar feedbacks positivos e acabar com aquelas reuniões apáticas, que todos concordam com o que é dito e nada é acrescentado.


Está característica pode fazer parte da cultura de uma empresa, mas também pode ser uma característica pessoal. Pessoas francas dizem o que pensam, por mais que seja uma afirmação ou questionamento negativo. Geralmente são pessoas transparentes e conhecidas por não terem “papas na língua”.


Tanto em uma empresa como em um indivíduo, a franqueza pode ser positiva ou negativa. Esta característica pode ser vista como chatice, pois tocar em assuntos delicados ou que possam desagradar as outras pessoas, não é bem visto aos olhos da sociedade. Desde criança fomos educados a não falar coisas que possam desagradar os outros por mais que seja verdade, mas em uma empresa está cultura deve existir e, para isso, as pessoas devem ser incentivadas pelas lideranças.


Eu sou uma pessoa franca e transparente e estou trabalhando para que esta caracteristica não se misture ou seja confundida com impulsividade. Ela pode ser muito útil para o meu futuro profissional e para os relacionamentos interpessoais, mas é preciso analisar os ambientes e as situações para que a franqueza não gere desconforto.


A franqueza pode se transformar em um ponto forte ou fraco, dependendo de como a mesma for trabalhada.


Tiago Becker

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mudanças

Há algumas semanas ocorreram duas mudanças no meu estágio interno: primeiro – o meu amigo Ruben saiu do programa e ele era o meu companheiro de estágio, quem está ao meu lado agora é a minha amiga Lívia; em segundo lugar o meu estágio nas filiais terminou e agora estou no escritório central, mais especificamente no Núcleo de Gestão do Departamento de Limpeza Urbana.

Gostaria de comentar com vocês o que eu pensei sobre estas mudanças, já que estou em um programa Trainee e toda modificação pode acrescentar no meu aprendizado. Partindo deste ponto, eu tenho que prestar atenção em como posso aprender e com o que devo ter cuidado, já que estou ao lado de uma pessoa diferente, com características totalmente diferentes da do meu amigo Ruben e também estou em um setor que controla a operação das filiais e mostra uma abordagem diferente, incentivando o aumento dos resultados, mas com uma característica de controle também.

Vou primeiro falar sobre a mudança de par. O Ruben era uma pessoa muito reservada, que pensava muito antes de responder e sempre soltava “pérolas”, devido a sua alta capacidade de observação. Eu já sou diferente, sou expansivo, gosto e falar, interagir com todo mundo e, às vezes, sou impulsivo. A vivência entre nós dois era complementar, ou seja, ele podia absorver características minhas positivas e vice-versa.

No caso da minha amiga Lívia, nós temos comportamentos muito parecidos, mas também temos defeitos. Essas características negativas que temos em comum devem ser notadas e apagadas, dependendo do quanto às mesmas podem prejudicar nos relacionamentos interpessoais.

O segundo ponto do meu texto é à saída das “pontas” para a matriz, onde foi possível perceber a mentalidade de controle, a velocidade de chegada das informações, das novidades. Pode-se perceber também o trabalho de auxílio às filiais, ou seja, as “pontas” são os clientes e a matriz deve trabalhar de forma a melhorar a operação.

A minha intenção com este texto, foi até um exercício para visualizar o meu aprendizado nos dois quesitos e também para mostrar aos senhores leitores como é a vida de um trainee e como ele encara as mudanças no dia-a-dia.

Tiago Becker

sexta-feira, 28 de março de 2008

Mercado interno - Um novo desafio

A atual conjuntura econômica brasileira vem nos mostrando um grande aumento no potencial de consumo dos brasileiros nos últimos cinco anos, ou seja, o consumo interno está aumentando e favorecendo o crescimento econômico e a resistência do Brasil perante a crise americana.

O aumento do consumo interno pode ser explicado através do atual potencial de compra das classes de baixa renda (C, D e E), que está mais forte devido ao aumento do salário mínimo nos últimos cinco anos e as políticas assistenciais do governo Lula. Atualmente as classes C, D e E já respondem por 50% do mercado e por 72% do consumo de alimentos no Brasil, segundo a consultoria Data Popular. Sozinha, a classe C e responsável por 30% do consumo.

