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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Tursimo brasileiro

Como sabemos, no mês de Julho as cidades litorâneas são tomadas pelo turismo. Os restaurantes, as praias, hotéis, tudo fica cheio.

Sem dúvidas, o turismo é de grande importância para a economia do Estado. Assim, fica um questionamento, por que será que até hoje não foram feitos maiores investimentos na cidade de Fortaleza, já que a mesma possui um grande potencial?

A cada mudança de governo ouvimos falar que não sei quantos milhões serão investidos em turismo, mas as vias tanto dentro da cidade quanto as que levam para praias mais distantes, continuam em péssimo estado, o serviço continua aquém do desejado, nosso centro histórico continua esperando sua revitalização, enfim, não há um desenvolvimento que acompanhe.

Enquanto temos exemplos externos de investimentos em turismo que levantaram a economia do país, como a famosa Dubai, o Brasil continua atrasado.

A duplicação da CE 040, a ponte que liga a Praia do Futuro ao Cofeco, o novo centro de convenções, são projetos que escutamos há anos que vai sair. Quando será que realmente conseguiremos com que todos esses planos saiam do papel?

Quando deixarmos de agir como um país que se comporta como de terceiro mundo e passarmos a agir como um país emergente, fazendo jus ao título que hoje nos é referido, mundialmente.


Ellen Yanase

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Momento de celebrar

Adoro assistir cerimônias de casamento. Emociono-me ao ouvir a música, o nervosismo do noivo ao entrar na igreja, e principalmente, com a entrada da noiva, sempre com um sorrisão estampado no rosto, ao som da marcha nupcial.

Ontem, pude presenciar tudo isso no casamento do nosso amigo Carlos Eugênio, um dos componentes da “família” que se formou no Programa de Trainee 2008, da Marquise.

A cerimônia foi linda, os noivos estavam radiantes, a recepção belíssima. Além disso, estava presente na festa todo o grupo que iniciou o programa, os 15 trainees!

Colocamos o papo em dia. Atualizamos-nos sobre como está a vida daqueles que não vemos mais com freqüência, rimos e dançamos muito.

Festa boa é assim, quando a energia dos noivos é transmitida para os convidados e todos comemoram juntos uma cerimônia tão importante, que é o casamento.
É bonito quando vemos histórias de amor que deram certo, o semblante de satisfação e de apaixonados dos noivos durante a festa (só estou me lembrando do sorrisão do Carlos olhando para Camilla), e o mais importante, dispostos a iniciar uma vida a dois.

Como sabemos, conviver com as pessoas não é assim tão fácil, todos temos manias, hábitos e querendo ou não, certa tendência a ser um pouco individualistas. Dessa forma, nenhum exercício melhor que um casamento para aprendermos a respeitar os limites do outro. E segundo nossa amiga Manu, essa convivência diária é boa demais!


Assim, celebremos aos noivos, celebremos a amizade, celebremos a VIDA.


Ellen Yanase



sexta-feira, 27 de junho de 2008

Fases de transição

Como foi mencionado pela Lívia semanas atrás, já faz mais de um ano que iniciamos o processo seletivo do programa Trainee e falta pouco mais de um mês para completarmos um ano desde que realmente “imergimos” no mundo Marquise.

Fico pensando o quanto a minha vida mudou e o quanto eu mudei nesse período. E várias vezes me pego tentando visualizar como estarei daqui a um ano.

Como inicia um livro que lemos esse mês, O Ciclo de vida das organizações, sabemos que todos estamos submetidos a ciclos em nossa vida, e que os cenários vão mudando à medida em que esses ciclos vão se fechando, e outros iniciando.

Para alguns trainees, um ciclo muito importante se concluirá ainda no final desse ano, estaremos nos graduando! Já fico lembrando das noites viradas fazendo projeto, das visitas técnicas ao Centro da Cidade, do contraste gritante quando adentramos a realidade das favelas, da mão cortada e das costas doídas depois de horas fazendo maquete)!

E como tudo na vida são fases, aproveito o momento para dar uma notícia que não nos é muito agradável, mas que se torna aceitável quando vemos que faz parte do processo transitório que nos encontramos.

A partir do dia 01 de agosto, nosso blog não terá mais nossos depoimentos diários. Passaremos a usá-lo esporadicamente, contando com a presença de convidados, ou relatando alguma situação que mereça atenção especial ( como o lançamento da nossa próxima edição da revista)!

Terá sido quase um ano desde que iniciamos esse desafio, que era criá-lo como meio de comunicação entre os leitores e o grupo de trainees, para que vocês acompanhassem nossa jornada, compartilhando nossas experiências e crescendo com a troca mútua de opiniões – que só vieram a acrescentar o nosso trabalho.

O motivo? Como já disse, próximo semestre entraremos em uma nova fase do programa, encerrando o job rotation e focando em nosso estágio interno. Entre essa e outras mudanças, também mudará o foco de nossas leituras, já que passaremos a ter livros específicos para a área de atuação de cada um, além das leituras em comum.

