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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Doenças oportunistas de inverno.

O inverno espalha doença. Sabe-se que durante esta estação mazelas como a dengue ressurgem e se espalham vertiginosamente. Os leitos dos hospitais estão lotados, as filas são longas e a espera é grande... Cenário comum e conhecido para muitos dos brasileiros, e todo mundo conhece alguém que ficou doente neste “inverno” de Fortaleza.
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Durante o inverno, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças das vias respiratórias gripe, resfriado, rinite, sinusite, bronquite e asma chegam a triplicar. Eu, por exemplo, que tenho rinite alérgica e sinusite, acordo freqüentemente com uns 1000 espirros pela manhã.
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As doenças respiratórias são realmente esperadas e muito comuns nesta época do ano. Mas esses dias têm me impressionado o número de pessoas que conheço com uma mazela que há tempo não via: conjuntivite viral.
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A doença é altamente contagiosa, e se espalha facilmente em aglomerações em ambientes pouco arejados que facilitam a proliferação de vírus. Os sintomas da conjuntivite viral são: pálpebras inchadas, vermelhidão, coceira, ardência, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, secreção transparente e fotofobia (aversão à luz).
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Quem se sentir assim deve imediatamente procurar o médico e fazer o tratamento respectivo, que normalmente é feito com compressas geladas, lubrificação intensa e colírios antiinflamatórios que aliviam os sintomas receitados por um médico. E mais, nada de se automedicar!
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Como em toda doença a prevenção é mais eficaz e menos custosa do que do que o trata- mento, a recomendação é evitar coçar os olhos, ambientes fechados, poeira, contato com animais e plantas. Nas empresas os maiores veículos de contaminação são os teclados de computador, mouse e interruptores de luz. Assim, lavar as mãos com freqüência também ajuda na prevenção.
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Além destes cuidados básicos, alimentar-se bem e aumentar a imunidade são essenciais para que nenhuma doença oportunista nos pegue neste inverno.
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Lívia Ferreira

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Converter informação em conhecimento.

Neste momento, o meu estágio interno é no Núcleo de Gestão da Marquise. Este setor faz o monitoramento de todos os dados operacionais das filiais da Limpeza Urbana no Brasil. Como futura engenheira de produção que sou, costumo enxergar cada setor por seu processo macro, no modelo inputs - processo de transformação -outputs. No Núcleo de Gestão, os inputs são dados brutos digitados no sistema integrado, o processo de transformação interno é a filtragem dos dados e a elaboração de relatórios gerenciais e os outputs são os relatórios de produção e manutenção prontos.
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Duas grandes questões estão presentes no meu trabalho. A primeira com que me deparo todos os dias é como transformar confusão em clareza. Quero dizer que temos disponível uma vasta gama de dados brutos sobre os quais podemos nos debruçar e produzir quantos relatórios, fazer tantas análises, quanto quisermos. Mas, obviamente, nem todas são interessantes o suficiente para a gerência. É preciso critério para filtrar o que agrega valor.
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A segunda é como transformar toda essa informação produzida nos relatórios em conhecimento. Não se produzem relatórios por produzir, nem se formulam indicadores simplesmente por fazer. É preciso parar, olhar bem para eles, observar, comparar, analisar, ver o que querem nos dizer e aprender com eles. Também é necessário conhecer todos os pormenores de sua composição, os porquês daquele número naquele período, para onde apontam, etc. Enfim, é preciso aprender a ver o que eles mostram sobre a realidade operacional da empresa.
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Nem preciso dizer que é pré-requisito aliar força investigativa à analítica para participar de todo esse processo do Núcleo de Gestão. Este é a habilidade que estou desenvolvendo aos poucos. Este é o aprendizado que está ficando pra mim, que entrei agora. E toda essa complexidade de é fascinante de se ver!
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Lívia Ferreira