Esta explosão de consumidores de baixa renda esta colocando as grandes empresas do Brasil em xeque, pois antes elas determinavam o consumo dos clientes, principalmente os de alta renda. Mas agora os consumidores de baixa renda que irão definir os rumos dos negócios.

Perante estes fatos e dados, as empresas vêm sendo “forçadas” a entrar neste mercado ou estarão fadadas a perder mercado e até mesmo fechar as “portas”. Porém, o problema não é tão simples, já que existe o receio de algumas marcas de que o produto se torne popular e perca os consumidores das classes A e B. Este é o caso da indústria de cosméticos, que se caracteriza pelo glamour dos produtos. Uma opção para estas empresas é entrar com força neste mercado é criar marcas novas voltadas para esta classe de consumidores.

Por outro lado temos a empresa de chinelos Havaianas, que atende a todas as classes e nem por isso a sua marca foi prejudicada. Outro problema existente é que os produtos para as classes A e B apresentam uma margem de lucro maior que para as classes C, D e E, mas, em contrapartida, o retorno sobre o capital investido no lançamento dos produtos destinados as classes baixas pode chegar a 90%, cinco vezes mais do que o modelo tradicional de negocio, que privilegia as grandes redes varejistas, segundo pesquisa feita pela BCG (The Boston Consulting Group).

Já existem no Brasil empresas que possuem produtos destinados as classes A e B, mas que já entraram ou estão entrando neste nicho de mercado e inovando, como a Consul e a Nestlé. Estas empresas realizaram estudos dentro de favelas, entendendo a realidade das classes baixas, “repaginaram” produtos e mudaram o método tradicional de distribuição, que favorecia apenas as grandes redes, deixando as classes baixas de lado, já que as mesmas não têm o dinheiro para gastar com o deslocamento.

As classes de baixa renda também querem produtos de qualidade e, por isso, estudos de mercado devem ser feitos pelas empresas para visualizar como atender este mercado sem prejudicar outros. São mercados diferentes, que necessitam de abordagens diferentes, a melhoria continua e a adaptação as mudanças do mercado são características necessárias para empresas vencedoras.

O crescimento econômico favorece as empresas, mas também coloca a prova a sua capacidade de adaptação ao novo, de visualizar possíveis alterações no mercado e que seja fundamental o acompanhamento da nova tendência. Melhorias surgem, mas sempre acompanhadas de novos desafios. Isso é o bom do mundo dos negócios.

Tiago Becker

quinta-feira, 13 de março de 2008

Chooove na capital Alencarina!

O inverno no estado do Ceará sempre me chama a atenção, eu, particularmente, passo o ano todo esperando este período. Apesar de amar viver na cidade de Fortaleza, local conhecido como “Terra do Sol”, eu suplico por chuva ou pelo menos um clima agradável, com sombra e uma brisa fresca durante mais da metade do ano. Sei que este período aparece no primeiro semestre, mas sempre de forma bastante irregular. Todo ano é a mesma discussão: esse ano vai ter chuva no Ceará? Acho que não, pois o vento não parou até agora. Tem que chover se não vai faltar água no interior. E por ai a discussão segue sem parar, em rodas de conversa de leigos e, principalmente, entre especialistas.


Outras pessoas também ficam felizes, principalmente os surfistas, já que o mar fica liso e propicia ondas com formações mais regulares. Outro fator é que não é preciso passar protetor solar, pois a segunda coisa que surfista mais odeia depois do crowd (grande número de pessoas no mar) é passar protetor solar.


Como existem as pessoas que gostam, existem também as que não gostam, como os turistas, que vem para a nossa terra a procura de muito sol e água de coco. E os moradores das áreas de risco, que vivem em condições precárias, portanto, qualquer sinal de chuva aumenta o número de doenças e pessoas desabrigadas.


Às vezes me sinto egoísta por pedir tanto pela chuva, já que o sol não vai me fazer mal, mas a chuva irá prejudicar milhares de pessoas. Infelizmente, para estes, parece que São José não dará trégua e o ano, devido ao esfriamento das águas do Oceano Pacífico Tropical, provocado pelo La Niña, mostra uma situação favorável para a estação chuvosa no Ceará. Mas segundo o pesquisador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), José Marengo: “Já aconteceu, em outras ocasiões, de termos o campo favorável e o cenário mudou”. Então ainda não é possível definir se teremos um inverno rigoroso ou não.