Assim, esse segundo semestre marcará outro momento importante do programa, uma fase de transição, na qual estaremos nos aproximando do fim a que nos propomos!

Fica desde já o agradecimento pela sua participação durante todos esses meses, caro leitor! Sem vocês, o mesmo não teria razão de existir.

Muito obrigada!

Ellen Yanase





quarta-feira, 11 de junho de 2008

Desbravando oceanos

Além dos cursos de formação que o programa trainee nos oferece, o estágio na Incorporadora também é de grande importância nesse processo de aprendizado.

Semana passada, em uma reunião, contamos com a presença da equipe de nossa agência de marketing, que em meio as apresentações, acabou nos dando uma aula sobre o assunto.

Confesso a vocês que eu, estudante de arquitetura, tendo tido apenas uma cadeira da faculdade que fosse relacionada a marketing, fiquei fascinada ao conhecer um pouco mais desse universo.

Como já imaginava, marketing não é sair fazendo outdoors avulsos pela cidade, não é distribuir folders em qualquer esquina, não é aquele anúncio mal elaborado no principal jornal da cidade. Marketing é o conhecimento da cultura local a fim de satisfazer o desejo dos seus clientes, é estar por dentro do que acontece no mundo a fim de criar tendências, é trazer inovação e respeitar as peculiaridades.

Assim, nesse processo de aprendizado intenso, percebo que quanto mais sei sobre um determinado assunto, mais existe uma imensidão de coisas escondidas nas entrelinhas que preciso aprender.


Aproveitando o momento, cito uma frase de um dos livros do mês, A Estratégia do Oceano Azul, que diz que: “ As oportunidades oceano azul estão aí para quem as desbravar primeiro. À medida que são exploradas, o universo do mercado se expande… essa ampliação das fronteiras é próprio motor de crescimento.”

Por isso, desenvolvamos a capacidade de criação, de inventar e reinventar, de explorar novos mundos, estudar os antigos…analisar, refletir, questionar. E assim, faremos parte do ocenao azul!

Ellen Yanase

terça-feira, 27 de maio de 2008

Carpe Diem

Posso dizer que esse fim-de-semana que passou foi atípico para nós, trainees. Um sábado sem treinamento e sem os livros do mês.

Lógico que existem outras tarefas que não podemos deixar de lado, como as obrigações da revista (logo sai a 2ª edição da Insight empresarial) e os trabalhos da faculdade, mas, convenhamos que a idéia de ter um sábado livre nos parecia muito atrativa, depois de quase 10 meses sem tê-lo.

Acordar mais tarde, ir à praia, ver os amigos que faz tempo que não encontra, ficar um pouco mais com a família… parece um sábado normal para você, leitor? Também achei que fosse ser para mim…até perceber certa inquietação que teimava em me incomodar. Foi quando vi que não estou mais acostumada a não fazer nada produtivo e cheguei a conclusão que essa rotina de treinamento aos sábados está enraizada em minha cabeça.

Compreendendo a situação, passei a pensar sob uma outra perspectiva: se não vivermos a nossa vida, conhecendo outros lugares, pessoas que pensam diferente de nós, se não vivenciarmos outras realidades, ou mesmo nos permitir um momento ocioso para viajar no pensamento, seremos modelos iguais, que pensam e que agem da mesma maneira, alheios ao que acontece do lado de fora. E ai, é esse o tipo de profissional que queremos ser?

Não quero dizer que devamos ser pessoas alienadas, ou continuar a ter uma mentalidade “tupiniquim” – muito bem colocado pelo Germano, em seu post – mas que devemos saber dosar, afinal, tudo na vida precisa ser equilibrado.


Assim, torne o seu ócio produtivo! Compartilhe momentos conhecendo novas pessoas, programe uma viagem para um lugar no qual nunca esteve (e se dedique a pesquisar tudo sobre esse novo destino), tome um banho de mar, assista um bom filme, vá àquele restaurante novo na cidade, aprenda um novo esporte!

Nem as empresas nem ninguém quer trabalhar e conviver com pessoas robôs, por isso, não deixe a vida passar, dedique-se todos os dias a fazê-la valer a pena, e carpe diem.
Ellen Yanase

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Crescimento com planejamento

Sabemos que o Brasil é considerado um dos principais países em desenvolvimento, juntamente com Índia, China e Rússia (o chamado Bric).

Sabemos também que todo desenvolvimento traz consigo crescimento, e que para crescer de forma equilibrada é necessário planejamento e execução.

No entanto, existem alguns pontos que merecem destaque e atenção maior para o crescimento do nosso país.

Um dos pontos principais, como já é de conhecimento e alarde de todos refere-se à questão do transporte. Em grandes metrópoles, como São Paulo, a situação vem se tornando insustentável, sendo necessária a tomada de outras medidas além do rodízio de carros. Assim, tem-se que dar mais subsídios para outras medidas, como transporte coletivo e planejamento urbano de crescimento.

