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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

“2008, Ano bissexto!”


O mês de fevereiro retratado no quadro
Les Très Riches Heures du duc de Berry février.

O ano de 2008 é um ano bissexto, então fevereiro terá 29 dias!!!

Fevereiro é o segundo mês do ano, pelo calendário gregoriano. Tem a duração de 28 dias, a não ser em anos bissextos, em que é adicionado um dia a este mês. Já existiram três dias 30 de Fevereiro na história. O nome fevereiro vem do latim februarius, inspirado em Februus, deus da morte e da purificação na mitologia etrusca. Originariamente, fevereiro possuia 29 dias e 30 como ano bissexto, mas por exigência do Imperador César Augusto, de Roma, um de seus dias passou para o mês de agosto, para que o mesmo ficasse com 31 dias, semelhante a julho, mês batizado assim em homenagem ao Imperador Júlio César.

A razão da existência do ano bissexto é para se corrigir a discrepância entre o ano-calendário convencional e o tempo de translação da Terra em volta do Sol — o ano solar.

A Terra demora aproximadamente 365,25 dias solares (1 ano trópico) para dar uma volta completa ao redor do Sol, enquanto o ano-calendário comum (por convenção) tem 365 dias solares. Portanto, sobram aproximadamente seis horas (0,25 de dia) a cada ano solar. As horas excedentes são somadas e, a cada quatro anos, adicionadas ao calendário na forma de um dia (4 x 6h = 1 dia). Este dia extra é incluído no mês de fevereiro, que terá então 29 dias.
O calendário juliano, implantado em 45 a.C por Júlio César, tinha uma regra similar, mas mais simples que a atual, para definir os anos bissextos. Seriam bissextos, sem exceção, todos os anos múltiplos de 4.

Tj = 365 + 1/4 = 365,25

São portanto bissextos:
· Os múltiplos de 4 e não múltiplos de 100: 1996, 2004, 2008 e 2012
· Os múltiplos de 400: 1600, 2000, 2400

Não são bissextos:
· Os não múltiplos de 4: 1601, 1999, 2002 e 2015
· Os múltiplos de 100 e não de 400: 1700, 1800, 1900 e 2100

Os anos bissextos sempre foram cercados de mitos e tradições. Uma das mais divertidas surgiu no século XIII, na Escócia. Em um ano bissexto, eram as mulheres (e não, como de costume, os homens) que tinham o direito de escolher quem desejassem para marido. E se o escolhido não concordasse com o casamento, era obrigado a pagar uma multa de respeito.

Já imaginaram se isso virasse “moda” no nosso mundo atual??

Bom ano bissexto! E um ótimo 29 de Fevereiro que, por sorte, é SEXTA-FEIRA!

Catarina Guimarães

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

“Voltei Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço...”

Quando começou o Programa de Trainee avisei em casa que não sabia se estaria presente nem mesmo na noite de natal ou de ano novo. Amigos perguntavam para onde eu ia no carnaval e eu respondia – “Não sei! Acho que não seremos liberados para o feriado!”

Mas, para minha grande alegria fomos liberados sim! E, aproveitei o feriado, revendo minha família e terra natal – Recife/PE. Pela primeira vez em 25 anos estive lá na época do carnaval. E tive o prazer de conhecer o tradicional Galo da Madrugada, os Papangus de Bezerros, a festa no Recife Antigo e depois a praia de Serrambi e suas águas cristalinas, pertinho de Porto de Galinhas.

Por isso dei ao meu texto este título. Essa frase é a primeira frase de uma música de frêvo. Foi animador ver que Recife e o estado crescem com alguma idéia de ordenação e planejamento em infra-estrutura. Vias duplicadas, uma já concluídas outras ainda em obras, a potência que será a refinaria localizada próximo ao porto de Suape, o polo industrial e as grandes indústrias que decidiram instalar lá suas filiais.

Não só para uma Pernambucana apaixonada por sua terra, mas para qualquer visitante sensato, Pernambuco cresce. É claro que lá também existe o problema social. Mas estou comentando o quesito estrutura! Recife há muito tempo é cheia de viadutos, túneis, avenidas de quatro vias, muitas vezes não usam asfalto para pavimentar mas sim placas de concreto que duram muito mais.

E Fortaleza precisa disso. Largas vias, viadutos e não de sinais por toda a cidade aumentando o tempo de exposição dos cidadãos parados esperando para poder seguir. Um percurso na Washington Soares que antes eu fazia em 3 minutos, hoje preciso de 8 ou 10 minutos para perfazê-lo. Fico exposta em quatro semáforos. Os retornos foram extintos, ou pega o sinal ou vai até a entrada para a Lagoa Redonda para voltar.