Eu fico feliz e espero que a chuva traga apenas coisas boas para a nossa cidade e para o interior, espero que os açudes fiquem bastante cheios, que a agricultura e a pecuária sejam favorecidas e, principalmente, que não haja vítimas da chuva.


Tiago Becker

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Será o fim da era “Fidel”?

Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008, era para ser no cenário internacional um dia dominado pela crise americana, as eleições e conflitos no Paquistão e a situação na Sérvia. Não foi o que aconteceu, pois o anúncio da renúncia de Fidel Castro à Presidência de Cuba, colocou esta data, definitivamente, na história. O fim da era “Fidel” começou a ser construída com este passo, colocando um conjunto de incertezas quanto ao processo político que sairá vencedor no vácuo deixado por décadas de uma liderança, que se impôs quase sem conhecer dissidências que fossem capazes de desestabilizar o seu comando.

Mas qual foi o papel que Fidel Castro desempenhou desde a revolução por ele liderada, que isolou Cuba da influência, ou mais concretamente, do domínio americano em 1959? No plano interno ele construiu um país de índices sociais equivalente aos mais desenvolvidos países do mundo. Conquistas em parte financiadas por alianças estratégicas fundamentais com a antiga União Soviética. Este importante capital social nas áreas da educação, saúde e segurança social se sustenta, contudo, em bases vulneráveis ameaçadas por uma economia que segue isolada em seus fundamentos comunistas e que crescentemente perde referências e apoio internacional.

A renúncia de Fidel Castro era questão de tempo, pois com a saúde debilitada, já há algum tempo, o líder passou para seu irmão o comando de Cuba até resolver formalmente sair da vida política. No processo político existente no país, a passagem de poder para um parente traduz a intenção de construir uma continuidade ou prolongamento da liderança de Fidel, que agora exerceria o poder “encarnado” no irmão mais moço.

Esta é uma estratégia bastante comum, mesmo em democracias consolidadas, quando um político ao término de um mandato, envolvido no esforço de fazer seu sucessor, tenta transferir para o “escolhido” o prestígio conquistado durante o período em que exerceu o comando. Trata-se de uma fórmula simplista que busca perpetuar lideranças, mas em contrapartida a história nos ensina que todo processo político conhece o seu declínio e esgotamento.

No plano internacional a importância de Fidel é única. Certamente construiu um mito que sobreviverá aos tempos. E Cuba? Especula-se que chegou a hora da ilha sucumbir ao império do mercado. Para muitos já foi longe demais nesta trajetória quase isolada de uma nação comunista. Mas se existem certezas sobre o destino inexorável e planetário de todos os povos, que é o mercado, permanecem dúvidas sobre o processo que Cuba conhecerá a partir de agora ou quando, na obra do tempo, a ausência de Fidel se tornar definitiva com a sua morte.

Para o Brasil e o mundo, até o momento, Cuba e Fidel são um só. Mas para o pragmatismo da economia mundial o que vale é a capacidade do país de concorrer mundialmente na conquista de riquezas e é este o jogo que Cuba com vantagens e desvantagens vai começar a ter que aprender a jogar, e agora sem a presença do velho comandante.

Tiago Becker

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Um trabalho concluído e vários outros a caminho

Como alguns dos leitores já sabem, os trainees estão envolvidos em um processo que exige trabalho árduo, disciplina, preparação, força de vontade, comunicação e, principalmente, trabalho em equipe. Estou falando da Revista Insight Empresarial, que iremos lançar em breve e faz parte do programa de formação dos trainees.

Durante as duas últimas semanas, tivemos inúmeras reuniões e transformamos a sala de reunião que fica em frente à sala da Gestão de Pessoas em um verdadeiro “quartel”, onde ficamos mobilizados, realizando reuniões, definindo o projeto gráfico (diagramação) e articulando com pessoas que cooperaram muito com o desenvolvimento da mesma. Todo este esforço era para ter a revista pronta no dia programado.

