A imaginação humana é em geral muito fértil. Especialmente quando o cenário externo contribui para essa criatividade fantasiosa e excessiva! :-P
Já abordamos aqui o assunto criatividade em toda sua tradução positiva, mas e o lado “obscuro” da nossa criatividade? Aquele que faz pequenas coisas parecerem um bicho-de-sete-cabeças e deixa nossa mente vagar por entre os mais diversos, tolos, sórdidos, temíveis, alegres, rancorosos, simples e complexos caminhos sobre determinadas situações, o que podemos falar dele?
O ser humano por natureza é um bicho desconfiado, ainda mais se envolver algum tipo de perda na situação! Essa perda pode ser material, afetiva, moral... Não importa o gênero, mas sim o resultado incontestável, de devaneio – para não dizer “viagem” mesmo! – , que a possibilidade do surgimento desta sensação desperta na maioria das pessoas. Aí meu amigo a cabeça começa a girar, você imagina “n” situações diferentes, pensa nas conseqüências, no que irá dizer... Aff! Chega cansei! (hahaa). E quando percebe nem sequer se dá conta de como chegou até aquelas idéias malucas de tantas voltas que deu até chegar nelas!!
Quem nunca se viu completamente desconcentrado enquanto deveria estar “ligado” em uma aula, ou conversa? Você deveria fazer aquele trabalho importantíssimo, está com o livro aberto diante de seus olhos e, no entanto, seus pensamentos insistem em desobedecê-lo vagando do norte ao sul, do leste ao oeste de sua cabeça... Quem nunca se viu numa situação assim que atire a primeira pedra! (Não levem a sério!)
Para mim esse é o lado obscuro da criatividade. É quando ao invés de ajudar ela atrapalha sua concentração nas horas mais cruciais dos seus dias. E o pior de tudo é que, ao meu ver, ele é quase incontrolável! Por maior que sejam os esforços para mantêr a concentração parece que pagamos um “ticket” de embarque, porém só de ida meu caro amigo!, com destino ao mundo do nada onde tudo se passa dando voltas e mais voltas na sua cabeça, sem parar. Abriram a porteira e o touro da imaginação, indomado, bufa e galopeia seguro de si domando o toureiro que deveria domá-lo.
É. Preciso confessar que este artigo é o mais puro reflexo de sentimentos particulares... De necessidades pessoais de “domar” e “tanger” no sentido desejado minha criatividade. Entretanto, vejo sua importância, pois ao compartilhá-lo é provável que muitos se identifiquem e que a partir do que leram decidam ter uma relação diferente com sua desconcentração. Ela pode parecer mais displicente do que na verdade é, entretanto é apenas sua criatividade precisando de regras claras e horários definidos como uma criança precisa dos limites impostos pelos pais. Boa sorte e usem a criatividade da melhor maneira possível e façam ela trabalhar para vocês e não contra vocês!
Catarina Guimarães