quarta-feira, 28 de maio de 2008

Converter informação em conhecimento.

Neste momento, o meu estágio interno é no Núcleo de Gestão da Marquise. Este setor faz o monitoramento de todos os dados operacionais das filiais da Limpeza Urbana no Brasil. Como futura engenheira de produção que sou, costumo enxergar cada setor por seu processo macro, no modelo inputs - processo de transformação -outputs. No Núcleo de Gestão, os inputs são dados brutos digitados no sistema integrado, o processo de transformação interno é a filtragem dos dados e a elaboração de relatórios gerenciais e os outputs são os relatórios de produção e manutenção prontos.
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Duas grandes questões estão presentes no meu trabalho. A primeira com que me deparo todos os dias é como transformar confusão em clareza. Quero dizer que temos disponível uma vasta gama de dados brutos sobre os quais podemos nos debruçar e produzir quantos relatórios, fazer tantas análises, quanto quisermos. Mas, obviamente, nem todas são interessantes o suficiente para a gerência. É preciso critério para filtrar o que agrega valor.
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A segunda é como transformar toda essa informação produzida nos relatórios em conhecimento. Não se produzem relatórios por produzir, nem se formulam indicadores simplesmente por fazer. É preciso parar, olhar bem para eles, observar, comparar, analisar, ver o que querem nos dizer e aprender com eles. Também é necessário conhecer todos os pormenores de sua composição, os porquês daquele número naquele período, para onde apontam, etc. Enfim, é preciso aprender a ver o que eles mostram sobre a realidade operacional da empresa.
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Nem preciso dizer que é pré-requisito aliar força investigativa à analítica para participar de todo esse processo do Núcleo de Gestão. Este é a habilidade que estou desenvolvendo aos poucos. Este é o aprendizado que está ficando pra mim, que entrei agora. E toda essa complexidade de é fascinante de se ver!
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Lívia Ferreira

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