Conseguimos o nosso objetivo, a revista ficou pronta e foi encaminhada para a gráfica. Uma tarefa completa, um alívio nos nossos corações. Com certeza é um momento de felicidade, mas como o Bernardinho (Técnico da seleção brasileira de vôlei) comenta várias vezes em seu livro “Transformando suor em ouro”: não devemos nos acomodar após um objetivo concluído, mas após este pequeno momento de euforia, olhar para frente e visualizar os novos desafios. Temos que correr atrás do próximo objetivo, que é realizar um evento de lançamento da revista com perfeição.

Para garantir o sucesso do mesmo, devemos trabalhar bastante, com “brilho nos olhos”, pois o evento só será perfeito e nosso objetivo concluído quando tivermos terminado tudo, até então não descansaremos nenhum segundo.

E após o lançamento da revista, outra tarefa irá surgir (a segunda revista) e este outro momento de euforia irá desaparecer, mas teremos em nossos corações um sentimento de missão cumprida, que será maior ainda devido ao trabalho árduo que tivemos durante todos estes 4 meses, que envolveram muito planejamento e ação.

Deixo aqui o meu sentimento de trabalho concluído e de que ainda existe muito trabalho pela frente. Mas tenho certeza de que o grupo no qual participo, apesar de todas as diferenças, discussões e diálogos, irá desempenhar a atividade com muita garra e com o sentimento de que a cada tarefa concluída, outros desafios nos esperam.

Um ótimo carnaval a todos!!!

Tiago Becker

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Eu aprendo com o meu trabalho

Novamente estou aqui para falar sobre as minhas experiências na Marquise e mais especificamente sobre o tráfego da ECOFOR Ambiental S/A. Setor que estou desde Outubro de 2007 e que a cada dia me mostra mais o dinamismo necessário para lidar com os problemas e com a busca constante por melhoria.


Das atividades realizadas, existe uma que me chamou bastante a atenção, que foi o trabalho de campo dos fiscais. O trabalho de campo é necessário para ver a realidade na qual os setores se encontram e como está sendo realizada a coleta por parte dos garis e motoristas.


Para conhecer o trabalho de campo, os trainees do DLU (Departamento de Limpeza Urbana) saem com os fiscais para aprender sobre a fiscalização e conhecer as características de cada setor, como as condições das ruas (pavimentadas, piçarra ou calçamento), largura das ruas, se ocorre alagamentos ou não no período de chuva, quantidade de conteiners, trânsito em excesso, se existem muitas rampas ou lixeiras e se são setores perigosos ou não.


Eu e o meu amigo Ruben acompanhamos os fiscais durante as coletas diurna e noturna. Percebi todos os problemas mencionados acima e também constatei que a frase “Fortaleza é uma cidade muito pequena e todo mundo se conhece” está totalmente errada. Passei por lugares que nunca imaginei que existissem, setores onde podemos ter certeza de que o contraste social no Brasil realmente existe, mas que alguns não enxergam por morarem em bairros isolados, onde existe a estrutura necessária para uma boa qualidade de vida.


Durante este trabalho pude aprender muito mais sobre os problemas da coleta domiciliar, sobre o trabalho dos fiscais e as dificuldades enfrentadas por suas UGB’s (Unidade Gerencial Básica). Mas a imagem que vai ficar em minha mente é a das crianças pobres que estão na imensa cidade de Fortaleza, que têm em seus olhos a vontade de viver e crescer, mas que não podem devido à condição social e econômica na qual se encontram.


Deste trabalho realizado eu tirei uma grande lição e gostaria de repassar a todas as pessoas que tem condições sociais e econômicas favoráveis: se não conseguimos buscar o crescimento por vontade própria, que o façamos pensando nas crianças que almejam esta oportunidade, mas que não podem realizar. Que lutemos com todas as nossas forças para melhorar, cada um da sua maneira, a vida das crianças que eu vi e que nunca mais sairão da minha mente.


Tiago Becker

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Descanse sem problemas

Durante o período de reveillon eu tive a oportunidade de conhecer a região de Fortim, especificamente a praia de Pontal de Maceió. A praia fica localizada no litoral leste do estado do Ceará, a uns 140 km de Fortaleza. Escolhi esta praia pela extrema tranqüilidade e por sua beleza. Ótimo local para a pesca e para o banho de mar. A cidade também tem presente a beleza do rio Jaguaribe, que corta a cidade de Fortim.

