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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Novos investidores de olho na economia.

No programa de trainee já lemos diversos livros, mas um em especial, pelo momento econômico atual, me chama a atenção, O choque de Civilizações, que faz uma analise econômica, política e cultural do mundo, com um foco especial nos Estados Unidos. Como se não bastasse, neste mesmo período a revista Carta Capital trazia em sua capa o título: O Império com Pés de Barro. Parecia uma premonição!

A crise imobiliária americana de passageira se tornou algo de grande preocupação para o mundo dos negócios. O mundo está passando por um momento econômico delicado, mas aqueles que imaginavam uma crise econômica paralela no Brasil vêm se surpreendendo. Até o momento o Brasil está se mantendo distante de toda esta turbulência.

Claro que alguns setores estão sentido os impactos desta crise, porém no geral estes impactos estão sendo minimizados por um aumento no consumo interno. Este consumo foi responsável pelo excelente crescimento em 2007.

Analisar um momento como este, é algo que está tirando o sono de muita gente. Os Estados Unidos representam uma grande parcela do mercado consumidor mundial e uma crise mais acentuada naquele país, pode causar um desaquecimento na economia mundial.

Há quem acredite que em um primeiro momento a China será capaz de manter o mercado consumidor mundial aquecido, o que reduziria os impactos da crise americana, que hoje muitos já admitem se tratar de uma recessão econômica, mas no longo prazo isso talvez seja um pouco mais difícil.

Todo este cenário de incertezas está causando perdas significativas na Bovespa, que em março apresentou uma queda de 4,57%,sendo considerada a pior aplicação do mês.

Diferentemente do que vinha acontecendo anteriormente o preço das commodities parou de crescer, devido ao enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas, reflexo de uma queda na demanda dos Estados Unidos. Como as principais ações negociadas na Bovespa são de empresas exportadoras de matéria prima, como por exemplo, a Vale, esta tendência gera um impacto maior na Bolsa de São Paulo do que em outras bolsas do mundo.

Para os jovens investidores como eu, este é um momento no qual nos perguntamos se fizemos a opção de investimento correta. Mas, se olharmos o desempenho do Ibovespa ao longo do tempo, veremos que apesar de seus altos e baixos ele vem mantendo uma crescente. Por isso, neste momento o melhor conselho para aqueles que possuem investimentos neste mercado é ter paciência e aguardar toda esta turbulência passar.

E você caro leitor / investidor, o que acha de tudo isso?

Daniel Nogueira

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A Dinâmica do mercado.

Dentro do nosso cronograma de atividades foram definidos alguns cursos de formação que servirão de base para o nosso crescimento profissional. Todos estes cursos são realizados aos sábados e, até o momento, já tivemos cursos como, por exemplo: Negociação, BSC, Matemática Financeira, Marketing e Análise de Investimentos.

Mas, um em específico me chamou a atenção, Análise de investimento.

Tive a oportunidade de conhecer um pouco mais do que realmente influencia os investimentos empresariais e em um de nossos debates no curso, discutimos algo que considero interessante, o mercado de ações. Todo este debate me fez buscar saber um pouco mais sobre o assunto e como eu poderia fazer parte deste mercado.

Com isso, busquei diversas literaturas e pessoas que pudessem me ensinar um pouco mais sobre o assunto. Posso dizer que aprendi muita coisa e a principal delas é que é um mercado totalmente imprevisível.

Nos últimos dias o que vimos no mercado de ações mundial é uma forte queda causada pela crise americana e a possibilidade de uma recessão econômica nos EUA. Com isso, à medida que as novidades no cenário econômico e político vão ocorrendo, o mercado se auto-regula frente a todas estas mudanças.

Ao observarmos a dinâmica do mercado e seus impactos, saímos de uma visão periférica para uma visão global. Esta é uma análise característica da administração sistêmica, que estuda as interferências das partes no todo. Foi ao ver todo o dinamismo deste mercado, que decidi dar o próximo passo no aprendizado e ingressei em um clube de investimento da faculdade. Agora terei a oportunidade de vivenciá-lo na prática e terei a oportunidade de compreender melhor as inter-relações do mercado.

Este investimento vai muito além da busca por um retorno financeiro, é a busca por conhecer de perto os negócios e suas relações econômicas e políticas, fatores presentes cada vez mais no nosso dia-a-dia.