quarta-feira, 14 de maio de 2008

13 de Maio – dia de Nossa Senhora de Fátima

Hoje a igreja católica apostólica romana de todo o mundo comemora o dia de Nossa Senhora de Fátima. Mas porque este dia? Como surgiu?
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No dia 13 de Maio de 1917, três pequenos pastores portugueses - Lúcia de 10 anos, Francisco de 9 e Jacinta de apenas 7 anos – brincavam enquanto as ovelhas pastavam na região da Cova da Iria, em Fátima, Portugal, quando avistaram uma senhora em meio a um forte clarão. Era a Virgem Maria, que veio lhes trazer mensagem de oração, penitência, conversão e fé. Pediu que todos rezassem o terço diariamente pela paz no mundo, que naquele momento vivia a Primeira Guerra Mundial.
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Marcou então um encontro com os três pastores durante os próximos 6 meses, sempre no dia 13, em mesmo horário e local. E assim se sucedeu durante os meses de Junho, Julho, Setembro e Outubro. No mês de Agosto o encontro aconteceu em outra cidade, pois as crianças tinham sido levadas pelo “Administrador do Concelho” para outra vila. No dia do último encontro, em 13 de Outubro, cerca de 70 mil pessoas estavam presentes e testemunharam a aparição.
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Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em Julho e Setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. No local da aparição foi construída uma capela em honra a Nossa Senhora do Rosário (ou Nossa Senhora de Fátima), onde hoje se transformou um lugar de peregrinação e atrai milhares de pessoas todos os anos.
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Nossa senhora revelou três segredos a Lúcia, que já foram anunciados ao mundo: a visão do Inferno; a punição do mundo e o terceiro, que só foi revelado por Lúcia em 1981 ao Papa João Paulo II, seria o atentado àquele Papa ocorrido no dia 13 de Maio daquele ano.
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A devoção a Nossa Senhora de Fátima no Brasil é fruto da colonização portuguesa. No dia de hoje milhares de fiéis lotam as igrejas onde rezam missas, novenas e fazem procissões. Eu mesma, se tiver um tempinho, vou passar na igreja, e fazer uma oração pela paz. O nosso mundo está realmente precisando disso!
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Lívia Ferreira

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Corrida de Orientação – O desafio.

Neste Domingo, dia 27.04.08, finalmente arranjei um tempinho para praticar um dos meus esportes favoritos: Corrida de Orientação. Para quem não sabe do que se trata, aí vai uma explicação breve.
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A orientação, ou corrida de orientação, é uma espécie de Rally a pé. É uma prova onde um competidor, munido de um mapa topográfico e uma bússola, realiza um percurso em determinado local. O percurso a ser realizado está marcado no mapa, entretanto não há uma rota pré-estabelecida por onde seguir, apenas os pontos (também chamados de prismas ou pontos de controle) pelos quais se deve passar. Como se trata de competição, o percurso deve ser realizado no menor tempo possível.
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Os competidores podem concorrer em várias categorias, divididas por sexo, idade e grau de dificuldade da prova. Normalmente as provas são realizadas em áreas muito verdes o que dá um caráter (e isso eu adoro!) de eco-aventura à competição.
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Considero a Orientação como uma prova de estratégia. A essência da Orientação é que a escolha da rota entre um ponto de controle e outro é definida pelo próprio atleta que deverá levar em consideração as facilidades e dificuldades existentes entre as várias rotas possíveis. Ou seja, para sair vencedor numa prova dessas, não basta apenas ter preparo físico, mas também rapidez de raciocínio, auto-controle e tomada rápida de decisão num desafio que ocorre num ambiente natural desconhecido.
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Quem promove esse tipo de prova aqui em Fortaleza é a FECORI. Já pude participar de várias competições, e embora ultimamente tenha estado muito sem tempo decidi que vou dar um jeito de voltar a correr, e indico o esporte para todo mundo que conheço. Não precisa ser expert em orientação ou exímio atleta para competir, isso eu também não sou. Precisa apenas ter gosto por desafios, ter um coração aventureiro e inquieto. É pura adrenalina!
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A prova de domingo vai acontecer no Parque do Cocó. Mais informações em: http://www.fecori.org.br/
http://www.orientacaomilitar.com.br/
http://www.cbo.org.br/site/index/index.php
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Lívia Ferreira

sábado, 20 de outubro de 2007

Tropa de Elite, o filme.