Precisamos de um planejamento e que a cidade reflita esse planejamento!

Bom final de semana!
Catarina Guimarães

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

“O tempo não PÁRA!”

Retrospectiva – 2° Semestre de 2007!

Faculdade: Engenharia Elétrica;
N° de Cursos de língua estrangeira: 2;
Esportes praticados: 0;
N° de livros lidos pelo programa de Trainee: 18;
N° de resenhas: 18;
Namoros terminados: 1;
Amigos Novos: pelo menos 14!!!


Em 2007 muita coisa foi substituída, outras foram postas de lado já que podiam aguardar. O invocado é que a “to-do list” só fez crescer! Como é que pode? Estabelecer as prioridades é duro, pois nem sempre sobra espaço para o que se faz com real prazer... Ontem mesmo me disseram no trabalho: “O quê? Você era uma atleta!”. É mesmo, eu ERA!!! Já faz três anos que não sou mais... Era necessário horário para realizar outras atividades e tive que abrir mão daquilo que me acompanhou por vários anos – O esporte!

Quando eu era mais nova todo mundo dizia que depois dos 15 anos de idade o tempo voa... e eu não acreditava muito nisso não! Aí, completei meus quinze anos, há uns 10 anos e meio atrás... o quê para mim parece que foi antes de ontem. Num piscar de olhos lá estava eu comemorando meus 18 anos de idade... E o tempo passando... Hoje tenho 25 anos... Ué, cadê os dez anos que faltam? Não me sinto com ¼ (um quarto) de século... E quando vejo todos os planos que ainda tenho por realizar me sinto velha... Na verdade esse é o único momento que me sinto assim! Ainda bem, não é mesmo?

E parece que não vai melhorar não, a tendência, ao que me parece, é piorar! O tempo vai correr cada vez mais rápido porque as responsabilidades vão aumentar sempre. Às vezes me acordo sem a menor noção de que dia da semana ou do mês que é. 2008 chegou e eu não notei, só sei porque os calendários me dizem sempre que o ano é outro.

Precisamos sempre substituir as atividades antigas para termos tempo, finalmente, para novas realizações. Mas é claro que bate saudade “daqueles tempos”, principalmente para alguém saudosista (mas não entenda a palavra no seu sentido político) como eu. Quero fazer tanta coisa que acho que só terei tempo para aprender a andar de skate treinando com meus netinhos...

Preocupações de mais um início de ano! Estabelecer o que virá primeiro, determinar as prioridades e deixar os demais sonhos em “stand-by” numa longa lista de espera...

E você, já realizou metade daquilo que deseja? O que falta para você?
Acredito que todos temos sonhos e devemos buscá-los... cedo ou tarde... porque o tempo não pára... o que vale é realizá-los!!!

Bom semana de trabalho!
Catarina Guimarães

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

“O exercício da VIDA!”

Nascemos, crescemos, envelhecemos! Simples não é? Não, não é! Na verdade é um emaranhado complexo de acontecimentos que podemos resumir no “tronco” – nascer, crescer, envelhecer.

O difícil nesse processo é conseguir lidar com as perdas, principalmente de quem amamos! Por mais que compreendamos o processo da vida sempre é doloroso ter alguém no hospital, fraquinho, tendo a vida parecendo que por um fio.

Os sentimentos que normalmente afogamos por não termos tempo para demostrá-los virão, cedo ou tarde, à tona. Quanto tempo eu perdi na minha adolescência achando “vergonhoso” permitir que me vissem chorando, mas o meu orgulho não permitia... Que bobagem! Na verdade é mais feliz quem consegue chorar, quem consegue expressar suas emoções. Guardar o que se sente, engolir o choro só deixa nosso coração pesado, carregado.

Nesse Natal peço em oração que o Espírito Santo me dê Sabedoria e Paciência para aprender a me desprender das pessoas que amo.

Feliz Natal para todos!
Catarina Guimarães

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

“O dia deveria ter, no mínimo, 30h!!!”

Final de ano, provas, trabalhos, livros, resenhas, cursos de língua estrangeira... Tudo chegando ao final no mesmo tempo. E quem perde a vez?! O sono, é claro!!! Dar uma coçada nos olhos e temer um cochilo tem sido comum pra mim e tenho certeza que para meus amigos trainees também. Afinal, o dia só tem 24h! Que absurdo!!! Quem inventou isso?!?!

