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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O que você disse???

Muito se tem difundido sobre a habilidade de falar bem, se apresentar em público, ter uma boa oratória. Sem dúvida esta habilidade é importante e necessária para que se tenha um refinamento na mensagem que se quer emitir e, desta forma, sejam eliminados os ruídos que porventura possam interferir no bom entendimento da mensagem.

Entretanto, há outra dimensão importante que compõe um perfeito entendimento da mensagem, que é a do outro que ouve. Esta escuta se dá tanto mais perfeita, quanto maior for a atenção dedicada ao interlocutor,mas também será ampliada pelo entendimento que este tem do assunto, a empatia estabelecida no contato presencial, o estado emocional, enfim, há uma série de fatores que interferem no processo de comunicação que é bem mais complexo do que simplesmente falar versus ouvir.

Já que estamos falando de um processo complexo, imagine se a habilidade de escuta é limitada e por outro lado, a habilidade de falar não está desenvolvida a ponto de se ter a clareza de que as palavras são códigos extremamente importantes na construção ou desconstrução dos seres envolvidos no processo de comunicação? Quantas vezes estas palavras são elementos que produzem o crescimento do outro ou, em contrapartida, promovem o distanciamento e impactam na auto-estima daqueles que ouvem?

De longo tempo, um dito popular afirma: "Se quiser conhecer alguém, coma com ele uma saca de sal" ....ah!!! O tempo!!! O tempo, este marcador tão independente de nós, se impõe como um fator determinante para que, através do convívio e do conhecimento do outro, o processo de comunicação ganhe mais sintonia. Assim como no rádio que, quando não está bem sintonizado, tem-se ruído e má qualidade de transmissão. Que o aprendizado de falar-ouvir seja cada vez mais positivo no sentido da elevação do ser e na formação de pessoas cada vez melhores.

Desta forma caros leitores, vamos refletir sobre a importância dos conteúdos com os quais queremos preencher os corações daqueles com quem nos relacionamos e vamos nos dedicar ao exercício de permitir ao outro a confirmação de si mesmo, quando os ouvimos ou lhes dirigimos nossas palavras.