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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Um mundo em turbulência.

O mundo parece estar abalado com uma possível recessão americana, apesar de muitos economistas afirmarem que o Tio Sam já embarcou rumo a uma desaceleração econômica. Caso isso realmente venha a ocorrer, observaremos uma queda significativa do consumo mundial, o que irá prejudicar diretamente os países emergentes, pois haverá uma grande desvalorização das commodities, principal produto negociado por estes países.

Podemos dizer que os americanos estão numa tempestade em pleno alto-mar, o mercado parece agitado, os passageiros do barco não sabem o que fazer para evitar o naufrágio. Todos se vêem limitados a diminuir a carga tributária sobre os motores deste imenso barco, para quem sabe assim conseguir aumentar o consumo e empurrar de uma vez por todas os Estados Unidos para longe desta crise.

Não é fácil para os marinheiros de primeira viagem se aventurar em momentos como este, com águas tão turbulentas como essas encontradas no oceano dos negócios. Mas, aqueles que encararem este desafio terão que contar com um bom planejamento e muita paciência, pois tudo indica que este mau tempo não irá passar tão cedo, e nestas condições tudo pode ocorrer.

Uma coisa é certa, apesar de toda esta crise econômica, o barco brasileiro vem conseguindo um belo desempenho, mesmo possuindo tripulantes descrentes de seu potencial. À medida que o tempo vai passando, seguimos com nossos motores a pleno vapor, graças a um excelente crescimento interno e uma estrutura econômica sólida. Quem sabe o mercado interno seja capaz de conduzir o Brasil às belas águas do oceano azul, mesmo com alguns vazamentos nos cartões corporativos.

Daniel Nogueira

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Novos investidores de olho na economia.

No programa de trainee já lemos diversos livros, mas um em especial, pelo momento econômico atual, me chama a atenção, O choque de Civilizações, que faz uma analise econômica, política e cultural do mundo, com um foco especial nos Estados Unidos. Como se não bastasse, neste mesmo período a revista Carta Capital trazia em sua capa o título: O Império com Pés de Barro. Parecia uma premonição!

A crise imobiliária americana de passageira se tornou algo de grande preocupação para o mundo dos negócios. O mundo está passando por um momento econômico delicado, mas aqueles que imaginavam uma crise econômica paralela no Brasil vêm se surpreendendo. Até o momento o Brasil está se mantendo distante de toda esta turbulência.

Claro que alguns setores estão sentido os impactos desta crise, porém no geral estes impactos estão sendo minimizados por um aumento no consumo interno. Este consumo foi responsável pelo excelente crescimento em 2007.

Analisar um momento como este, é algo que está tirando o sono de muita gente. Os Estados Unidos representam uma grande parcela do mercado consumidor mundial e uma crise mais acentuada naquele país, pode causar um desaquecimento na economia mundial.

Há quem acredite que em um primeiro momento a China será capaz de manter o mercado consumidor mundial aquecido, o que reduziria os impactos da crise americana, que hoje muitos já admitem se tratar de uma recessão econômica, mas no longo prazo isso talvez seja um pouco mais difícil.

Todo este cenário de incertezas está causando perdas significativas na Bovespa, que em março apresentou uma queda de 4,57%,sendo considerada a pior aplicação do mês.

Diferentemente do que vinha acontecendo anteriormente o preço das commodities parou de crescer, devido ao enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas, reflexo de uma queda na demanda dos Estados Unidos. Como as principais ações negociadas na Bovespa são de empresas exportadoras de matéria prima, como por exemplo, a Vale, esta tendência gera um impacto maior na Bolsa de São Paulo do que em outras bolsas do mundo.

Para os jovens investidores como eu, este é um momento no qual nos perguntamos se fizemos a opção de investimento correta. Mas, se olharmos o desempenho do Ibovespa ao longo do tempo, veremos que apesar de seus altos e baixos ele vem mantendo uma crescente. Por isso, neste momento o melhor conselho para aqueles que possuem investimentos neste mercado é ter paciência e aguardar toda esta turbulência passar.

E você caro leitor / investidor, o que acha de tudo isso?

Daniel Nogueira