Outro ponto importante é a respeito da criminalidade nas grandes cidades. O crime inviabiliza e compromete as cidades brasileiras, sendo essencial um policiamento honesto e competente, com o importante apoio e cumprimento das leis.

Por último, deve existir uma política rigorosa de ocupação do solo, a fim de impedir o crescimento das favelas. Assim, é necessário o investimento em programas de habitação e o comprometimento para que se reverta a ausência do Estado nas favelas, a tempo de não chegarmos a um ponto em que isso se torne irreversível.

Cabe lembrar que sem cidades preparadas, o Brasil não será capaz de aproveitar o seu potencial de crescimento.

Acredito que o país tem grande capacidade de se tornar uma potência mundial dentro de alguns anos, no entanto, devemos seguir políticas consistentes que forneçam base para um crescimento próspero e duradouro.


Ellen Yanase

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Entendendo o consumidor

Em um mundo cada vez mais dinâmico, no qual a velocidade da informação é cada vez mais rápida, as necessidades dos consumidores sofrem variações de acordo com o passar dos anos. Assim, tanto o hábito quanto o perfil do consumidor são influenciados pelo meio externo e pela evolução do pensamento.

Cada vez mais, o cliente vem aumentando o nível de exigência. Diante essa situação, para continuar em posições de liderança, as empresas precisam buscar o seu diferencial no meio cada vez mais complexo ao qual estão inseridas.

Diante essa realidade, segundo Roberto de Carvalho Dias, presidente da Itcon, a empresa deve responder às seguintes perguntas para conseguir enfrentar o mercado:

·Quem são seus clientes?

·Quem são seus concorrentes?

·Quem são seus parceiros?

·Como a empresa e seus produtos são vistos/compreendidos?

·Quais as alterações que devem ser feitas nos produtos e serviços para adequar as necessidades do consumidor atual e futuro?

·Quais os meios de comunicação que devem ser adotados para influenciar e fidelizar os consumidores atuais e futuros de forma lucrativa?

·Como sobreviver dentro da atual arena competitiva e distributiva?

De fato, é preciso muita informação, percepção e conhecimento de todas as frentes que venham a influenciar o futuro da empresa, principalmente, no que diz respeito a satisfazer o gosto do cliente, que é para ser o objetivo principal de um negócio.

Aprofundando essa linha de pensamento, vale ressaltar que uma das maiores dificuldades das empresas é identificar o que pensa, como age e quais as necessidades do consumidor contemporâneo.

Segundo a Revista Marketing - Março de 2008, para responder a essas questões, estudos vêm sendo realizados para tentar identificar os perfis psicográficos da população mundial. A responsável por esses estudos no Brasil é a empresa Y&R, que levantou o perfil dos consumidores. Vejamos o interessante resultado a seguir:

TRASFORMADOR - 9% dos brasileiros se enquadram nesse perfil - tem como necessidade a auto-expressão. Não gosta que a sociedade diga a ele o que fazer; é percebido como intelectual. Ele dita tendências.

EXPLORADOR – 10% da população do Brasil – é o primeiro a adotar as tendências. Ele é jovem de espírito, inquieto e individualista. É do tipo de pessoa que tem a necessidade do descobrimento.

VENCEDOR – corresponde a 19% dos brasileiros – é o tipo de consumidor que luta para ter seu próprio negócio, quer ter o controle, é empreendedor. Não é necessariamente uma pessoa rica, mas gosta de marcas Premium.

AMBICIOSO – somam 24% dos brasileiros – é materialista e ambicioso; se preocupa muito com a imagem, que status; é muito influenciado pela opinião da sociedade. Busca marcas de prestigio, que valorizam sua imagem.

CONVENCIONAL – 26% do nosso povo – são pessoas caseiras, que têm hábitos tradicionais e colocam a família acima de tudo. Procura segurança, não gosta de arriscar. Utiliza marcas tradicionais.

RESIGNADO – faz parte de 6% da população – é o mais conservador dos públicos; costumam escolher as marcas mais antigas e mais baratas do mercado. São os últimos a aderir a novos produtos e marcas; sua necessidade é a sobrevivência.

INCONFORMADO – 6% do total – eles não gostam de gastar dinheiro, são avessos ao consumo; esperam que a solução dos seus problemas venha de fora. Sem objetivo, ele, na maioria das vezes se coloca como vítima da situação.

Ao identificar o seu público alvo, a empresa mostra que suas idéias e objetivos estão alinhados com os desejos e buscas do consumidor e que está apta a continuar e, provavelmente, prosperar no mercado no qual atua.


Ellen Yanase

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Exemplos que inspiram

No final de semana passado esteve em cartaz em Fortaleza o Circo Nacional da China. Se fosse há alguns meses atrás, o espetáculo não teria despertado o meu interesse, no entanto, após assistir em uma das nossas formações comportamentais um vídeo que mostrava os bastidores do Cirque de Soleil, resolvi ir conferir o circo da China.