Tropa de Elite mal foi lançado e já é o filme brasileiro mais visto e mais comentado da história do cinema do Brasil. O filme mostra a guerra que os policiais do Batalhão de Operações Especiais- Bope travam todos os dias com os “poderosos” traficantes dos morros cariocas.

Nenhum filme brasileiro despertou tamanho interesse dos espectadores. As salas de exibição lotam em todas as sessões e estima-se que 11 milhões de pessoas o assistiram em DVDs piratas. Pelo menos 5 mil copias ilegais são vendidas todo dia no Rio de Janeiro, e na internet já foi baixado 43 mil vezes em sites de downloads ilegais. Para o espanto geral, o filme já tem até duas continuações piratas: Tropa de Elite II – que é na verdade o documentário Noticias de uma guerra particular de João Moreira Salles - e Tropa de Elite III, produção pirata com colagem de imagens de conflitos entre a polícia e os bandidos.

Um dos assuntos mais polêmicos debatidos no longa trata-se da afirmação de que se existem traficantes é porque há milhões de consumidores que o bancam. E esses mesmos consumidores são aqueles que criticam fortemente a ação da polícia em passeatas pela paz. “O cara fuma um baseado e depois participa de passeata pela paz. Tem alguma coisa errada aí”, diz o PM Matias.

Da mesma forma que os consumidores de drogas patrocinam o tráfico, a atitude de comprar ou assistir os DVDs piratas patrocina a indústria da pirataria. Até o ministro da cultura, Gilberto Gil, foi pegue em seu apartamento prestes a assistir uma cópia pirata com amigos. Esse tipo de comportamento é ético?

A ética trata dos valores e critérios que determinam a escolha de uma conduta considerada correta. Sabemos que valores e critérios para uma conduta considerada correta variam conforme os costumes de um determinado grupo social, e dentro deste podemos mesmo encontrar variações de pessoa para pessoa.

Não pretendo aqui julgar quais comportamentos são éticos. Acredito, contudo, que todos nós devemos fazer uma reflexão acerca de nossos valores e atitudes ao comprar uma cópia pirata.

Lívia Ferreira

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O usufruto do direito de greve!

Ontem fui para a aula e recebi a noticia de que os professores da UFC estão prestes a entrar em greve por tempo indeterminado. Mais uma, dentre as tantas greves de funcionários que estão por aí pelo nosso país.

Há poucos dias tivemos greve nos Correios. Os médicos do município de Fortaleza, depois de 48 horas de paralisação, mal voltaram a trabalhar nesta quinta-feira (04/10) e já ameaçam parar novamente dia 15/10. Greve dos policiais civis e federais em vários estados do país ameaçam a segurança pública. Hoje presenciamos a greve dos bancários, onde apenas a Caixa ainda permanece em paralisação por tempo indeterminado. Agora, já há noticias sobre a greve na UFC... são tantas, que não dá nem pra listar todas aqui.

Entendo que a greve é um direito garantido pela Constituição Brasileira, e que esta faz parte da democracia. Reconheço, inclusive, sua importância histórica para equilibrar interesses entre os trabalhadores e patrões. Mas, o que deve levar a uma greve? Em tese, o esgotamento das possibilidades de diálogo. Se, e somente se, isto ocorrer, pode-se recorrer ao direito de greve. Acontece que muitas vezes os sindicalistas abusam deste direito e frequentemente lançam mão de seu instrumento mais radical na luta para terem atendidos seus direitos. Em tais circunstâncias, a população se vê levada a entender o sentimento de inconformismo que toma conta de inúmeras categorias do funcionalismo público.

De fato, a situação salarial dos servidores públicos é dramática. Nos causa indignação saber que muitos funcionários estão sem aumento desde o Plano Real, embora a arrecadação do governo tenha batido recordes históricos. Também é fato que o governo não tem atendido as reivindicações. Contudo, faltam regras na gestão do serviço publico e as greves nos serviços essenciais prestados pelo governo prejudicam demasiadamente a população.

