Há algum tempo nas atividades do programa trainee lemos o livro O Escafandro e a Borboleta, de Jean-Dominique Bauby. História real escrita em francês, Le Scaphandre et le Papillon narra as angustias por que passou o autor ao viver preso dentro do próprio corpo. .
Aos 43 anos, Jean-Do, editor-chefe da revista Elle, subitamente tem um derrame cerebral. Volta à sã consciência 20 dias depois, onde se apercebe da sua grave situação – suas funções motoras estão deterioradas e ele não vive mais sem a ajuda de aparelhos. O que a medicina chama de locked-in syndrome caracteriza pacientes que vivem num corpo inerte, paralisado. Foi exatamente o que aconteceu com ele, mas, por sorte ou azar, sua mente permanecera intacta: ele compreende tudo que se passa ao seu redor.
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Jean-Do descreve sua situação como se estivesse preso em um escafandro, pois sua mente ainda vive mas não consegue se expressar através de movimentos. “A imaginação e a memória são as únicas maneiras de sair do escafandro”, diz o autor. Ele se comunica com o mundo piscando o olho esquerdo (o único movimento que conseguiu preservar): pisca uma vez para dizer sim e duas para o não. E assim, através desta linguagem de comunicação com o mundo e com a ajuda de uma ortofonista Jean-Dominique escreve um livro.
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A história virou filme. O drama Le Scaphandre et le Papillon (Le Scaph
andre et le Papillon, FRA/EUA, 2007) De Julian Schnabel. Com Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze e Anne Consigny) recebeu a premiação de melhor diretor no Festival de Cannes e no Globo de Ouro. Também foi fonte de muitos elogios por parte de criticos renomados. E na semana passada eu arranjei um tempinho para ir vê-lo. É fantástico.
andre et le Papillon, FRA/EUA, 2007) De Julian Schnabel. Com Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze e Anne Consigny) recebeu a premiação de melhor diretor no Festival de Cannes e no Globo de Ouro. Também foi fonte de muitos elogios por parte de criticos renomados. E na semana passada eu arranjei um tempinho para ir vê-lo. É fantástico. .
De produção francesa, a trilha sonora, a fotografia e a filmagem são fenomenais. O espectador se envolve com a história, percebe a luta pela comunicação (coisa que nós fazemos de forma tão espontânea que nem paramos pra pensar que é uma necessidade básica!), sofre também. Não é fácil ficar na situação que ele ficou... Já que pude ler o livro e comparar com a gravação, considero também que houve grande fidelidade ao texto. Enfim, não vou entrar em detalhes pra não “estragar” o prazer de quem quer assistir.
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Fica aqui a dica do filme. O trailler oficial está disponível no link: http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/trailers/o_escafandro_e_a_borboleta.html
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Lívia Ferreira
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