Lembro que o vídeo do Cirque de Soleil me marcou pela perseverança, amor, paixão e principalmente dedicação intensa perceptível no discurso de cada um dos entrevistados. Palavras que foram comprovadas em relances dos movimentos, inacreditáveis para a maioria dos seres humanos.

Assim, acredito que assisti com outros olhos o espetáculo na semana passada. Antes, todos aqueles movimentos me pareciam sobre-humanos, quase inatingíveis. Agora, posso compreender todo o sofrimento necessário para se atingir tais resultados. Mãos calejadas, músculos desgastados, dores, sangue, suor… e que resultado maravilhoso tudo isso proporciona.

Acho a profissão desses artistas um exemplo de vida, que deve servir de inspiração para qualquer pessoa, afinal, as grandes conquistas, merecedoras de respeito e admiração, não existem se não for à custa de muito esforço e busca constante por superação.

Ellen Yanase

terça-feira, 25 de março de 2008

Perdas e Ganhos

Sabe aquelas coincidências da vida, quando você nunca ouviu falar de uma pessoa e logo após tomar conhecimento torna a escutar sobre a mesma em um curto espaço de tempo? Ou, quando não conhece um cantor, livro ou música e, mais uma vez, quando fica sabendo a respeito, logo vem outra pessoa que não tem nada a ver lhe falar sobre o mesmo?

Pois sim, isso aconteceu comigo há duas semanas, no dia do post de despedida dos meninos (nossos companheiros ex trainees) a Glória iniciou seu texto com o título de um livro, Perdas Necessárias. Achei tanto o nome do livro quanto a breve explicação dada por ela, interessante. Quando foi à tarde, em uma conversa com uma amiga que faz psicologia, ela veio me falar sobre este mesmo livro.

A coincidência me despertou curiosidade, e, fui atrás de saber um pouco mais a respeito.

Em meio a pesquisas e reflexões, acredito que o tema abordado pelo livro seja muito interessante e pertinente a vida de qualquer ser humano.

Segundo o meu entendimento, a autora passa uma mensagem que diz que a vida das pessoas é muito influenciada, de uma forma ou de outra, pelas suas experiências de perdas. E que entendendo tais perdas podemos ampliar nossas possibilidades de escolha e nortear nosso caminho.

Entramos em contato com o sentimento de perda desde que nascemos e saímos do útero de nossas mães. Depois, quando temos que ficar longe da mãe que sai para trabalhar, ou por uma mudança de cidade devido a transferência de emprego do pai, um casamento desfeito, e finalmente a inevitável dor da morte.

Assim, acredito que ao longo da vida abandonamos ou somos abandonados, em nome das escolhas que fazemos. E tais perdas necessárias, por mais que às vezes sejam bem duras, são essenciais para o nosso crescimento e para futuro ganhos. É o equilíbrio dos opostos.

Essas mudanças no destino fazem com que nossa vida não seja marcada por repetições e nos desafiam a viver o novo.

E o desafio nos motiva, impulsiona e faz crescer. E o crescimento é, sem dúvidas, um dos grandes motivos que instiga no homem a vontade de viver.

Ellen Yanase

sexta-feira, 7 de março de 2008

Arquitetura sustentável, novas diretrizes

De volta às aulas da faculdade de arquitetura e em meio a pesquisas relacionadas à arquitetura sustentável, li alguns estudos sobre o assunto que me chamaram a atenção.

Lembrando que, quando falamos em arquitetura sustentável, logo pensamos em métodos de utilização de energia solar e eólica, reaproveitamento de água, e, no máximo, utilização de materiais recicláveis.

Após essa rápida análise, pergunto: Você já parou para pensar na reutilização de edifícios subutilizados para a construção de novos empreendimentos?

Enganam-se os que pensam que o assunto não tem nada a ver com sustentabilidade.

De acordo com as pesquisas que encontrei, cerca de 40% do gasto mundial de energia vêm da construção, uso e manutenção de edifícios.

Além disso, enquanto apenas 1% da construção na Europa refere-se a novas edificações, estima-se que no Brasil essa ordem seja superior a 70%.

Em São Paulo, por exemplo, existem inúmeros edifícios situados na Av. Paulista que estão desocupados devido à insustentabilidade de seus projetos que não valorizaram tanto a iluminação quanto a ventilação natural.

Em meio à realidade de nossa cidade, mesmo sem fazer um levantamento preciso, sabemos que existem alguns edifícios que estão nessa situação de subutilização.

Edifícios como o Hotel Savana, o Excelsior, Esplanada, Marinho de Andrade, entre outros.

Assim, de acordo com a necessidade atual de lidar com essa realidade de escassez de recursos, é papel dos arquitetos, estudar e apresentar novas possibilidades que visem à redução do impacto ambiental.


Ellen Yanase

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Gestão Ambiental

De acordo com o nosso programa de formação, concluímos ontem mais um curso da grade, o de gestão ambiental.

Sendo este um tema muito atual, é de importância de todos saber um pouco mais sobre o assunto.

Durante o curso, enquanto o professor nos falava sobre a importância da educação ambiental, percebemos que a mesma era muito mais direcionada para ações futuras do que presentes, sendo o público-alvo jovens e principalmente crianças.

Em meio às explicações surgiu uma dúvida. E quanto a educação dos adultos de hoje? A resposta já é conhecida: é mais fácil ensinar a próxima geração, do que tentar mudar os modelos mentais da geração atual.

Tenho que dizer que discordo desse pensamento. Logicamente, parece ser mais fácil pensar a longo prazo, no entanto, vejo a necessidade de trabalharmos com os adultos de hoje.

São várias questões que me fazem pensar dessa maneira, a primeira delas é bem simples. Acredito que a implementação dos ensinamentos proporcionados às crianças hoje necessitam do exemplo dentro de casa para que tais hábitos realmente tornem-se parte de sua cultura.

O outro argumento é que todo ser humano deve estar sempre buscando aprender, aperfeiçoar-se e adaptar-se ao novo. Vendo dessa maneira, acho que estamos sendo comodistas quando dizemos que não adianta tentar educar adultos e desafiá-los a quebrar modelos mentais.

Portanto, creio que devemos promover a educação ambiental informal com a mesma responsabilidade e importância que conferimos ao modelo formal.

Finalizando, deixo para vocês um trecho do Art. 1o da Lei no 9.795 de abril de 1999, que define Educação Ambiental, para conhecimento e reflexão de todos.

"Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade."

Ellen Yanase

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Bagagem cultural

Dias atrás me bateu um sentimento de nostalgia em relação ao período no qual morei em Portugal (passei 6 meses em Lisboa fazendo intercâmbio).

Fiquei lembrando da sensação ao pisar pela primeira vez em um lugar que nunca tinha ido antes, era um misto de medo e ansiedade.

Foram momentos inesquecíveis, conhecendo novos países, lugares maravilhosos, pessoas totalmente diferentes, me adaptando a um novo estilo de vida, a uma nova rotina, aos novos amigos, faculdade, clima e hábitos locais.

Logicamente, também existiam coisas que não era tão legais assim, como ter que lavar o banheiro da minha casa, ter que ir ao shopping me esquentar quando estava muito frio (já que a minha casa não tinha aquecedor) e não ceder ao luxo de voltar para casa de táxi no fim da noite, a fim de economizar.

No entanto, mesmo essas situações me trazem boas lembranças e contribuíram para o meu crescimento pessoal.

A verdade é que amo viajar. Seja de carro ou avião, para perto ou longe, lugares desconhecidos ou não… curto todos os instantes desde a programação, arrumação das malas, até o momento da volta, quando fico olhando “mil vezes” as fotos que registraram os momentos.

Para mim, viajar é uma oportunidade de ampliar os horizontes ao sair da minha rotina e me dispor a observar diferentes culturas.

Compreendendo melhor as diferenças desse mundo tão diversificado, torna-se mais fácil passar a aceitá-las e admirá-las.

Ellen Yanase

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Marketing atual

Baseada no curso de marketing que iniciou sábado passado, decidi pesquisar um pouco mais sobre o assunto que muito me interessou e compartilhar algumas dicas que andei pesquisando com os leitores.

Primeiramente, fui buscar uma definição e cheguei a uma resposta simples, mas que acredito definir bem o significado da palavra. Assim, acredito que marketing seja toda a estratégia utilizada para se convencer as pessoas a tomar algum tipo de atitude.

Como citei anteriormente, selecionei algumas dicas de um famoso publicitário chamado Marc Gobé, que acredito serem essenciais para o sucesso de qualquer negócio:

· Os clientes não podem ser tratados como um alvo a serem atacados, é preciso desenvolver um relacionamento com eles;
· Proporcione experiências. Produtos atendem necessidades enquanto experiências satisfazem desejos;
· Para ter sucesso não basta ter qualidade reconhecida, é preciso ir atrás da preferência do público;
· A marca precisa refletir as aspirações de seus clientes;
· Para se diferenciar, as marcas precisam ter uma proposta, caráter e carisma;
· Alta visibilidade não é mais suficiente. As marcas precisam buscar um contato emocional com as pessoas.
· Atender bem é só uma tarefa de venda. Estabelecer relacionamentos é reconhecer a importância do cliente.

Além do curso, ainda ontem participei de uma reunião da Incorporação que apresentou o resultado de uma pesquisa de campo voltada para o setor imobiliário, e isso me fez pensar ainda mais sobre o assunto.

Dessa maneira, acredito que o marketing não é apenas o plano de vendas de um produto ou de uma marca, sendo essencial o conhecimento de tendências e pessoas, para o seu desenvolvimento.