Passei quatro dias descansando e refletindo sobre o meu ano de 2007, tive pensamentos sobre como deverá ser o ano de 2008 e percebi que realmente precisava de um bom descanso, de ficar um tempo deitado na rede, precisava me desligar das obrigações e pensar no meu bem-estar, pois o descanso é fundamental para um maior rendimento na hora de estudar.


Apesar de estar distante do trabalho e da correria da cidade, não consegui descansar como havia planejado. Não foi falta de vontade, pois passei horas deitado em minha rede, mas não descansei completamente devido a um único fator: não conseguia tirar o peso da consciência. Que peso na consciência? O peso de saber que inúmeras atividades me esperam e que eu não posso perder tempo descansando, mas se é fundamental o descanso, porque eu não consegui?


O motivo foi falta de planejamento, foi não antecipar as atividades que precisava realizar antes de viajar. Não é possível descansar com tarefas pendentes, então a pessoa tem duas opções: trabalhar muito até a hora do descanso ou levar os problemas para o descanso. Eu aprendi a lição e fico com a primeira opção.


Um feliz ano de 2008 para todos!!!


Tiago Becker

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Limpeza urbana

Como alguns dos senhores leitores já sabem, eu sou trainee do Departamento de Limpeza Urbana (DLU). Atualmente estou passando pelo tráfego da ECOFOR Ambiental S/A, setor que tem como responsabilidade gerir e operacionalizar toda a frota de coleta domiciliar, varrição Centro e Beira-mar, poda, entulho e coleta especial urbana da cidade de Fortaleza.


No começo do estágio tive a oportunidade de dimensionar a coleta domiciliar de uma cidade que escolhemos aleatoriamente. Eu e o meu amigo Ruben analisamos o número de habitantes, a geração de resíduos per capita, a produção diária e mensal. A partir destes dados pudemos dimensionar a capacidade de toneladas por viagem de cada caminhão, quantas viagens por turno, quantos turnos por dia, tamanho da frota e número de funcionários (motoristas, garis e fiscais).


São necessárias muitas informações e conhecimento para realizar este tipo de trabalho, apesar de o dimensionamento que nós realizamos ter sido superficial, pois cada cidade tem suas peculiaridades.


Para auxiliar neste processo existe o Manual de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos*. Este material de consulta foi criado a partir da prática, ou seja, quando o método de dimensionamento foi consolidado, foi possível divulgá-lo como teoria para este setor.


Ao ler o manual, além de aprender sobre o gerenciamento de resíduos sólidos, também tive a feliz oportunidade de conhecer um pouco sobre o início do serviço sistemático de coleta urbana. No Brasil este tipo de serviço foi iniciado oficialmente em 25 de Novembro de 1880, na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, então capital do império. Neste dia o imperador D. Pedro II assinou o Decreto nº3024, aprovando o contrato de “limpeza e irrigação” da cidade. O serviço foi executado por Aleixo Gary e posteriormente por Luciano Francisco Gary, cujo sobrenome originou a palavra Gari, que identifica os trabalhadores deste setor em diversas cidades do Brasil.


Estes são alguns dos conhecimentos que adquiri durante o estágio e espero ter agregado algum conhecimento para os senhores leitores.


Tiago Becker


*www.resol.com.br

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Entendendo a Atividade

A capacidade de se adaptar a uma tarefa ou um projeto pode ser difícil, mas, não estou falando apenas da disciplina ou da rotina, estou falando do entendimento ou compreensão de seu significado, como deve ser realizada e aonde se deseja chegar.


Esta necessidade de entender e entrar em sintonia não se aplica apenas a tarefas e projetos. Para se adaptar em uma empresa e as atividades que a mesma realiza é necessário obter todas as respostas para as questões levantadas acima.


Os funcionários de uma empresa podem ter excelente capacidade técnica e dominar um assunto de sua área de atuação com perfeição, mas caso não se encaixe na política, na visão e na missão da empresa, a sua habilidade pode ser reduzida, pois, é necessário que haja um equilíbrio entre tudo e todos. O papel da empresa é definir de forma clara a sua política e passar as informações para os funcionários de forma objetiva, que devem compreender e realizar as suas atividades sempre com a visão da companhia.


Posso utilizar como exemplo, uma ferramenta utilizada pelos trainees para desenvolver a capacidade de escrever: este blog. Em duas ocasiões tive problemas com o texto que iria postar, pois o mesmo não se encaixava no perfil do blog, ou seja, não estava em sintonia, eu não estava entendendo qual era a intenção do mesmo e, consequentemente, não sabia aonde queria chegar e o público que gostaria de atingir.


Este problema causou o re-trabalho, pois tive que reescrever os textos. Não fiquei chateado por ter que escrever, pois sei que tudo faz parte do aprendizado e sei também que a informação sobre a utilização do blog estava lançada, mas não consegui captar e utilizá-la da maneira correta.


Espero que desta vez tenha entendido a missão do blog e gostaria de saber se vocês, leitores, já passaram por este tipo de situação.


Tiago Becker

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

CTRP ou incinerador

Atualmente, eu e o meu amigo Ruben nos encontramos no CTRP (Centro de Tratamento dos Resíduos Perigosos), que também pode ser chamado de Incinerador.

Os resíduos perigosos tratados no CTRP são gerados pela indústria ou pelo serviço de saúde e possuem características danosas ao meio-ambiente, ou seja, os mesmos não podem ser dispostos em aterros sanitários. Estes resíduos são considerados perigosos, quando analisadas as seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, periculosidade, reatividade e patogenicidade.

Antes de continuar com este assunto gostaria de dizer por que o escolhi. Como alguns de vocês sabem, eu sou estudante de Engenharia Química e este setor do estágio interno está diretamente relacionado com a minha área de atuação. Estou tendo momentos de grande aprendizado, pois não conhecia um CTRP e também não sabia quão importante a Engenharia Química é para este processo de incineração, que passa pela queima dos resíduos e tratamento dos gases.

Após esta breve introdução, irei continuar a minha explicação.

Incineradores são grandes fornos onde os resíduos perigosos sofrem uma queima controlada e podem atingir até 1200ºC. O incinerador do CTRP é constituído por duas câmaras (primária e secundária), onde inicialmente ocorre a queima do resíduo sólido e depois, a uma temperatura mais alta, a queima completa dos gases. Os gases resultantes dessa combustão (reação entre um combustível e ar) são tratados por um processo bastante rigoroso.

Como os gases saem a uma temperatura muito alta, são necessários trocadores de calor (equipamento que reduz a temperatura de um fluído, através da troca térmica entre um fluído frio – água- e um quente - gases), os trocadores utilizados no processo são vários, como o EcoJet, caldeira e quincher. Após a redução da temperatura, inicia-se o tratamento dos gases, passando pela lavagem ácida, lavagem alcalina e, por fim, pelo filtro de mantas. Antes de chegar ao filtro de mantas, existe um equipamento chamado indutor, que aumenta a velocidade do gás, já que o mesmo a vem perdendo no decorrer do processo.

Além destes equipamentos, existem os que os engenheiros chamam de periféricos, que auxiliam no processo principal, como torre de resfriamento (equipamento utilizado para resfriar a água utilizada nos trocadores de calor), tanques de armazenamento, compressores, sistema hidráulico e outros.

Esta foi uma breve explicação sobre este processo e espero que possa ter colaborado com o conhecimento de vocês. Qualquer dúvida é só perguntar!!!

Tiago Becker

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Dois dias de planejamento estratégico

Durante os dias 5 e 6 de Novembro, nós trainees fomos convidados a participar do Planejamento Estratégico da DIROP (Diretoria de Operações), que foi realizado no Gran Marquise Hotel.

O trabalho desenvolveu-se sob a coordenação do Diretor Hugo Nery e a participação de superintendentes, gerentes e supervisores. Durante cerca de 20 horas observamos com atenção todo o desenrolar do encontro, buscando apreender, nos mínimos detalhes, toda a complexidade que é definir os rumos das filiais de sua responsabilidade.

O dois dias de Planejamento Estratégico tiveram o objetivo de definir metas e planos de ação para o ano de 2008. Ficamos em um espaço organizado para o trabalho, mas que com o passar do tempo foi tomado por um certo “caos criativo” com papéis e laptops espalhados sobre as mesas e uma intensa participação de todos. Podia até parecer desorganizado, mas era uma desorganização produtiva, na qual os trainees tentavam evoluir da posição de espectadores para protagonistas, sem obviamente, alcançar tal desejo.