Como Ivo e Ruben colocaram em seus artigos chegamos numa fase onde precisamos de tempo e então, o sono fica negligenciado. Mas o pior de tudo é que ele, quando atrasado, prejudica o rendimento e não adianta ter estudado horrores por três noites a fio porque na hora “H” é mais fácil você ter que brigar com seus olhos para não dormir sobre o papel do que “arrasar”! Aliás, papel esse, que às vezes olhamos como se viesse escrito em grego e não em português... Claro! Você tá trocando os olhos de tanto sono, não dá pra ler assim!!

Nem mesmo a expressão do nosso olhar é mais aquela... Brigamos uma luta enfadonha com palpébras e sobrancelhas que insistem em querer ceder para a gravidade, mas nós não queremos, e arregalamos os olhos para fazê-las desistir de fechar.

“Sai de mim sono que tu não me pertences!”... Bem que podia funcionar mesmo, não é? E ainda para completar existe a velha amiga Lei de Murphy que, em minhas palavras, diz: que tudo que tiver de dar errado, dará errado! Parece que uma nuvem negra está seguindo a gente, mas só a gente!!! Imprimir aquele trabalho em cima da hora, que tolice! É claro que o papel vai acabar, engasgar na impressora, a tinta vai acabar... Lêdo engano o de quem pensa que só acontece com os outros!

Mas é isso aí, quem avisa amigo é! Nós, trainees, estamos falando por experiência própria. Por passar pela frustração de, às vezes, não atingir a excelência que nós desejávamos... Mas bater a cabeça contra a parede também não ajudará em nada, não é verdade? Precisamos aprender com os erros que cometemos agora, corrigí-los e alinhar os esforços para que não mais aconteçam. Chorar pelo leite derramado não resolve de nada!

Mas eu continuo desejando que meu dia tivesse 30 horas!!!!

Boa semana de trabalho!
Catarina Guimarães

terça-feira, 27 de novembro de 2007

“GOOOOOLLLLL!!!!”

É incrível como o esporte consegue contagiar, emocionar, motivar e agregar pessoas de classes sociais diferentes, que talvez nunca tenham se visto antes mas que, na hora de comemorar o GOLAÇO do seu time do coração, se tornam “imediatamente” comuns umas às outras.

Na minha casa fui pioneira em ir ao estádio de futebol assistir jogos, meu pai mesmo nunca foi para o estádio ver um jogo por opção... Nem mesmo um Fla-Flu no Maracanã conseguiu convencê-lo. Eu sempre que ia pro estádio contava da energia que se sente nas torcidas, e acho que ninguém conseguia captar o que eu tava falando!!! Heheee

Idependente de qual esporte seja, uma torcida energiza tanto jogadores quanto a própria torcida. E eu particularmente, acho muito triste relacionar esporte à violência, tragédia, insegurança ou vandalismo.

“Cada macaco no seu galho”... Cada um torce pelo seu time, a disputa entre torcidas deve ser saudável e não de vida e morte. E a ida ao estádio deve ser lazer e não motivo de preocupação tanto para os que vão quanto para aqueles que ficam à espera dos torcedores “fanáticos”. E os perigos são grandes: violência, instabilidade estrutural, imprudência dos motoristas nos trajetos de ida e volta, etc.

Como uma ex-atleta de voleibol “frustrada” (segundo meu ex-técnico, eu era uma excelente jogadora, se estivesse no banco de reservas torcendo pelas outras - Rsrsrsss) assistir um jogo ao vivo ou na TV me traz a lembrança da adrenalina que se sente quando se entra “em campo”.

Então, caros leitores, cultivemos o espírito esportivo em nossos corações, mantenhamos viva a idéia de ESPORTE = SAÚDE = BEM ESTAR = VIDA! Torçam para o vosso time que eu torço para o meu... E se for dizer que meu time perdeu lembre que na VIDA se perde mas também se ganha e é exatamente isso, essa oscilação, essa instabilidade estável, que nos atrai tanto NELA!

Uma ótima semana!
Catarina Guimarães

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O que você disse???

Muito se tem difundido sobre a habilidade de falar bem, se apresentar em público, ter uma boa oratória. Sem dúvida esta habilidade é importante e necessária para que se tenha um refinamento na mensagem que se quer emitir e, desta forma, sejam eliminados os ruídos que porventura possam interferir no bom entendimento da mensagem.