Para concluir o raciocínio, novamente segundo as palavras de Gobé, para as empresas do futuro, não bastará ser uma empresa conhecida, será preciso ser uma marca amada.

Ellen Yanase

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Um brinde a vida!

Sabemos que final de ano é tempo de reflexões, de fazer retrospectivas de tudo o que passou e de planejar os passos do ano seguinte.

No meu caso, como faço aniversário nessa época, estes sentimentos sobressaem. Penso se aproveitei bem mais um ano de vida, quais realizações foram importantes, quais foram os novos lugares que conheci, quais foram os novos conhecimentos que pude adquirir...

Experiências novas são essências para o crescimento pessoal, afinal, vivemos em mundo repleto de diferenças, assim, devemos estar sempre abertos a conhecer e mudar.

O conhecimento adquirido ajuda-nos a orientar os passos em busca da realização de nossos sonhos, mesmo que, algumas vezes, apesar de todo conhecimento possível, a vida nos conduza a caminhos imprevisíveis.

O que também confere dinamismo a nossa vida é o fato de que a mesma passa por diversas fases ao longo da existência.

Assim, as experiências adquiridas em uma dessas fases não serão suficientes para que saibamos lidar com os desafios futuros, insitgando-nos a querer viver novas experiências e conhecer um pouco de tudo, cada vez mais.

E a vida é assim, uma eterna busca e aprendizado, quanto mais vivemos, percebemos o quão pouco conhecemos o mundo a nossa volta.

Em sua constante mutação, a vida vai-nos oferecendo novas situações, para as quais nunca estamos verdadeiramente preparados.

Tais situações forçam-nos a crescer e amadurecer, possibilitando assim uma busca consciente pelos objetivos e conferindo-nos energia.

Viver é direito de todos, apesar de muitos não usufruírem da maneira como deveriam.

Para viver é preciso ter coragem, é preciso ter sonhos, é fazer das coisas pequenas grandes conquistas e saber brindar por elas.

Por isso, brindemos à nossa existência nessa passagem de ano!

Um feliz ano novo e que muitas aventuras façam parte de nossas vidas, hoje e sempre!


Ellen Yanase

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

A seta no alvo

Ao se comprometer, as pessoas dispõem-se a lutar por aquilo em que acreditam, encarando os desafios de forma corajosa.

O comprometimento é uma jornada sem fim que nos faz buscar a superação a todo instante e que está muito relacionado a responsabilidade e ao compromisso.

Muitas vezes, ao longo de um caminho, olhamos para trás e percebemos quantas coisas foram realizadas, no entanto, não devemos deixar de olhar para frente e saber que muita coisa ainda precisa ser feita. Assim, comprometer-se com seus objetivos é focar o pensamento no alvo.

Um homem sem objetivos é alguém sem destino, que não sabe aonde quer chegar. Sejamos diferentes! Aproveitem a existência para fazer algo que seja significativo, buscando a sua superação, comprometendo-se com a vida e não tendo medo de viver.

Desde que entramos no Programa de Trainees, uma frase que sempre ouvimos é que nós, trainees, não temos a obrigação de sermos tudo aquilo que eles, Marquise, esperam de nós, mas, que ao nos comprometermos a empresa tem total liberdade para exigir aquilo que espera da gente como futuros líderes.

Apesar de apenas 4 meses de programa, creio que todos nós somos pessoas muito obstinadas, com uma meta clara a ser atingida e que apesar de termos passado por um ciclo um tanto quanto turbulento de adaptação, confio plenamente na capacidade de superação de todos.

Tenho certeza que ao final de um ano e meio do programa, seremos uma equipe de 14 vencedores, satisfeitos e orgulhosos de termos superado esse desafio e prontos para outros ainda maiores que a vida terá a nos oferecer.

Ellen Yanase

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Consciência Urbana

Em meio a época de entrega de trabalhos na faculdade, mergulhada em pesquisas e projetos, volto a trazer ao blog alguns questionamentos relacionados a arquitetura!

Reforçando a minha vontade de falar um pouco sobre esse tema, o Caderno Vida e Arte do Jornal O Povo desse último domingo, foi dedicado quase que inteiramente ao assunto.

Em linhas gerais, a reportagem nos lembra a tendência atual do processo de segregação espacial e da cultura do individualismo.

O problema aparece a partir do momento em que o cidadão, que tem dinheiro para garantir sua segurança individual, passa a se abster de sua responsabilidade na política urbana. Dessa forma, o abismo entre as diferenças sociais cresce consideravelmente.

Fortaleza tem hoje uma população média de 2.500.000 habitantes, segundo o IBGE, sendo a quarta capital do país em número de habitantes.

Esse aglomerado urbano existente, hoje, sem o planejamento necessário que era para ter sido feito anos atrás, é sentido através da saturação do sistema viário, da degradação de alguns bairros e da falta de infra-estrutura em geral.