Foi um exercício de extrema importância para a nossa formação. Observei, também, o entusiasmo dos meus companheiros, que trabalharam de forma determinada e com alegria.

Foram horas que passaram voando, pois estávamos em um ambiente agradável e de muita produtividade. Os momentos de descontração aconteciam e faziam com que ficássemos felizes com a atividade. Todos estávamos muito a vontade e espero ter contribuído de alguma forma para o sucesso do encontro e certamente me senti orgulhoso pelo desempenho de todos e por participar deste momento significativo para o grupo Marquise.

Tiago Becker


terça-feira, 23 de outubro de 2007

A necessidade das políticas socio-ambientais

O mundo passa atualmente por um processo de transição em função das mudanças climáticas. Isto tem conduzido a uma profunda revisão de estratégias empresariais, governamentais e, até mesmo, individuais na busca por um desenvolvimento ecologicamente orientado. A conseqüência mais notável destas mudanças climáticas é o aquecimento global, fruto principalmente do uso de combustíveis fósseis na produção de energia demandada pela sociedade. A queima de combustíveis fósseis resulta em emissões de gases poluentes na atmosfera, que impedem os raios solares de se dispersarem além da camada de ozônio.

Este fenômeno está fazendo com que empresas, e mesmo nações, que contribuem historicamente e fortemente com a emissão destes gases, sintam-se pressionadas a revisar suas praticas industriais e agrícolas. Estas estão criando um conjunto de leis visando reduzir sistematicamente a quantidade anual de emissão de poluentes. A conseqüência global é a busca de ações orientadas à sustentabilidade, já que as emissões de gases do efeito estufa - gases que afetam a camada de ozônio (em especial o CO2) - tendem a se estabilizar e, futuramente, a serem reduzidas.

Algumas organizações, de maneira espontânea ou pressionadas por leis ambientais restritivas, já estão adotando medidas neste sentido e até lucrando no mercado emergente que valoriza ações de empresas que comprovem a redução de emissões de gases de efeito estufa.

Enquanto as políticas sócio-ambientais não são integralmente adotadas por todas as empresas, povos e nações de todo o mundo, são fundamentais as ações desenvolvidas por ambientalistas e por organizações que estão se tornando extremamente agressivas na adoção de políticas ecologicamente corretas. Em uma análise mais crítica, alguns podem associar tais iniciativas apenas a uma estratégia de marketing. Contudo, mesmo considerando esta hipótese, tais ações não deixam de contribuir para uma crescente conscientização da população quanto à necessidade de proteger o meio ambiente.

Tiago Becker

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Crescimento em equipe

No dia 2 de outubro (terça-feira), a minha amiga Luana escreveu um texto, cujo título é “Sabor do Trabalho em Equipe”. A partir do texto dela e da leitura de uma matéria da Revista Você S/A, que trata do crescimento profissional de um líder e de sua equipe, apresento alguns pontos do interessante desafio da construção de uma equipe que aprende e cresce junto. As empresas atuais buscam o desenvolvimento interno de seus funcionários, mas o crescimento dos mesmos pode ser encontrado de maneira mais rápida com a presença de líderes que tenham a capacidade de desenvolver, expondo a sua equipe a novos desafios e demandas. Está habilidade pode ser um diferencial para o líder crescer na empresa e manter um ambiente de crescimento endógeno na equipe.

O desenvolvimento interno de competências é mais vantajoso para a empresa, mas isto envolve necessariamente a exposição de todos a desafios que contenham níveis crescentes de exigência, que os façam, frente à possibilidade de fracassar, adquirir a segurança de enfrentar o “novo” sem o receio do iniciante. Cabe ao líder desenvolver verdadeiras estratégias, onde expondo sua equipe faz com que, simultaneamente, se desenvolvam e contribuam para o salto qualitativo da equipe como um todo. Esta exposição passa a ser um exercício diário, pois o líder observa onde as habilidades individuais se afirmam contribuindo para o desenvolvimento de todos. Hoje as empresas exigem de seus líderes mais que “formar” substitutos, elas estão querendo conhecer cada integrante de sua equipe, em quais atividades se destacam e onde, em seu processo de crescimento, a empresa irá buscar novos colaboradores para funções estratégicas.

Os dirigentes de qualquer empresa possuem sempre um duplo olhar, voltado para o ambiente interno e externo. Aqui e ali eles buscam diferenciais para alcançar níveis crescentes de competitividade, cabe aos líderes manter a atenção dos mesmos para as competências internas, sem que isso represente a impossibilidade de buscar no mercado habilidades e atitudes complementares.

A prática adotada por alguns líderes, como o caso do Gerente nacional de desenvolvimento de redes da Toyota, sistematicamente coloca a sua equipe para realizar apresentações e elaborar relatórios. Esta ação faz com que os mesmos se exponham diretamente frente à alta direção da companhia. O seu crescimento profissional na empresa está muito associado a esta prática.

Ainda são poucos os profissionais que tem a visão e o preparo para expor seus substitutos aos olhos de outros líderes, mas essa é a postura que as empresas esperam dos líderes hoje. Alguns temem a “concorrência interna” como ameaça ao cargo, ou que a equipe ofusque o seu próprio brilho profissional. Na verdade uma das principais atribuições de um líder é exatamente criar condições para que sua equipe brilhe o que certamente estará diretamente ligado ao seu desempenho profissional.

Segue abaixo algumas dicas dadas pela Revista Você S/A sobre como fazer o trabalho de sua equipe aparecer:

-Prepare os funcionários para que eles possam fazer apresentações de projetos para o seu chefe;

-Permita que eles participem de projetos especiais e, se possível, deixe que eles liderem esses projetos;

-Convide alguns talentos da equipe para representar a empresa em conferências, palestras e eventos, levando apresentações da companhia;

-Coloque uma pessoa em seu lugar quando tirar férias, respondendo formalmente ao seu superior;

-Deixe que seu substituto tome algumas decisões estratégicas, e não somente siga as suas orientações.

Tiago Becker

sábado, 22 de setembro de 2007

O Sucesso da Empresa nas Mãos do Cliente

A semelhança que existe entre qualquer projeto - e de modo geral entre qualquer empresa - é a possibilidade comum de fracassar ou obter sucesso. Em excelente artigo, publicado no Boletim IBQ-PR, Cristina Lúcia Gomes de Carvalho apresenta alguns aspectos fundamentais de como a Disney persegue e realiza o seu sucesso empresarial. Aqui, motivado por este artigo, proponho observar apenas dois pontos, dentre os diversos que a autora destaca do modo de agir da Disney, e analisar quais os possíveis ensinamentos que podem ser colhidos.

Pontos Selecionados do Artigo:
• “Na verdade, preço, qualidade e algumas características de um produto não são suficientes para assegurar novos negócios”. Esta percepção é a base da filosofia de gestão das atividades da Disney: a busca permanente da excelência dos seus serviços. Em empresas, como a Marquise, que atuam em um segmento altamente competitivo, o sucesso fica por conta da capacidade de associar à sua imagem atributos que efetivamente a distingam das demais.
• “Mantenha tudo limpo... mantenha-se simpático... faça daqui um lugar bom de estar”. Esta, segundo a autora, constituía-se na essência do pensamento de Disney sobre como se deveria servir aos clientes e, obviamente, conquistá-los. Trata-se de uma linguagem simples, mas que traduz uma pretensão extremamente moderna de atendimento aos clientes. Tornar a Disney um lugar bom de se estar é a garantia de que o cliente levará boas notícias do atendimento recebido, conquistando, dessa forma, novos clientes. Em nossa experiência como Trainee da Marquise, este pensamento nos orienta para buscar, sistematicamente, contribuir para a melhoria do ambiente interno e da interface com os que buscam a empresa na expectativa de serem bem atendidos.

É importante marcar que para isto acontecer se depende do nível de mobilização no dia a dia, sendo que esta mobilização se constrói ou se desfaz em função do nosso desempenho, individual e coletivo.

Temos fundamentalmente que perceber este ambiente, principalmente nos aspectos determinantes do sucesso no atendimento aos nossos clientes, como elemento importante a ser conquistado e produzido diariamente pelo desenvolvimento de toda uma postura ética que enriqueça a nossa relação com todos os fatores que no seu conjunto determinam o crescimento da empresa.

Tiago Becker