Não tenho dúvidas de que todo este processo pelo qual estou passando como trainee da Marquise é um investimento que irá me proporcionar um retorno que em momento algum me será tirado, o conhecimento. Mas assim como todo investimento, temos que aplicá-lo da melhor maneira possível para que ele se multiplique ao longo do tempo.

O melhor investimento a ser feito é no conhecimento, pois este lhe renderá frutos que perdurarão para o resto da vida, independente de qualquer crise mundial.
Daniel Nogueira

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Invistam!!!

Bolsa de Valores! Grande parte dos Brasileiros “tremem” ao ouvir a expressão: “O índice BOVESPA cai drasticamente”. O que será? “Deve ser algo muito complexo investir em ações”. Talvez o leitor, também, esteja- se perguntando sobre o assunto. Partindo de um conceito geral, temos: "Bolsas de Valores são sociedades com ou sem fins lucrativos constituídas com a finalidade de estimular, facilitar, o mercado de valores mobiliários". Para os que não cursaram a disciplina de Mercado Financeiro, reprovaram, não entenderam nada ou estão pensando em desistir de ler o post agora: por favor, insistam um pouco mais! Obrigado!

Ao contrário do que muitos imaginam, investir no Mercado de Capitais tem-se tornado cada vez mais simples. As bolsas de valores descobriram nos, até então, desinformados cidadãos, uma fonte enorme de capital investidor. Uma prova disso é o programa BOVESPA vai até você, desenvolvido pela Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (BOVESPA). Tratam-se de políticas e atitudes que estimulam o investimento, por parte da população, em títulos do mercado mobiliário. As informações são facilmente encontradas nos Sites das sociedades corretoras e da própria BOVESPA, o que facilita o entendimento de alguns conceitos básicos para começar (O INI, Instituto Nacional dos Investidores, oferece um programa que dissemina valores e princípios para tornarem pessoas em investidores conscientes para investirem em ações). Além do mais, há uma disposição de ferramentas que facilitam o investimento e dão comodidade aos ivestidores. Uma delas é o Home Broker (“instrumento que permite a negociação de ações via Internet. Ele permite que você envie ordens de compra e venda de ações através do site de sua corretora”). Para o leitor que despertou o espírito empreendedor e lembrou que tem pouco dinheiro para investir: Não desanime, há boas notícias! Empregados de uma mesma empresa, membros de uma classe, família ou até mesmo um grupo de amigos podem constituir um clube de investimento, a partir do qual são feitas aplicações financeiras orientadas por uma corretora credenciada na Bolsa. Cada clube, orientado, desenvolve o seu perfil característico de investimento e quanto mais membros o constituírem, maior será a possibilidade de diversificar as aplicações. interessante, não?

Finalmente, deixo um forte abraço a todos os leitores e o campo aberto às discussões sobre investimento, assunto merecedor de atenção por todos que pensam no futuro.

Victor Mota

http://www.bovespa.com.br/InstSites/bovespavaiatevoce/Index.asp

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Burocracia, Fonte de Atraso

Nosso país é conhecido por sua grande burocracia, ela faz parte do nosso cotidiano. Alguns órgãos do governo, em suas diferentes esferas, conseguem se destacar negativamente nesse quesito, é o caso do INSS e da maioria dos órgãos ambientais.

O Brasil figura entre os países em que é necessário um tempo excessivo para se abrir uma empresa, ficando bem atrás dos seus companheiros de BRIC (Grupo de países emergentes formados por Brasil, Rússia, Índia e China). A burocracia associada à alta carga tributária e ao tempo gasto pelas empresas para se manter em dia com as exigências legais (7,6% do tempo da administração, pior colocado da América latina, atrás até do Haiti com 4,1%), vem fazendo o país perder investimentos externos e inviabilizando os internos.

No entanto, a burocracia não é privilégio estatal, várias empresas privadas na ânsia pelo controle “absoluto” terminam por impor restrições demasiadas, que atrapalham seu funcionamento.

A busca pela redução da burocracia ao mínimo necessário, no âmbito público e privado, além de beneficiar o cidadão, é essencial para o desenvolvimento do país.

Carlos Eugênio A. de Holanda

(Fontes: Revista Veja; Programa Estadual de Desburocratização do Estado de São Paulo; Jornal Valor Econômico e IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa))