terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O tempo.

Este mês de Dezembro tenho estado muito atarefada, e ando meio que brigando com o tempo. Tenho tido um ritmo frenético de provas, trabalhos da faculdade, resenhas, estágios, leituras, produção da revista e outras coisas mais. Na velocidade em que vivemos o dia de 24 horas quase não dá pra fazer o que nos propomos. Às vezes me pergunto como as pessoas conseguem fazer tantas coisas em tão pouco tempo. Como nos tornamos - eu me tornei - refém desse tal de tempo.


Habituamo-nos a identificar o fluxo do mundo com a passagem do tempo, mas curiosamente não sabemos exatamente o que o tempo é. Sua natureza paradoxal tem instigado cientistas de todos os ramos. Escritores como Proust, se debruçaram sobre páginas e paginas em busca do tempo perdido. Albert Einstein fundiu espaço e tempo num contínuo, o espaço-tempo (alguém consegue imaginar o que é isso?).

Uma das definições do tempo é “um continuum onde um evento sucede o outro, do passado ao futuro”. O tempo em si é absoluto, mas a percepção que temos dele é relativa. Um minuto pode ser quase uma eternidade, ao passo que longas horas podem não caber em um segundinho.

Acontece que hoje, com a correria do dia-a-dia, cada vez mais eventos se comprimem em determinado intervalo de tempo e administrá-lo é um desafio. Mesmo com toda fartura (são vinte e quatro horas!), ele não parece ser suficiente. Penso muitas vezes que seria ótimo se meu dia tivesse 30 horas. Mas acontece que se o tivesse, espremeria mais e mais coisas dentro do mesmo espaço de tempo, o que voltaria à sensação de que não há tempo bastante.

O tempo representa uma dimensão intangível, mas profundamente real. Aprendemos a nos adequar às suas condições. Lidar com ele é uma questão de sabedoria. E esta, acredito, só se aprende com o tempo!


Livia Ferreira

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