Eu, por exemplo, comprei uns livros pela internet e estes não chegaram no prazo correto por conta da greve dos correios. Nos hospitais municipais e postos de saúde de Fortaleza, milhares de pacientes ficaram sem atendimento médico (mesmo sendo a saúde um direito fundamental garantido na Constituição Brasileira). Os clientes da Caixa Econômica Federal não terão disponíveis certos serviços. E agora, na iminência de mais uma greve na UFC, todos os alunos, e em maior grau aqueles que se formam neste semestre, serão prejudicados pela falta de aulas.

A pergunta que não quer calar é: onde está o nosso direito de usufruir dos serviços públicos? Pagamos caro por eles, e temos o direito de recebê-los a contento. Sem querer entrar no mérito das reivindicações feitas pelos trabalhadores, o que precisa ficar claro é que a opção pela greve não pode virar rotina, porque os cidadãos são a principal vítima da paralisação dos serviços. Quando não há negociação, e ambas as partes não chegam a um acordo em tempo hábil, todo mundo perde!

Lívia Ferreira

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Entre o caos e a ordem...

Essa semana li uma reportagem que despertou minha curiosidade. Fala sobre um livro cujo titulo é “A perfect mess” (“a bagunça perfeita”, lançado no inicio do ano nos Estados Unidos , mas ainda sem tradução para o português) de Eric Abrahamson e David Freedman, professores da Columbia Business Scholl em Nova York.

As idéias contidas no livro desafiam o senso comum de que a desordem prejudica a vida pessoal, profissional e os negócios. Os autores defendem que pessoas menos organizadas são mais eficientes e perdem menos tempo. Seus argumentos estão apoiados em estudos científicos que comprovam que sistemas complexos, como o cérebro humano, funcionam melhor na desordem.

De acordo com a pesquisa feita pelos autores, quem trabalha em situações de “razoável desordem” gasta 36% menos tempo procurando coisas do que aqueles que mantêm a “mesa sempre limpa”. Quanto à criatividade, defendem que o “ambiente caótico” é mais estimulante para a inventividade e imaginação. Além disso, o excesso de ordem pode estar ligado a uma certa rigidez, e conseqüente dificuldade de adaptação às situações novas.

Quando li as constatações levantadas pelos autores, e relacionei ao meu ambiente de trabalho, as primeiras perguntas que surgiram em minha mente foram: Para onde vai toda aquela historia de 5S, cujos resultados já são consolidados pela filosofia da produção enxuta no Japão? Como vou aplicar o seiton (senso de organização, cada coisa em seu devido lugar) depois de conhecer essa “correlaçao” entre desordem e eficiência, criatividade e flexibilidade?

“Há benefícios oriundos da organização. Mas estes tendem a diminuir quanto maior o grau de organização, até o ponto em que o beneficio já não existe mais e se torna um problema”, afirmou David à revista Você AS, edição 107, de maio 2007.

É bem verdade que a ordem e perfeição estão presentes no Universo ao nosso redor. “Basta ver como os padrões simétricos tendem a se repetir: a bifurcação do tronco das árvores e do leito dos rios, as espirais das galáxias e das conchas (...). Porém, se houvesse somente equilíbrio jamais haveria transformação. Tudo o que se transforma no mundo o faz devido a imperfeições. É a tensão entre harmonia e imperfeição que gera a criatividade no mundo natural.”, afirma o astrofísico e escritor Marcelo Gleiser.

O que penso é que a ordem e o equilíbrio estão presentes em nosso dia a dia. A idéia é que ambas fazem parte de uma mesma realidade. Só não sabemos explicar de fato como elas caminham juntas. Mas é fato que as empresas precisam cada vez mais de eficiência, flexibilidade e criatividade, porque precisam inovar, e isso as traz um diferencial competitivo.

Dentro de uma empresa há setores que precisam ser muito organizados para serem eficientes. A questão é não exagerar na organização, para que esta não limite a visão do novo. Ah, e antes que eu me esqueça, manter o checklist do 5S sempre em dia!

Livia Ferreira

http://www.aperfectmess.com/messy_homes.html