Inclusive, daqui a alguns anos, caso não haja hoje a preocupação de se fazer um planejamento para os próximos anos, iremos sentir as consequências, também, do ponto de vista ambiental.

Diante essa realidade, acredito que a saída para que tenhamos condições dignas de vida daqui a 20 anos é a conscientização da necessidade de se adotar um estilo de desenvolvimento sustentável, tanto a nível ambiental quanto social.

Lembrando que, somente através do conhecimento é temos a possibilidade de desenvolver nossa consciência, e, que essa é o primeiro passo para passarmos a adquirir responsabilidade, que é de fundamental importância para o homem que deseja exercer seu papel de cidadão.

Ellen Yanase

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

É tempo de refletir

Estamos em clima de Natal. As ruas estão iluminadas, shoppings decorados, deliciosos panetonnes preenchendo as prateleiras dos supermercados e artigos natalinos por todos os lados.

Com a aproximação do fim do ano, começamos a fazer uma retrospectiva de tudo o que passou, é um período de reflexão.

É também nessa época que começamos a fazer planejamentos para o próximo ano, listando novos objetivos e renovando o prazo daqueles que não conseguimos cumprir (como aqueles cinco quilos que você queria ter perdido, mas, vai deixar para depois das festas natalinas).

No meu caso, fico feliz ao analisar e constatar que alguns sonhos foram concretizados. Outros reformulados e outros adiados.

O que importa é ver o crescimento, as conquistas e experiências vividas ao longo do ano. É sentir a satisfação pela vida e perceber a tranquilidade ao constatar que se fez o possível para alcançar os objetivos.

É fazer tudo isso sem esquecer de dar valor as coisas singelas que a vida tem a nos oferecer.

Obviamente, sabemos que o caminho muitas vezes não é fácil, e que a conquista exige sacrifícios para que seja atingida, mas, os obstáculos do percurso acabam por tornar o gostinho da vitória mais saboroso.

E você, amigo leitor, se sente satisfeito ao lembrar-se de tudo o que fez ao longo desse ano? Ou apenas viu a sua vida passar voando pela frente?Convido todos a fazerem tal reflexão, e, mesmo que a resposta não seja tão satisfatória, não desanime, afinal, ano novo é sempre momento de recomeçar.

Ellen Yanase

sábado, 3 de novembro de 2007

Tomada de decisões

Gostaria de compartilhar com vocês um pouco sobre o treinamento de formação comportamental que tivemos hoje de manhã. O tema era: Tomada de Decisões.

Durante o treinamento, lembrei-me de uma das fases da seleção do programa de Trainees, a entrevista com os gestores, na qual a Glória me perguntou quais eram meus maiores defeitos e a questão da tomada de decisões foi um dos pontos que levantei.

Tal lembrança e identificação me proporcionaram algumas reflexões a respeito.

Baseada em uma frase do grande filósofo francês Jean Paul Sartre, “Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim”, acredito que as atitudes que tomamos e o modo como agimos resultam da vida que levamos hoje, responsabilizando-nos e norteando o caminho futuro.

No entanto, algumas questões a respeito perturbam a cabeça da maioria das pessoas: e se tivéssemos tomado aquele outro caminho? Será que o caminho que escolhi foi a melhor opção?

Dentre essas questões, só podemos garantir uma verdade: independente de qual caminho tenha escolhido, essa é sua realidade no momento, e não adianta questionar as escolhas passadas ou aquelas que deixou de fazer, nada disso vai mudar a sua vida hoje.

Sendo assim, como fazer para não tomar decisões precipitadas e parar de adiar decisões importantes a serem feitas?

A seguir estão alguns pontos que acredito ser de grande importância e que ajudam na tomada de decisões:
  • Em primeiro lugar, conscientize-se de que abster-se de fazer uma decisão já é uma escolha (por ação ou omissão estamos sempre fazendo escolhas);

  • Assuma a responsabilidade pelos seus atos, ninguém mais é responsável pelos erros ou acertos em seu caminho;

  • Não confunda aceitação com conformismo. De nada adianta ficar se remoendo por ter tomado uma atitude errada. Tome-a como exemplo para agir da melhor maneira em futuras situações semelhantes.

  • Finalmente, conscientize-se de que existem “n” possibilidades em seu caminho, não fantasie as escolhas que deixou de fazer.


Por fim, não esqueça que a importância que damos às nossas escolhas está indubitavelmente relacionada ao valor que conferimos à vida. Seja no âmbito profissional ou pessoal.


Ellen Yanase

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Produtividade nas reuniões

Realizar reuniões faz parte do cotidiano dentro da realidade empresarial. É realmente fundamental a união do grupo, tendo em vista a tomada de decisões em conjunto, agregar valor ao tema (devido às diversas opiniões), e também do ponto de vista informativo.