Entretanto, há outra dimensão importante que compõe um perfeito entendimento da mensagem, que é a do outro que ouve. Esta escuta se dá tanto mais perfeita, quanto maior for a atenção dedicada ao interlocutor,mas também será ampliada pelo entendimento que este tem do assunto, a empatia estabelecida no contato presencial, o estado emocional, enfim, há uma série de fatores que interferem no processo de comunicação que é bem mais complexo do que simplesmente falar versus ouvir.

Já que estamos falando de um processo complexo, imagine se a habilidade de escuta é limitada e por outro lado, a habilidade de falar não está desenvolvida a ponto de se ter a clareza de que as palavras são códigos extremamente importantes na construção ou desconstrução dos seres envolvidos no processo de comunicação? Quantas vezes estas palavras são elementos que produzem o crescimento do outro ou, em contrapartida, promovem o distanciamento e impactam na auto-estima daqueles que ouvem?

De longo tempo, um dito popular afirma: "Se quiser conhecer alguém, coma com ele uma saca de sal" ....ah!!! O tempo!!! O tempo, este marcador tão independente de nós, se impõe como um fator determinante para que, através do convívio e do conhecimento do outro, o processo de comunicação ganhe mais sintonia. Assim como no rádio que, quando não está bem sintonizado, tem-se ruído e má qualidade de transmissão. Que o aprendizado de falar-ouvir seja cada vez mais positivo no sentido da elevação do ser e na formação de pessoas cada vez melhores.

Desta forma caros leitores, vamos refletir sobre a importância dos conteúdos com os quais queremos preencher os corações daqueles com quem nos relacionamos e vamos nos dedicar ao exercício de permitir ao outro a confirmação de si mesmo, quando os ouvimos ou lhes dirigimos nossas palavras.

sábado, 13 de outubro de 2007

O poder da imaginação!

A imaginação humana é em geral muito fértil. Especialmente quando o cenário externo contribui para essa criatividade fantasiosa e excessiva! :-P

Já abordamos aqui o assunto criatividade em toda sua tradução positiva, mas e o lado “obscuro” da nossa criatividade? Aquele que faz pequenas coisas parecerem um bicho-de-sete-cabeças e deixa nossa mente vagar por entre os mais diversos, tolos, sórdidos, temíveis, alegres, rancorosos, simples e complexos caminhos sobre determinadas situações, o que podemos falar dele?

O ser humano por natureza é um bicho desconfiado, ainda mais se envolver algum tipo de perda na situação! Essa perda pode ser material, afetiva, moral... Não importa o gênero, mas sim o resultado incontestável, de devaneio – para não dizer “viagem” mesmo! – , que a possibilidade do surgimento desta sensação desperta na maioria das pessoas. Aí meu amigo a cabeça começa a girar, você imagina “n” situações diferentes, pensa nas conseqüências, no que irá dizer... Aff! Chega cansei! (hahaa). E quando percebe nem sequer se dá conta de como chegou até aquelas idéias malucas de tantas voltas que deu até chegar nelas!!

Quem nunca se viu completamente desconcentrado enquanto deveria estar “ligado” em uma aula, ou conversa? Você deveria fazer aquele trabalho importantíssimo, está com o livro aberto diante de seus olhos e, no entanto, seus pensamentos insistem em desobedecê-lo vagando do norte ao sul, do leste ao oeste de sua cabeça... Quem nunca se viu numa situação assim que atire a primeira pedra! (Não levem a sério!)

Para mim esse é o lado obscuro da criatividade. É quando ao invés de ajudar ela atrapalha sua concentração nas horas mais cruciais dos seus dias. E o pior de tudo é que, ao meu ver, ele é quase incontrolável! Por maior que sejam os esforços para mantêr a concentração parece que pagamos um “ticket” de embarque, porém só de ida meu caro amigo!, com destino ao mundo do nada onde tudo se passa dando voltas e mais voltas na sua cabeça, sem parar. Abriram a porteira e o touro da imaginação, indomado, bufa e galopeia seguro de si domando o toureiro que deveria domá-lo.

É. Preciso confessar que este artigo é o mais puro reflexo de sentimentos particulares... De necessidades pessoais de “domar” e “tanger” no sentido desejado minha criatividade. Entretanto, vejo sua importância, pois ao compartilhá-lo é provável que muitos se identifiquem e que a partir do que leram decidam ter uma relação diferente com sua desconcentração. Ela pode parecer mais displicente do que na verdade é, entretanto é apenas sua criatividade precisando de regras claras e horários definidos como uma criança precisa dos limites impostos pelos pais. Boa sorte e usem a criatividade da melhor maneira possível e façam ela trabalhar para vocês e não contra vocês!

Catarina Guimarães