O problema surge quando a prática se torna um hábito. Para toda decisão a ser tomada, faz-se uma reunião, alguma dificuldade no meio do caminho, lá vem outra reunião, muitas vezes consumindo desnecessariamente o tempo dos participantes.

Diante dessa realidade, sugiro, a seguir, alguns pontos a serem analisados antes de se convocar uma reunião:
  • Sua necessidade real – pode ser substituída por outra forma de decisão?

  • Seu objetivo – há clareza quanto o que se pretende com este tipo de instrumento?

  • Sua oportunidade – em relação ao tema a ser discutido, o momento é o mais adequado, há disponibilidade dos interessados (com representatividade para participar da reunião)?

  • Seu custo – o benefício gerado pelo evento justifica o investimento inicial – tempo, valor hora dos envolvidos, recursos?

Verificando a necessidade da reunião ser convocada, seguem algumas dicas para dinamizar e agilizar o processo:

  • Ao convocar uma reunião, elabore com antecedência os pontos a serem discutidos e siga um roteiro para que o grupo não se perca no processo.

  • Tente começar a reunião na hora marcada, mesmo que todos os componentes não estejam presentes.

  • Se for necessário, atrase, no máximo, 5 minutos. Assim você não desconsidera aqueles que chegaram na hora e não o desmotiva a cumprir o combinado em reuniões posteriores.

  • Ao começar, não se prolongue muito na introdução e vá direto e conciso ao assunto.

  • Tente intermediar o decorrer da reunião, evitando conversas paralelas e que se repita algo que já foi acordado.

  • Anote tudo o que se passa na reunião e ao final faça um resumo do que foi decidido para os participantes.

  • Evite prolongar a reunião. Reuniões muito longas desgastam e desconcentram os participantes, tente fazê-la durar no máximo 80 minutos.
Seguindo esses pontos, provavelmente suas reuniões serão mais eficazes e valorizadas pela equipe.

(Fonte: artigo de Francisco Bittencourt, Gerando Reuniões Produtivas.)

Ellen Yanase

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A vida se faz de memórias

Depois de uma segunda-feira agitada, encerrando o período de provas na faculdade, deu-se início o Mundo Unifor, no qual dispomos de palestras e mini-cursos voltados para cada área específica.

Assim, tive a oportunidade de assistir a algumas palestras. Uma que me chamou atenção especial foi a palestra do arquiteto Ciro Pirondi – Arquitetura e as Fronteiras do Conhecimento – o palestrante é um dos fundadores da Escola da Cidade (Instituição de Ensino Superior localizada na cidade de São Paulo) e simplesmente arrasou em seu discurso.

Ciro enfatizou a necessidade do arquiteto em aprofundar e estabelecer relações entre seus conhecimentos enquanto estudantes, em termos culturais e técnicos, para que possamos nos formar profissionais dignos, longe da mediocridade, pois, de acordo com as palavras do palestrante, e que concordo plenamente, nossas referências é que dão forma ao nosso trabalho. Os momentos que vivenciamos, a maneira como enxergamos o mundo, e a responsabilidade que adquirimos é que vão ditar o tipo de arquitetura que faremos.

Outra coisa que puder fazer foi assistir a um filme (o que não fazia a alguns meses). O escolhido foi Cinema, Aspirinas e Urubus, do brasileiro Marcelo Gomes. Pude ver, como em raros outros casos, o Nordeste ser apresentado de forma tão transparente, sem caracterizações forçadas, que na maioria das vezes acabam por beirar o ridículo.

O filme descreve a vida de dois diferentes jovens que se cruzam no sertão nordestino, em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial. Ranulpho, o nordestino, é um sonhador, determinado, e que identifica em Johann, o alemão, sua oportunidade de sair daquela realidade e encontrar seu destino. Com seu jeito peculiar, o personagem quebra paradigmas da maioria dos espectadores, que acreditam que todo sertanejo vitimado pela seca é sofredor e resignado a sua realidade, sem sonhos e ambições.

Já Johann mostra um outro lado dos alemães, um lado humano, que não se identifica com a realidade das guerras e foge para o Brasil em busca de uma vida em paz. Ele não apresenta comportamentos que identificassem quaisquer sentimentos de superioridade, ao contrário, aceitava com maestria as diferenças culturais que lhe cruzavam o caminho.

É impossível não relacionar o filme com as palavras de Ciro. Adaptando as palavras do palestrante para a realidade além da arquitetura, fica a idéia de que cada um é o responsável pelo seu destino, pelo rumo de sua história. E que o sucesso dessa realidade depende da vontade, do conhecimento, da esperança, do desejo de ir além. É nesse desejo que encontramos coragem para arriscar, e é dos desafios vividos que construímos nossas histórias, e são essas histórias que guardamos na memória.

Por isso, cultivemos sempre o desejo de crescer, buscando ser pessoas melhores, não temendo arriscar… muitas vezes são os caminhos mais tortuosos os que mais marcam nossas vidas.
Ellen Yanase